Ingratos, bolsonaristas chamam Record de “lixo” por questionar ameaças de Sérgio Reis ao STF

Entrevista de Roberto Cabrini é criticada por apoiadores de Jair Bolsonaro

Publicado em 23/8/2021
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Acredite se quiser, mas até a Record se tornou “inimiga” para eleitores de Jair Bolsonaro. No Twitter, apoiadores do presidente chamaram a emissora de “lixo” em função da entrevista de Sérgio Reis a Roberto Cabrini sobre suas ameaças ao STF (Supremo Tribunal Federal), o que provocou uma operação da PF (Polícia Federal) contra o cantor.

No material, exibido no Domingo Espetacular, Reis admite que errou, mas não se arrepende e diz que a ameaça ao STF (dita no mesmo dia de uma reunião com Bolsonaro) foi uma “brincadeira”. Ora, Sérgio, “quebrar tudo e tirar os caras na marra” foi brincadeira?

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O cantor de 81 anos ensaiou abandonar a entrevista ao ser indagado sobre a declaração violenta contra o Poder Judiciário e terminou a gravação deitado ao lado da mulher, que atribuiu o erro do marido à sua “masculinidade”.

Os xingamentos a Cabrini (“calhorda” é o mais polido) foram impulsionados por um blogueiro bolsonarista que também ameaçou o STF: Allan dos Santos, investigado por disseminar notícias falsas e organizar atos antidemocráticos pelo fechamento do Supremo e do Congresso Nacional (desrespeitando a Constituição).

Allan é íntimo da família Bolsonaro, que tem políticos filiados ao partido ligado à Record. Carlos Bolsonaro, apontado como líder do chamado “Gabinete do Ódio” (que usa robôs para atacar opositores e espalhar mentiras na internet), é vereador no Rio de Janeiro pelo Republicanos, sigla comandada por bispos da Igreja Universal do Reino de Deus.

O protesto de bolsonaristas contra a Record beira à ingratidão. Afinal, o bispo Edir Macedo é defensor ferrenho do presidente. A emissora também chegou a derrubar uma apresentadora para amolecer o Planalto e puniu jornalistas que se declararam “antifascistas” nas redes sociais. Além disso, é uma das únicas redes a noticiar o “placar da vida” com os recuperados pela Covid-19 (“jeitinho” do governo de minimizar a gravidade da pandemia no Brasil).

A coluna não irá compartilhar os tweets contra a Record para não dar palco ao ódio. Em compensação, é prudente e necessário analisar o comportamento de apoiadores do presidente contra a mídia tradicional. Até a CNN Brasil, mesmo com Alexandre Garcia a favor de Bolsonaro, já foi chamada de “lixo” por denúncias sobre o governo. Qualquer um que questionar o Poder Executivo entra automaticamente para a “lista de comunistas”, apelido de quem, na visão de extremistas, deve ser eliminado.

Assista à entrevista de Roberto Cabrini com Sérgio Reis:

Siga o colunista no Twitter e no Instagram.

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