Substituto de Chacrinha, João Kleber aconselha Leifert: “Não se sinta um quebra-galho do Faustão”

Apresentador da RedeTV! comandou as últimas edições do Cassino do Chacrinha, em 1988

Publicado em 11/6/2021
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Tiago Leifert assumiu o nervosismo e reagiu à convocação para substituir Fausto Silva neste domingo (13) publicando no Instagram um bordão do colega veterano: “Eita!”. Se o apresentador do BBB não puder pedir qualquer ajuda ou conselho no “confessionário” da Globo antes de pisar no palco do Domingão, esta coluna indica o profissional perfeito para dar as melhores dicas ao representante temporário de Faustão: João Kleber.

Em 1988, o artista da RedeTV! recebeu de Boni, então vice-presidente de operações da Globo, a tarefa de comandar o Cassino do Chacrinha em função de problemas de saúde do Velho Guerreiro. Após uma experiência com Paulo Silvino, a emissora decidiu testar um comediante mais jovem para o posto: João Kleber fazia sucesso no teatro (sendo dirigido por Chico Anysio) e já participava do programa de auditório como jurado. Em entrevista à coluna, ele guarda com detalhes o dia em que virou apresentador.

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“A plateia fazia um barulho ensurdecedor! Era uma loucura! Eu me lembro que, quando o Chacrinha me chamou no palco, nos primeiros 30 segundos eu entrei e não via nada. Aquela gritaria deixou minha boca seca na hora. O público não sabia, só foi pego de surpresa no dia. Depois saíram os comentários, o pessoal elogiou, foi muito legal. Fiquei o tempo inteiro fazendo ao lado do Chacrinha, que eu chamava de Seu Abelardo, até o momento em que ele morreu e acabou o programa. Foi uma experiência ímpar. Dali, comecei a pegar gosto por apresentar programas de televisão”, recorda João Kleber.

Apesar do nervosismo, o apresentador iniciante foi aprovado pela Globo e pelo próprio Chacrinha, com quem dividiu o Cassino até a última edição, exibida postumamente em 2 de julho de 1988. João lembra que uma decisão de Boni e do diretor do programa, Leleco Barbosa (filho do animador de auditório), foi fundamental para se sentir à vontade na nova e inesperada função.

“Claro, fiquei inseguro, era uma responsabilidade muito grande apresentar o programa do Chacrinha. É como pegar um cara de 27 anos hoje e botá-lo para apresentar com o Silvio Santos. São dois comunicadores extremamente populares e com muito tempo na televisão. Na época, ele dava 90% de share [de cada 10 televisores, 9 estavam sintonizados no programa]. Embora eu já fizesse imitações, não pensei em imitar o Chacrinha, mas nem o Boni nem o Leleco queriam. Foi a melhor coisa, porque me deu segurança. Eles me deixaram tão à vontade que em nenhum minuto eu medi a responsabilidade. Eu sabia, mas se parasse para pensar nisso eu nem entraria no palco. Só depois do segundo programa eu vi o tamanho da importância”, conta.

A experiência de João Kleber com Chacrinha pode inspirar Tiago Leifert no Domingão. A coluna pediu conselhos do apresentador da RedeTV!, porém ouviu uma advertência: “Conselho não se dá, porque se fosse bom a gente vendia”. Pois bem, João: de substituto para substituto, quais dicas você poderia transmitir ao colega da Globo?

“Seja o Tiago Leifert que as pessoas conhecem e estão acostumadas a ver no BBB. Obviamente você terá os compromissos com os quadros que o Faustão apresenta, mas seja o Tiago Leifert normalmente. Sinta-se tão importante quanto o Fausto, com todo respeito ao Fausto, mas não se diminua, em nenhum minuto se sinta inferior, como se estivesse quebrando um galho. Pense assim: ‘Se eles me chamaram, é porque acreditam na minha competência. Eu sou o Tiago Leifert e não tenho que tremer’. Tem que ter tranquilidade, meter bronca e segurar a onda, e outra: sem se preocupar com os pré-julgamentos. Já deve estar acostumado pelo BBB, um dos programas mais vistos da TV brasileira, substituiu o Pedro Bial. Acho até muito mais difícil apresentar o Big Brother do que o Domingão. Fique tranquilo Tiago, você dará conta do recado.”

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