Chegada de Natália do Vale movimenta Orgulho e Paixão

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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Novela caracterizada pelo humor leve e quase infantil, Orgulho e Paixão levou um chacoalhão nos últimos capítulos. A entrada de uma nova vilã, Lady Margareth, vivida pela atriz Natália do Vale, deu novos contornos à trama de Marcos Bernstein. Ao contrário dos demais vilões da história, todos bem-humorados, Lady Margareth é cruel e venenosa.

Lady Margareth é irmã de Lord Williamsom (Tarcísio Meira), pai de Darcy (Thiago Lacerda). A nova personagem entra em cena com uma procuração do irmão em mãos para tocar seus negócios. E, de quebra, tem a intenção de casar o mocinho com sua filha, Briana (Bruna Spínola). Com isso, causa uma reviravolta na relação de Darcy com Elisabeta (Nathalia Dill). Ríspida e sem papas na língua, Lady Margareth chegou à trama como um rolo compressor, passando por cima de todos para impor suas vontades.

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Deste modo, Lady Margareth chega para suprir a ausência de Lord Williamson, que voltou à Inglaterra. Mas a personagem faz mais que apenas agir como o personagem de Tarcísio Meira agia: ela é mais intempestiva e preconceituosa. E não tem pudores em gritar suas ideias conservadoras aos quatro ventos. Além de jogar areia no noivado de Darcy e Elisabeta, a nova vilã tratou de demitir a mocinha de seu emprego no jornal. Além disso, orienta Briana a conquistar o mocinho.

E Natália do Vale está ótima na pele desta vilã “raiz”. Malvada até a medula, Lady Margareth deixou o clima “cor de rosa” de Orgulho e Paixão um tanto mais sombrio. Sendo assim, a personagem deu um novo fôlego à simpática trama das seis. Natália foi uma bela aquisição para o folhetim.

Orgulho e Paixão: novela de personagens

Uma das características de Orgulho e Paixão é que se trata de uma novela mais voltada aos personagens do que à história. O fio condutor da trama é uma colcha de retalhos de romances diversos. Há heróis tentando ser felizes enquanto são atrapalhados pelas circunstâncias. Ou seja, até aqui, a grande pedra no sapato da protagonista Elisabeta era Susana (Alessandra Negrini), uma rival de pinceladas cômicas, que mais acertava do que errava. A personagem com ares mais vilanescos era Julieta (Gabriela Duarte), mas até ela tem um toque de humanidade.

Sendo assim, Lady Margareth entrou em cena para ser uma figura vilanesca mais clássica. A megera surge para tirar do eixo vários dos personagens da obra, o que é positivo. Com isso, Orgulho e Paixão ganha novos contornos, com uma nova sustentação. A trama ficou mais substanciosa.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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