Paolla Oliveira se livra do estigma da mocinha chata em A Força do Querer

Publicado há 4 anos
Por André Santana
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A novela A Força do Querer tem vários méritos. A trama de Gloria Perez é a melhor novela do horário das nove da Globo em anos. Além da boa história e da direção acertada de Rogério Gomes (um dos melhores diretores de novela da atualidade, diga-se), a novela ainda tem sido a chance de vários atores e atrizes mostrarem seu valor.

Com o atual protagonismo de Bibi, por exemplo, fica em evidência o talento de Juliana Paes. Não que ela precisasse, afinal, a atriz já provou seu valor há algum tempo. Arrisco dizer que, desde a mocinha Gui, de Pé na Jaca, Juliana tem se destacado. Em seus trabalhos com Luiz Fernando Carvalho, Meu Pedacinho de Chão e Dois Irmãos, mostrou outras facetas. Deu carisma e verdade à vilã Carolina, de Totalmente Demais. E, agora, está numa entrega quase visceral neste momento em que sua Bibi passa por uma intensa transformação. Está ótima!

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Sua colega de elenco Paolla Oliveira, no entanto, não teve o mesmo reconhecimento em sua trajetória. Por mais que tenha brilhado em trabalhos como Belíssima, Ciranda de Pedra, Cama de Gato e, principalmente, Felizes Para Sempre?, Paolla acabou estigmatizada como a mocinha sem graça de tramas como O Profeta, Insensato Coração e Amor à Vida. Na primeira, viveu a típica mocinha de época sofredora e não fez feio. Foi correta.

Mas Marina, em Insensato Coração, e Paloma, de Amor à Vida, foram verdadeiros testes de paciência ao espectador. E Paolla acabou sendo rotulada de canastrona diante destas personagens. Realmente, não foram bons trabalhos. No entanto, a atuação no piloto automático da atriz não é culpa, unicamente, de Paolla Oliveira. A verdade é que não havia texto para a artista em nenhuma das tramas. Marina era vazia de conflitos e fez escolhas absurdamente erradas em Insensato Coração. Não dava para torcer por ela. Em Amor à Vida, foi ainda pior, já que a trama que protagonizava se esgotou muito antes do fim, e ela já não tinha muito o que fazer na história de Walcyr Carrasco.

Em A Força do Querer, no entanto, ela vive uma personagem cheia de possibilidades. Jeiza é uma mocinha, tem uma história romântica envolvente, mas não é só isso. Ela tem sonhos, é dona do próprio nariz, sabe se colocar. Consegue achar o equilíbrio entre a doçura e a dureza. E Paolla está muito bem dando vida a esta mocinha que está longe da chatice das mocinhas anteriores. Sem dúvidas, a atriz está em seu melhor momento na TV.

Apesar de excelente, A Força do Querer se torna cansativa com tantas repetições

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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