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Preto no Branco

Talk show antirracista explode em audiência e anima apresentadora por espaço fixo na TV

Programa comandado por Maria Gal se aproxima de 8 milhões de impactos, medição importante para o mercado publicitário

Publicado em 30/06/2022
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Primeiro talk show antirracista da TV brasileira, Preto no Branco encerra sua primeira temporada com números impressionantes. O programa exibido pelo canal pago BandNews TV e apresentado por Maria Gal, atriz da novela Poliana Moça (SBT), atingiu 7,94 milhões de impactos nos cinco episódios já veiculados. O sexto e último, com a advogada Claudia Luna, irá ao ar nesta quinta-feira (30), às 23h30.

A medição do impacto é tão importante para o mercado publicitário quanto a da audiência como o público conhece. Em definição básica, impacto é a soma da audiência absoluta de cada programa. O Preto no Branco chegou a ultrapassar 1 ponto em um dos episódios, marca surpreendente até para Maria Gal, considerando a temática e o horário de exibição.

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“Sim, surpreendeu! Porque foram muitos nãos de outros canais e plataformas de streaming que não acreditavam no sucesso do programa ou não entendiam por que a atração devia ser exibida. Quando vemos uma audiência desse tamanho, desse porte e com essa temática tão relevante, ficamos muito felizes de entender que realmente a sociedade está cada vez mais buscando essa categoria de informação, de conteúdo, de representatividade e de ter uma produção com uma qualidade tão grande como a nossa, toda filmada em 4K. É gratificante observar o resultado de um projeto idealizado por uma equipe extremamente talentosa e com esse percentual de profissionais negros”, vibra a apresentadora em entrevista exclusiva à coluna.

Inspirado “humildemente” em Oprah Winfrey, como Gal costuma brincar, Preto no Branco abordou o racismo no mercado financeiro e no mundo corporativo, privilégio branco, intolerância religiosa, racismo na publicidade e no esporte. A apresentadora entrevistou especialistas em cada tema, como Liliane Rocha, Aranha, Renato Meirelles, Júlio César Andrade, Erica Malunguinho, Gabriela Moura e Felipe Silva.

Claudia Luna, convidada do último programa, é especialista em violência de gênero pela Georgetown University, ex-presidente da Comissão da Mulher e membro do Conselho de Notáveis do Instituto Latino Americano de Direitos Humanos. Ela falará sobre as responsabilidades individuais das pessoas brancas na luta contra o racismo. Para Maria Gal, os assuntos abordados merecem ainda mais espaço na TV, e a repercussão do talk show prova o interesse cada vez maior por questões raciais.

“Eu vejo muito esse programa em uma TV aberta ou em um streaming, justamente por essa alta demanda que nós temos desse tipo de conteúdo e que o Brasil quer ver, algo que é inexistente praticamente na sociedade atual salvo, claro, raríssimas exceções. Para a gente ter, por exemplo, uma apresentadora negra falando e tendo um programa no horário nobre é de extrema importância que vá sim para a TV aberta, que vá para as plataformas de streaming e que também nós possamos produzir outros formatos de conteúdos com essa temática e esse recorte de representatividade. Acredito que o audiovisual brasileiro está sedento por esse formato de conteúdo”, analisa Maria Gal.

Segundo a apresentadora, o programa está pronto para dar sequência a outros temas importantes ligados à discriminação e o empoderamento negro. Muitas pautas, inclusive, ficaram de fora da primeira temporada. Ela acredita que o ótimo resultado da primeira leva de episódios irá estimular o mercado a apoiar mais edições do talk show.

“Estou bem confiante na possibilidade de ter não só uma segunda temporada, mas, porque não ser uma grade na programação semanal? Acredito que possa acontecer sim! Temos bastante audiência para isso, além de ter muitas informações para serem discutidas e conteúdos a serem produzidos. Espero ter essa sequência, porque é um programa para ter pelo menos uns 100 episódios”, sugere, aos risos.

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