Repórter da Globo chora ao ser vacinada e sugere ter raiva de Bolsonaro: “Rastro de morte atrás da gente”

Mariana Aldano recebeu a primeira dose do imunizante contra a Covid-19

Publicado em 15/7/2021
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Repórter da Globo, Mariana Aldano chorou copiosamente ao receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19, disponível nesta quinta-feira (15) a moradores de São Paulo a partir de 36 anos. A jornalista gravou um desabafo dentro de seu carro e não conteve a emoção ao se lembrar das mais de 530 mil vítimas fatais do coronavírus no Brasil.

“O pai e a mãe de muita gente não está [vivo]. O filho de muita gente não está. Não tem como eu não pensar em todas essas pessoas, todas as histórias que a gente contou nesse ano e meio de pandemia. A sensação é de que tem um rastro de morte atrás da gente”, disse Mariana no Instagram, aos prantos. Em seguida, percebeu que estava chorando muito.

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“Gente, estou passando vergonha. Eu me emocionei muito tomando a vacina. Estou muito feliz por ter tomado, mas ao mesmo tempo muito triste por todas as pessoas que não tiveram a mesma sorte que eu tive e a minha família teve. Respirar fundo… Espero que essa vacina chegue logo para todo mundo, segunda dose! E que a gente possa continuar e dar sequência. Realmente não imaginava que ia ‘bater’ [a emoção], sabe? Não consigo parar de chorar”, prosseguiu a repórter nos stories.

Em seu perfil, Mariana Aldano publicou o vídeo do momento em que recebeu a injeção com uma indireta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Vacina sim, vacina para todos, vacina agora. Tristeza por quem não teve a chance de tomar, raiva de quem negligenciou e debochou da pandemia (tem nome e sobrenome), esperança de que, juntos, vamos sair dessa. Minha mais profunda solidariedade a quem perdeu um ente querido nessa pandemia. A hora que eu não consegui segurar o choro, foi pensando em você”, escreveu.

Bolsonaro negligenciou e debochou da pandemia desde o início da propagação do coronavírus no Brasil. Desestimulou o uso de máscaras e o isolamento social, medidas recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para evitar o contágio da população. Também imitou vítimas da Covid-19 sentindo falta de ar, em tom de sarcasmo, e espalhou mentiras sobre vacinas para sabotar a imunização em massa.

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