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Menos USA

Realidade do streaming traz diversidade ao mainstream

Telespectadores tem opções em igualdade de distribuição, para além de EUA e Reino Unido

Publicado em 20/04/2022
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Se antes a produção de conteúdo internacional era centralizada nos Estados Unidos e no Reino Unido, agora não. Não tanto, pelo menos. Obviamente, esses dois polos seguem como referencia máxima para o entretenimento audiovisual, mas já não são, necessariamente, a primeira ou a única opção de um latino-americano de classe média, por exemplo.

Com o advento das plataforma de streaming houve uma democratização na indústria, com produções do mais variados países, das mais dinâmicas casas produtoras. O conceito “glocal” nunca esteve tão alta como agora. Já se falava sobre a importância de produzir localmente desde os anos 2000.

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Foi naquela década que tradicionais players americanos, como a HBO, passaram a produzir em mercados importantes, como o brasileiro e o mexicano. A antiga FOX também entregou conteúdo local, assim como a WarnerMedia, com a obrigatoriedade dos órgãos reguladores nacionais, inclusive. Independentemente da lei, já se percebia um interesse das audiência por se verem na tela.

O mesmo aconteceu com as novelas, gênero absoluto da América Latina. Como foi possível, cada mercado relevante passou a produzir suas próprias histórias, com seus próprios talentos. E isso mesmo em um cenário de muitos remakes ou roteiros comprados de produções já realizadas fora da região, como o caso de Grey’s Anatomy, com suas versões colombiana e mexicana.

De novo considerando o streaming, grande ponto de convergência para as novas audiências, nunca antes se viu produções de tantos países diferentes. É possível encontrar filmes ou séries suecas, tailandesas, peruanas, sul-africanas e japonesas com apenas um clique. O telespectador passou a ter a possibilidade de conhecer um rico universo audiovisual.

Como é possível um brasileiro, acostumado às novelas da Globo, ver um dorama coreano e se identificar? Porque, apesar de haver muitos elementos locais, os coreanos utilizam elementos globais para atrair a audiência de todo o mundo. É algo pensado, e não somente por Seul. O mundo todo aplica elementos universais para vender, para faturar.

Será cada vez mais comum hits não americanos ou britânicos, como La Casa de Papel, Round 6, Elite, Desejo Sombrio etc. Para fechar, ainda falta o Brasil entender que o “exotismo” histórico vendido ao exterior já não funciona e que é preciso muito mais do que Rio de Janeiro, violência urbana ou sexualização nas produções dramáticas. Quem não se adaptar rapidamente a essa nova realidade está fadado a ter sua indústria somente na sala de casa.

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