Maior ibope da RedeTV!, Encrenca vira “programa de família” na pandemia: “Não falamos de morte”, diz Tatola

Há sete anos no ar, humorístico ignora pandemia e se torna opção de entretenimento aos domingos

Publicado em 27/6/2021
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O Encrenca é praticamente um oásis dentro da RedeTV!. Enquanto a emissora não sai dos 2 pontos em quase toda a programação, a atração dominical atinge sete pontos e belisca o pódio das audiências. Para um humorístico que estreou no meio de uma Copa do Mundo registrando 0,8 ponto, a trajetória pode ser considerada vencedora. Por isso, o programa tem motivos para comemorar sete anos no ar com uma edição especial neste domingo (27).

Em entrevista exclusiva à coluna, o líder do Encrenca, Tatola Godas, avalia seu desempenho contra os “veteranos” dos domingos, como Fantástico e Silvio Santos. No último fim de semana, a atração chegou a ultrapassar o SBT e ocupou o terceiro lugar no ranking da Grande São Paulo.

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“A Globo não tem comparação, desligada dá 15 pontos, mas passamos o Silvio Santos. ‘Ah, mas é reprise’, problema dele! Não consegue fazer ao vivo? Coloca outro programa! É uma lenda da televisão e ficamos em terceiro lugar! Demos 5 pontos de média, picos de 6,5! É um negócio fantástico! Recebemos com 0,5 ponto e atingimos 7. É uma ‘guerra’, brigando com essa gente toda. É muito louco. É um programa barato que deu certo e atingiu quem tinha que atingir. Vamos brigar muito por esse público”, avalia o apresentador.

Para enfrentar os “gigantes” dos domingos, segundo Tatola, a equipe do Encrenca investiu em atualidades (inclusive em jornalismo) e decidiu não apelar. O dominical, que já foi criticado e até alvo de processo por “humilhação”, virou um “programa de família”.

“A mulher quer ver o Fantástico. Quando colocamos mais um pouco de notícia, começou a crescer, hoje muitas mulheres assistem ao programa. Foi uma escolha muito legal ter a família como foco. Nosso negócio é colocar pai, mãe, filho, avô, todos na sala. Por que tenho que excluir o adolescente para ele assistir no quarto? Porque a linguagem envergonha pai e filho, senão ele assistiria com a família e daria risada junto. Cansei de ver Os Trapalhões e Chico City com todo mundo junto na minha casa. Fizemos questão que o Encrenca fosse uma inclusão, porque a nossa linguagem é a de troca de ideias, de bate-papo de amigos, não de humilhação, de sacanagem. Conseguimos algo que que a TV de hoje não consegue fazer”, analisa.

Outra mudança editorial ocorreu em função da pandemia. Abalados pelas mortes por coronavírus, os apresentadores optaram por ignorar a Covid-19 e transformar o Encrenca em uma alternativa para o público que já se informou sobre o assunto e quer assistir a algo mais leve na televisão.

“Resolvemos de verdade não falar de morte, evitar política porque está polarizado, mas nos concentramos no entretenimento, na diversão. Se você não quiser ver alguma coisa que está muito pesada nos outros canais, pelo menos vai dar risada com o Encrenca. Pensamos muito nisso. Ficamos preocupados demais com todo mundo e com a gente mesmo. Eu peguei Covid, o Dennys pegou Covid, o Ricardinho foi cobaia da vacina da Janssen. O Ângelo tem asma, conseguiu tomar a vacina”, comemora Tatola, que recebeu a primeira dose do imunizante na última sexta-feira.

Contratados até abril de 2022, os apresentadores do Encrenca se sentem à vontade na RedeTV! e já se acostumaram à rotina insana dos domingos (o programa exibe 250 vídeos, entre virais da internet e conteúdo próprio). “Assisto a todos pelo menos duas vezes antes de levar ao ar”, diz Tatola. Para os próximos anos, ele reivindica à emissora mais investimentos à altura da excelente audiência do dominical.

“Queríamos ter mais apoio mesmo, mais grana para fazer o programa, ter mais produção. Fazemos um programa muito barato. Você vê tantos programas estreando, não só na RedeTV!, mas na televisão como um todo. Precisamos ter investimentos e gente que entenda de televisão, sabe? Que não fique chutando achando que sabe. Gosta de fazer o que estamos fazendo. Se a gente tivesse mais orçamento, conseguiria fazer coisas mais legais, mas precisa vender mais, precisa fazer tanta coisa mais. O momento não é bom, é difícil pra caramba, a pandemia segura, não tem jeito, mas estou sentindo de verdade que está retomando. Com a vacina, sinto que a coisa está começando a melhorar”, afirma, esperançoso.

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