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Marlei Cevada atua pela primeira vez com irmão caçula e dedica Pracinha ao pai: “Segurei o choro”

Em entrevista à coluna, comediante fala sobre luto, relação com Léo e versão infantil de A Praça É Nossa

Publicado em 07/05/2022
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Com os olhos marejados e apontando para o céu, Marlei Cevada encerrou sua participação em A Pracinha, versão infantil de A Praça É Nossa, que irá ao ar neste sábado (7) no SBT. Única integrante do elenco adulto a levar sua personagem para o especial mirim, a comediante se emocionou ao contracenar pela primeira vez com seu irmão caçula, Léo, de 10 anos. Ambos compartilham o amor pela atuação (ele estuda teatro inspirado na irmã artista) e a saudade do pai, que morreu em abril de 2021.

Em entrevista exclusiva à coluna, a atriz descreveu a emoção de estar ao lado de Léo na TV. Fã de Nina, ele recebeu do pai o apoio que a irmã mais velha não teve. Marlei começou a atuar a contragosto de João Cevada, mas o patriarca encorajou o caçula quando viu a filha crescer na profissão e fazer sucesso na Praça.

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O garoto cresceu longe de Marlei, em Itu (interior de São Paulo). Mesmo com a pressão familiar para lançá-lo na TV, a comediante se preocupava com as frustrações que ela já sofreu no trabalho. Por acaso, soube do um teste com crianças para a Pracinha e avisou a mãe de Léo. Deu certo. A diretora do especial, Dalila Nóbrega, convidou a atriz para interpretar Nina com o irmão, que dá vida o primo Neno.

“Eu olhava para as mães na plateia, todas chorando, emocionadas, encantadas e com uma esperança no olhar. Meu pai estaria exatamente igual. Foi uma homenagem a mim e ao meu irmão. Se meu pai estivesse aqui, ele iria amar, estaria realizado”, conta Marlei.

Há 12 anos na Praça, a atriz fala do sucesso de Nina entre as crianças e da relação com Léo, filho biológico de seu pai (ela foi adotada aos dois anos). Para a equipe do SBT, aliás, o garotinho parece ser “filho” de Whindersson Nunes pela incrível semelhança com o artista piauiense.

Leia abaixo a íntegra da entrevista com Marlei Cevada:

Marlei Cevada e Léo Cevada interpretam Nina e Neno em A Pracinha

PAULO PACHECO: Como seu irmão chegou à Pracinha? Como ele é muito mais novo, acredito que ele também seja público da Nina.

MARLEI CEVADA: Quando meu irmãozinho nasceu, eu tinha 38 anos. Já estava na Praça. Ele via a Nina na televisão e ficava encantado. Ele é muito fã, tanto que o tema da festa de 3 anos dele foi Nina e meu pai me pediu para eu me vestir como ela. Meu irmão começou a fazer curso de teatro com 5 anos. Hoje ele tem 10. Meu pai o incentivou a fazer dois cursos em Itu, cidade dele. Quando eu comecei no teatro com 14 anos, meu pai não gostou, mas eram outros tempos. Quando via minhas peças e quando entrei na televisão, ele sentiu orgulho. Meu pai falava: ‘Leva ele no Raul Gil’. Mas para fazer o quê? Tinha que ter um número. Eu conheço o meio e sei como é frustrante. Entrei na TV com 35 e mãe! Não queria vê-lo frustrado tão novinho. Não é justo. E nunca quis colocá-lo porque tinha que ser por mérito dele.

Por acaso, o Rapha Carvalho [ator e redator da Praça] disse que teria um teste das crianças para a Pracinha. Eu não estava sabendo! Falei: ‘Que legal! Mas são crianças de agência? Porque meu irmãozinho tem 10 anos e faz teatro. Seria interessante para ele fazer o teste’. E passei o telefone da produtora para a mãe do meu irmão. E não falei mais nada. Meu irmão passou! Depois, quis saber se o programa iria mesmo ao ar e me explicaram que seria exibido em comemoração aos 35 anos da Praça como um termômetro de audiência, se a galera iria curtir. Meu irmão foi gravar. Como eu perdi meu pai no ano passado, a Dalila Nóbrega falou: ‘Como é uma comemoração da Praça, nada mais justo do que a Nina participar, então eu queria que você participasse com o seu irmão!’. Ela sabia da história. Na hora de gravar eu me segurei muito, muito, porque se meu pai estivesse aqui ele iria estar alucinado! Brinquei que se meu pai estivesse vivo ele iria morrer (risos), mas de tanta felicidade.

Eu olhava para as mães na plateia, todas chorando, emocionadas, encantadas e como uma esperança no olhar. Meu pai estaria exatamente igual. Foi uma homenagem a mim e ao meu irmão. Se meu pai estivesse aqui, ele iria amar, estaria realizado. Na última foto que postei, a gente está apontando para o céu. Foi incrível!

