17 anos depois da estreia do Vídeo Game, Globo enfrenta crise vespertina

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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Um dos maiores acertos do Vídeo Show, o quadro Vídeo Game estreava há 17 anos. Foi no dia 10 de dezembro de 2001 que Angélica surgia no vespertino da Globo no comando da competição sobre televisão que envolvia artistas da casa. A atração teve vários méritos: além de chacoalhar o tradicional Vídeo Show, o quadro iniciou a transição de Angélica de programas infantis para adultos. E, ainda, deu uma cara nova às tardes da Globo. Justamente o que a emissora anda precisando agora, 17 anos depois.

Ao longo de sua trajetória, Vídeo Game foi uma ideia vitoriosa. Era composto, normalmente, por cinco provas, exibidas ao longo da semana. Toda sexta-feira Angélica comandava a grande final, no qual um artista, ou uma equipe, se sagrava vencedor e indicava uma instituição de caridade para doar cestas básicas. As provas envolviam, basicamente, conhecimento sobre história da TV e a programação da Globo.

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Deu tão certo que ficou no ar por dez anos. Neste meio-tempo, o Vídeo Show passou por várias transformações. Miguel Falabella deixou a apresentação do programa um mês após a estreia do quadro, sendo substituído por André Marques. E Angélica passou a participar do vespertino, comandando quadros com André e apresentando a edição de sábado.

Evolução do Vídeo Game

O quadro fez muito sucesso e foi ganhando cada vez mais espaço. Começou com 10 minutos de duração, mas dobrou seu tempo logo em seguida, ganhando mais provas. Mais adiante, Vídeo Show passou por outra transformação, quando ganhou mais quatro apresentadores e passou a ser exibido ao vivo. Nesta época, o Vídeo Game também mudou, passando a contar com anônimos na disputa. Voltou ao formato original na temporada 2011, sua derradeira. Mas já enfrentava sinais de desgaste.

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Entretanto, a história de sucesso do Vídeo Game tem muito a ensinar à atual direção da Globo. Neste momento em que o Vídeo Show vive uma crise de audiência sem precedentes, o Vídeo Game indica um caminho. Não um retorno, obviamente. O tempo do quadro já foi, e o revival de três semanas realizado no final do ano passado deixou isso bem claro. O ensinamento do quadro é mostrar que fazer um bom entretenimento vespertino é algo absolutamente simples. Basta uma boa ideia, um apresentador competente e vontade de sair do lugar comum. É isso que está faltando nas tardes da Globo hoje.

Enquanto isso, Angélica segue em compasso de espera

Ao mesmo tempo em que a Globo busca solucionar sua crise de audiência vespertina, Angélica segue fora do ar. A apresentadora, após 12 anos no comando do Estrelas, se vê fora do ar por um longo período pela primeira vez em sua carreira televisiva. Ela trabalha num novo projeto, que deve ter Marcel Souto Maior como roteirista e Geninho Simonetti na direção. Boninho é o diretor de gênero escalado para implantar o projeto.

Sabendo que Angélica já foi bem-aceita na programação vespertina da emissora no passado e considerando que a Globo precisa de novidades no horário, por que não unir as ideias? Muitos acreditam que haverá grandes mudanças na grade em 2019. Este pode ser um caminho em busca das tais novidades.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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