Em capítulo pavoroso, Juca de Oliveira se despede de O Outro Lado do Paraíso de forma melancólica

Publicado há 3 anos
Por Gabriel Vaquer
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O jornalista Daniel César, grande amigo que entende muito de novelas, escreveu no Twitter durante a exibição do capítulo desta segunda (29) de O Outro Lado do Paraíso, que “poucas vezes se viu algo parecido na TV brasileira”.

O motivo para a afirmação é a audiência enorme do folhetim, aliado a sua trama rocambolesca. São 35 pontos de média geral na Grande São Paulo atualmente, com crescente a cada semana. Semana passada, foram 40 pontos semanal na principal metrópole do Brasil.

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Veja mais: O Outro Lado do Paraíso: Clara discute com Patrick por causa de Renato

Foi a primeira vez que O Outro Lado conseguiu tal semanal desde a estreia. É muita coisa, de fato. A novela é um fenômeno, repercute nas ruas, é visível. Mas não é porque é um sucesso que ela é boa. Muito longe disso.

O capítulo desta segunda evidenciou os grandes defeitos da novela: texto raso, cenas muito longas e absolutamente didáticas, além de atuações abaixo da crítica de alguns membros do elenco, inclusive atores veteranos.

A cena mais enigmática nesse sentido foi a morte de Natanael. Juca de Oliveira certamente teve uma de suas piores atuações na carreira como esse vilão amalucado com um ódio não muito explicado. Canastra ao extremo, fez Natanael ficar artificial. Saiu de forma melancólica, com uma cena que não o ajudou de forma nenhuma.

Já Gloria Pires parece não estar com sorte nos últimos anos. Depois de Babilônia, agora enfrenta uma trama bomba, amalucada, que subestima o inteligência do público como é a de Elizabeth/Duda. E Gloria, mais uma vez, parece sem motivação no papel. Não acredita no que interpreta, e isso é visível em seu olhar.

Não é preciso falar mais de outros núcleos, como o de Samuel (Eriberto Leão), que virou um circo completo. Pra não dizer que tudo são ruínas, Adriana (Julia Dalavia) tem sido uma grata surpresa. No meio da montanha russa que é O Outro Lado do Paraíso, ela tem tentado defender de todas as formas seu personagem.

Por fim, a direção de Mauro Mendonça Filho continua criativa no aspecto técnico. Mas é um trabalho difícil, já que o que sai da boca dos atores não tem ajudado em absolutamente nada. O maior problema mesmo é o texto de Walcyr Carrasco, cada dia mais estranho.

Até o fim do mês passado, O Outro Lado do Paraíso era suportável por causa de sua trama principal carismática. Mas o seu mês de janeiro pavoroso fez tudo ficar insuportável dia após dia. Vai ser duro aguentar o que vem por aí até maio. Nem Clara e Sophia estão salvando.

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