Mudanças não contribuem para tornar A Lei do Amor atrativa ao público

Publicado há 4 anos
Por Endrigo Annyston
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Antes da estreia de A Lei do Amor, Maria Adelaide Amaral deu entrevistas afirmando que foi convencida por Vincent Villari a aceitar escrever uma novela das 21h. Ela havia relutado pois sabia que a faixa exige mais dos escritores.

Isso ocorre porque é a responsável por entregar em alta para a linha de shows, que corre risco de ser incomodada pelas concorrentes caso ocorra o contrário. Além disso, ajuda o Jornal Nacional.

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E a estreia de Maria Adelaide Amaral no horário tem sido conturbada em razão dos índices estarem abaixo do desejado pela Globo. Não há como negar: o folhetim tem problemas.

Primeiramente, a rede dos Marinho deveria abolir as primeiras fases das produções. Atualmente, o público quer que a história se apresente logo de cara, pois perdeu a paciência para embromation. Revelações sobre o passado funcionam muito melhor em flachbacks, já que até existe a possibilidade de os telespectadores gostarem muito mais da fase inicial, pulando do barco logo em seguida.

Para contribuir com o tédio de quem acompanha o enredo, os vilões demoraram a se definir como malvados de verdade. Magnólia e Ciro ficaram os últimos meses em cima do muro e somente agora se apresentam como amantes e cretinos. Somente Tião, com seu desejo de vingança, se mostrava como vingativo e cruel, e agora surge ainda pior.

Não bastasse tudo isso, realmente o elenco é numeroso, problema que começa a ser resolvido com o desaparecimento de alguns nomes. A parte ruim, é que escolheram os tipos de Otávio Augusto, Arianne Botelho e Regiane Alves, que tinham chances de render em A Lei do Amor, enquanto muitos outros personagens secundários poderiam ser eliminados sem fazer falta. Camila e Jéssica, por exemplo, acabaram com suas histórias esvaziadas com a rápida resolução de seus conflitos, ou os diversos rapazes que trabalham no posto de Salete.

Apesar dos muitos exemplos em relação ao lado ruim de A Lei do Amor, a novela tem qualidades, como Grazi Massafera e sua divertida Luciane e o trio principal de vilões. O desempenho de Reynaldo Gianecchini continua questionável, mas não compromete a parceria com Claudia Abreu.

O triângulo amoroso jovem também ganhou torcida, mas os novelistas optaram por um sumiço maior que o previsto para Isabela por conta da rejeição sofrida por Letícia, criada com dose exagerada de chatice. Ocorre que, a mudança na personalidade dela, em tão pouco tempo, não convence.

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Ainda no lado positivo, o Fausto de Tarcísio Meira. A escalação do veterano para um papel em estado “vegetativo” dividiu opiniões, mas poucos teriam o talento dele para representar em cenas nas quais suas expressões corporais eram sua única forma de comunicação.

Por fim, é notável que a Globo tem errado a mão em suas últimas tramas das 21h. No caso de A Lei do Amor, que já havia sido adiada, muitos erros poderiam ter sido evitados. Tempo para isso não faltou.

*As informações e opiniões expressas nessa coluna são de total responsabilidade de seu autor.

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