Peladão e ácido com a Globo: há 20 anos, Marcos Mion “nascia” para o auditório

Novo contratado da "Globola" se lançou como apresentador no histórico VMB 2001

Publicado em 18/8/2021
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Novo “rei” dos sábados da Globo, Marcos Mion não esconde de ninguém que atingiu o topo da carreira e realizou seu maior sonho. Basta acompanhar em todas as suas redes sociais as declarações de amor à nova casa (comemoração mais do que justa, por sinal). Para herdar o Caldeirão de Luciano Huck, ele comandou plateias na Band e na Record, e sua vitoriosa carreira como apresentador de auditório começou há exatos 20 anos, em 16 de agosto de 2001, no VMB, maior premiação da MTV.

O Video Music Brasil, ápice da programação do extinto canal da Editora Abril, marcou a estreia de Mion à frente de um grande auditório, e por méritos. Em pouco mais de um ano, o ex-ator da Globo já ostentava a maior audiência da MTV com o orçamento mais baixo (já que o Piores Clipes do Mundo dependia apenas das fitas do acervo e de vídeos enviados pelo público). Com picos de cinco pontos (400 mil telespectadores na Grande São Paulo), que eram atingidos somente uma vez por ano (justamente no VMB), o VJ revelação ganhou a cobiçada vaga de apresentador do principal produto da emissora, com apenas 22 anos.

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No Credicard Hall (espaço de eventos em São Paulo e local do VMB 2001), “nascia” o apresentador de auditório Marcos Mion. Ironicamente, ele apareceu na premiação como veio ao mundo, coberto apenas com uma tapadeira preta (e uma sunga escondida para manter a magia da cena). A crítica irônica à baixaria na televisão tornou-se uma das imagens mais marcantes daquele ano mágico do campeão de audiência da MTV.

O deboche também marcou uma curiosa provocação à antiga emissora. Mion, que antes de ir para a Globo chegou a fazer testes na MTV, cutucou a casa onde se lançou como ator na série Sandy & Junior, em 1999. Duas décadas depois, a alfinetada tem ainda mais graça. “A emissora [MTV] que me deu o prazer de abandonar o miojo e experimentar pasta! A emissora responsável pelo fim dos meus dias de figurante de novelinha global!”, esbravejou, sendo ovacionado pelo público na abertura do VMB 2001.

A Globo voltou a ser citada na premiação quando Mion ameaçou exibir o Acústico MTV Roberto Carlos, proibido pela emissora líder pelo contrato de exclusividade com o cantor. A cada instante, o VJ avisava ao público de que levaria ao ar “imagens inéditas” do especial, simulando o suspense dos apresentadores de auditório. O telão do Credicard Hall chegou a mostrar cenas do programa, mas ignorou o “rei”.

A pouca idade e a curta carreira na MTV não inibiram Mion de dar seu show no Video Music Brasil. Misturou dramaturgia (ao “roubar” de Fernanda Lima o posto de apresentador) humor nonsense e a “anarquia” consagrada no Piores Clipes (o dueto com Supla é lembrado até hoje pelos fãs). Não à toa, a edição de 2001 é considerada por boa parte do público uma das mais emblemáticas da história da premiação.

Mion também sabia que o VMB era a chance de fincar seu espaço na TV, com uma vitrine muito maior do que a do Piores Clipes. Dois meses após o excelente desempenho como apresentador, aceitou o convite da Band para comandar sua primeira plateia: o Descontrole. De volta à MTV, lapidou seu talento para interagir com o público em programas como Covernation e Quinta Categoria. Em 2010, estreou seu primeiro formato de humor com auditório: o Legendários, na Record.

Até ganhar o crachá da “Globola” (como apelidou a nova casa) e assumir o Caldeirão, a história começa no vídeo abaixo. Assista à abertura do VMB 2001, apresentado por Marcos Mion:

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