A Lei e o Crime: com dificuldades de planejamento, Record abusa de reprises

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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Ao optar por substituir seus programas da linha de shows por reality shows, a Record prometia um rodízio de formatos para o ano todo. Promessa, aliás, que costuma fazer todos os anos, mas algo sempre dá errado no caminho. E em 2018 não será diferente. O planejado era exibir Power Couple, A Casa e A Fazenda de segunda a sexta-feira, depois do Jornal da Record. Mas, neste meio tempo, A Casa acabou cancelada. E surgiu um problema: o que exibir quando Power Couple chegar ao fim?

A emissora, então, optou por uma reprise da série A Lei e o Crime, de 2009. Escrito por Marcílio Moraes e protagonizado por Angelo Paes Leme e Francisca Queiroz, o seriado policial foi uma das melhores produções da teledramaturgia da emissora. Num momento em que a produção de séries nacionais engatinhava (a Globo mesmo só apostava em comédias), A Lei e o Crime ofereceu uma saga policial da melhor qualidade. A audiência correspondeu e a série ganhou até mais episódios do que o previsto. Pena nunca ter emplacado uma segunda temporada.

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Mesmo sendo um bom produto, a volta de A Lei e o Crime escancara uma falta de planejamento da emissora que incomoda. A reprise da série (que já foi reprisada em 2013, diga-se) junta-se às reprises de Luz do Sol e Bicho do Mato, à tarde; de Os Dez Mandamentos, no horário nobre; de José do Egito, aos sábados (a partir desta semana, Rei Davi assume a faixa); e dos quadros que compõem a faixa Show de Humor, nas tardes de domingo. Não é muita coisa?

Na verdade, a direção da Record errou ao apostar apenas em realities em seu horário nobre. O canal poderia ampliar o leque e apostar, também, em dramaturgia inédita (hoje, sua produção seriada se limita a temporadas curtas de boas séries, como Conselho Tutelar, normalmente exibidas no início do ano), ou até em jornalismo, reativando o Repórter Record Investigação, por exemplo (que foi resgatado no começo do ano, mas também na base da reprise).

É triste perceber que um dos maiores canais do país ainda encontra dificuldades em oferecer mais variedade ao seu público, abrindo tantas janelas para reapresentações. Atualmente, pouca coisa se destaca positivamente na grade da emissora. Falta produção, cuidado e criatividade. Uma pena.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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