Mesmo sem grande audiência, Dancing Brasil foi o único destaque no ano fraco da Record

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Definitivamente, 2017 não vem sendo um ano bom para a Record. A emissora fez escolhas equivocadas, promoveu mudanças que não surtiram efeito e, ainda, passou meses fora do ar na TV paga, sendo o canal mais prejudicado no imbróglio envolvendo a joint venture Simba. Um de seus poucos destaques foi o talent show Dancing Brasil, mas até ele não rendeu grandes índices de audiência.

Dancing Brasil encabeça a parca lista dos acertos da Record, sobretudo, pela qualidade de sua produção. A atração, semelhante à Dança dos Famosos da Globo, driblou as inevitáveis comparações ao oferecer grandes espetáculos de dança, numa estrutura que chamava a atenção pelo investimento e capricho. Cenários suntuosos, takes de câmera ousados e bom ritmo imprimiram um entretenimento da melhor qualidade nas noites de segunda-feira do canal. A final da segunda temporada, com a merecida vitória de Yudi Tamashiro, coroou toda a boa trajetória do programa

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A grande audiência esperada, contudo, não veio. Dancing Brasil não conseguiu fazer frente ao Programa do Ratinho, do SBT. Mas, ao menos, serviu para apagar a má impressão do extinto Xuxa Meneghel, que ocupou o horário entre 2015 e 2016. Mesmo com um excesso de texto que reduzia sua naturalidade, Xuxa esteve muito bem à frente do formato e colecionou elogios, ao contrário da repercussão de sua atração anterior. É bem possível que a saída da Record da TV paga possa ser uma das explicações para o desempenho mediano do programa, mas isso poderá ser revisto no ano que vem, com a terceira temporada já confirmada de Dancing Brasil.

Fora isso, a Record não tem mais muito o que se orgulhar. A troca do dia de exibição de Legendários, de sábado para sexta-feira, derrubou os números do programa de Marcos Mion. A reprise de Os Dez Mandamentos na faixa das 18 horas não disse a que veio. A cartela de realities também não foi das mais felizes, já que Power Couple teve desempenho mediano e A Casa revelou-se um fiasco. Por enquanto, a nova edição de A Fazenda também não repetiu os bons números das temporadas anteriores. Na dramaturgia, Belaventura e O Rico e Lázaro também não repetem os bons desempenhos das tramas anteriores.

Sem dúvidas, muito disso tem a ver com a Simba, já que a Record foi a emissora que mais apresentou aumento em seu desempenho agora, quando os canais da joint venture retornaram à TV paga. Vamos ver se, agora, a emissora consegue se reerguer para tentar um 2018 melhor.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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