“Rainha” dos domingos, Eliana analisa 30 anos de carreira e deseja sucesso ao novo “rival” Luciano Huck

À coluna, apresentadora admite sentir o mesmo "frio na barriga" de sua estreia no SBT, em 1991

Publicado em 30/8/2021
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De apresentadora infantil a “rainha” dos domingos, Eliana não é mais aquela aposta de Silvio Santos contratada nos bastidores do Qual É a Música?, em 1991. Durante três décadas, a loira tornou-se referência das crianças nos anos 90 e conseguiu “virar a chave” à frente de programas para a família. Única mulher no entretenimento aos finais de semana, já derrotou o próprio “patrão”, além de Faustão e Rodrigo Faro, e agora prepara os “dedinhos” para enfrentar um novo concorrente: Luciano Huck.

A rivalidade, entretanto, fica apenas nos números do Ibope. Em entrevista exclusiva à coluna, Eliana deseja sorte e sucesso ao novo titular dos domingos da Globo. A apresentadora namorou Huck entre 1997 e 1999, quando ambos eram apenas jovens de “20 e poucos anos”. Atualmente, casada com Adriano Ricco (ex-diretor do Caldeirão), a artista do SBT mantém ótima relação com Angélica, com quem troca fofocas pelo WhatsApp também na presença de Xuxa Meneghel (sim, as três loiras da TV no mesmo grupo!).

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Com a entrada de Huck na “guerra de audiência” dominical, Eliana finalmente terá nova concorrência. Há 31 semanas, ela não sabe o que é perder para o Hora do Faro. Ontem (29), registrou 8,3 pontos na Grande São Paulo, melhor desempenho em três meses, contra 5,7 da atração da Record. A apresentadora conquistou o segundo lugar em 17 dos últimos 20 meses. No período, ainda destronou Faustão em 31 de maio de 2020 e liderou pela primeira vez desde seu retorno ao SBT, em 2009.

Apesar da excelente fase, Eliana admite à coluna sentir o mesmo “frio na barriga” de sua estreia como apresentadora, no Festolândia, quando tinha apenas 17 anos. Hoje, aos 47, reconhece sua importância de sua missão ao empunhar o microfone na TV. Para o futuro, seu primeiro desejo é reencontrar o auditório, devidamente vacinado, após a pandemia de coronavírus.

Leia abaixo a entrevista exclusiva com a apresentadora do SBT:

PAULO PACHECO: Em agosto você comemora 30 anos de sua estreia como apresentadora e 12 de seu retorno ao SBT. Quais as semelhanças e diferenças entre aquela Eliana, que era só uma aposta de Silvio Santos, e a Eliana de hoje, principal mulher da TV aos domingos?

ELIANA: A Eliana de 30 anos atrás tinha muitas dúvidas e receios: será que vai dar certo? Será que essa aposta vai valer a pena? Parte do processo foi exercitar a minha autoconfiança, entender que eu, de fato, era capaz de comandar um programa e que a aposta do Silvio ia vingar, sabe? Por outro lado, a Eliana de hoje é mais confiante, é uma comunicadora veterana e experiente. Mas o friozinho na barriga antes de gravar algo novo, que eu sentia lá trás, segue aqui comigo. E eu amo isso!

PP: Sobre sua estreia no Festolândia, você guarda alguma recordação daquele primeiro dia? Embora estivesse acostumada à TV (se apresentando com A Patotinha e Banana Split), comandar uma atração rodeada de crianças trouxe quais desafios em seu início no SBT?

E: Eu me lembro de ficar impressionada com a estrutura do programa: os cenários, os personagens, os figurinos… É claro que nesse momento a ficha caiu, né? E eu percebi o tamanho da responsabilidade que eu tinha em mãos. Foi um desafio que aceitei de braços abertos.

PP: Há 30 semanas, o programa Eliana não perde a vice-liderança e vive uma de suas melhores fases. Como essa disputa te afeta no decorrer destes anos? Você é “viciada” no Ibope até fora do trabalho, com a família?

E: O Programa Eliana nasceu como um bate-papo descontraído e divertido com a família brasileira. E esse diálogo precisa ser autêntico para funcionar de fato. Então, é claro que queremos que o máximo possível de pessoas nos assista e se sinta parte dessa conversa. Mas, para isso, a nossa preocupação não está somente nos números do Ibope, mas também no conteúdo que compartilhamos com o público. Acho que é exatamente por isso que tem dado certo.

PP: Em 2005, você entrou na “guerra” de audiência da TV aos domingos. Ela está mais acirrada atualmente do que 16 anos atrás? Como vê a entrada de um novo nome nessa disputa, Luciano Huck na Globo?

E: Muita coisa mudou entre 2005 e hoje, mas o que segue igual é o fato de que os domingos da televisão brasileira são sempre preenchidos por grandes comunicadores. Então sempre estive em boa companhia. Desejo toda a sorte e o sucesso ao Luciano Huck, que já entrou para a história da televisão brasileira com o Caldeirão e que agora começa esse novo desafio.

PP: A pandemia forçou mudanças em todos os programas, inclusive o seu. Você já se acostumou aos protocolos de segurança e à falta de plateia? Do que você mais sente falta no trabalho?

E: É da presença e do contato direto com o público que sinto mais falta no trabalho, além do convívio com a equipe do programa sem as barreiras impostas pela pandemia. Mas, com a vacinação em curso, já começo a ver uma luz no fim desse túnel. Tenho me permitido ser mais otimista.

PP: Eliana, você foi a referência de muitas crianças (inclusive eu). Quais são as referências dos seus filhos? O que Arthur e Manuela assistem na TV ou na internet? Eles já viram e ouviram seus trabalhos infantis? O que acharam?

E: O Arthur e a Manu são de uma geração que já nasceu escolhendo o conteúdo que quer consumir e quando. Eles amam séries infantis. Já viram algumas coisas sim da minha época como comunicadora infantil. Eles acharam o máximo!

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