PP: No quadro, ele interpretou qual personagem?

MC: O Neno! Na história, somos primos e começamos a brigar. O Marcelo fala: Vocês parecem irmãos brigando desse jeito! Ele fala: ‘Deus me livre ser irmão dela!’. E eu: ‘Nada a ver eu ser irmã dele’. E ele faz a gente se abraçar. Ficou bonitinho. O público não sabe da história, então vai ficar bonitinho. Mas para a gente foi muito significativo. Eu segurei muito para não chorar. Ele deve ter ficado emocionado também, me falou: ‘Ai, Tata, foi tão legal, p pai vai ficar tão feliz de ver isso’. Depois eu desabei, mas na hora eu tive de segurar para não estragar o quadro. Tem que ser divertido e fofo. Quanto ao meu irmão, se ele se empenhar, estudar, se focar, ser humilde, não menosprezar ninguém ou nenhum papel pequeno, porque ele faz papéis principais…

PP: E você está em um ambiente totalmente familiar, com os Nóbrega, mas todos ali tiveram que mostrar competência como seu irmão fez com você, embora esteja no sangue…

MC: Pior que não está no sangue. Eu fui adotada com dois anos e meio. Não sou filha biológica do meu pai, mas meu irmão é. Mas, para mim, é como se fosse meu irmão de sangue. Ah, todo mundo no SBT, da produção à maquiagem, falou: ‘É o Whindersson Nunes!’, por causa do cabelo. Meu filho de 14 anos já o chamava de ‘projetinho de Whindersson’. Ele respondia: ‘Ô, Davi, você me respeita que eu sou seu tio, viu?’ (risos).

PP: Qual foi o impacto quando você soube que tinha um irmão tão novinho?

MC: Vou te falar que quando meu pai se separou da minha mãe ele já estava com essa mulher. Ele dizia que não, mas a gente não é trouxa. Mas eu sei separar as coisas. Houve problemas na família, de a minha mãe não querer que ele o visse. Foi muito conturbado, tipo Casos de Família. Falei para o meu pai: ‘Fique tranquilo que, enquanto eu existir e se um dia o senhor não estiver mais aqui, o Léo vai estar tranquilo. Nada de ruim vai acontecer com ele’. Eu prometi para ele independentemente de ser artista, da minha condição. Não imaginei que ele fosse tão cedo. Seria muito incrível se ele estivesse lá, mas de alguma forma ele está vendo. Meu irmão chama a minha mãe de ‘vó Bia’, porque ele via meu filho chamar assim. ‘Esse moleque me chama de vó!’, ela reclamava (risos). Ela é brava, mas é engraçada.

Marlei Cevada e Léo Cevada interpretam Nina e Neno em A Pracinha

PP: Como foram os ensaios com o Léo?

MC: Batemos texto por chamada de vídeo e já chegamos decorados. Na hora do ensaio, dei muitas dicas para ele: ‘Depois que você decorou, esqueça o que está escrito e fale do seu jeito’. Criança não fala ‘onde estou?’, mas ‘onde eu tô?’. Pode improvisar. Olha que coisa interessante, você vai rir da minha cara mas tudo bem. Antes de gravar, sugeriram para o Neno ter uma pelúcia como a Nina. Deram um golfinho. Não é peixe, mas vive no mar. E o meu pai era santista roxo! Desacreditei. Com tanta pelúcia disponível, poderia ser um urso ou um coelhinho, por que justamente um golfinho? De alguma forma, tem o dedo do meu pai. Ele estava ali, não é possível.

PP: Voltando a falar da Nina, você já a interpretou para crianças no teatro e boa parte do seu público é de crianças. Ela é a personagem mais Pracinha da Praça. Como foi a experiência de contracenar pela primeira vez com crianças na TV?

MC: Foi muito diferente. A Nina sempre está no primeiro bloco porque atrai a criançada, mas o programa é adulto, então ela pode falar umas coisas mais picantes porque é permitido. Eu evito falar certas coisas porque ela é inocente. Quando vi a criançada ali, eu me senti muito adulta perto delas (risos). Pensei se poderia ser esquisito porque a Nina é uma criança, mas não é. Mas foi muito divertido. A molecada enlouqueceu quando me viu de Nina! Acho que ela já é um iconezinho da Praça, fez sua marca. Também faço, além do Sangue, a empregada Mileyde, a pedido do Carlos Alberto. Mas a galera comenta: ‘Estou com saudade da Nina’, ‘Quando a Nina volta?’. Ainda está funcionando.

Marlei Cevada e Léo Cevada interpretam Nina e Neno em A Pracinha

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