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Ex-Record, Tom Bueno lança no YouTube série sobre diabetes filmada com celular

Repórter é diabético e ajuda a conscientizar seguidores nas redes sociais sobre a doença

Publicado em 14/11/2021
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Recém-saído da Record, o jornalista Tom Bueno lança seu projeto mais ambicioso para o YouTube: uma série documental sobre diabetes com sete episódios. O primeiro foi publicado neste domingo (14), Dia Mundial do Diabetes. Com padrão “Globo Repórter”, o webdoc Retrato: O Brasil que Depende de Insulina impressiona pelas histórias e pela qualidade das imagens, captadas apenas com um celular.

Em entrevista exclusiva à coluna, Tom Bueno conta bastidores da produção da série e o que aprendeu ao conhecer pessoas que, como ele, dependem de insulina para sobreviver. O jornalista é um dos 16,8 milhões de portadores de diabetes no Brasil. Há quatro anos, mostra sua rotina e seus cuidados nas redes sociais, entre exercícios, alimentação balanceada e glicemias (taxas de açúcar no sangue).

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Somente no YouTube, Tom Bueno ultrapassou 100 mil inscritos, rendendo ao jornalista o posto de maior influenciador digital sobre diabetes do país. Incomodado com o crescimento da doença, ele decidiu viajar pelas cinco regiões brasileiras e conhecer de perto a realidade de milhões de pessoas que precisam de insulina (hormônio que ajuda a manter a glicemia sob controle).

Bastidores da websérie Retrato: O Brasil que Depende de Insulina, do jornalista Tom Bueno (Marcelo Auge/Divulgação)

Para tirar a série documental do papel, Tom Bueno usou sua experiência como contador de histórias durante mais de 15 anos na TV e reuniu alguns dos melhores profissionais do mercado audiovisual. “Convidei o Marcelo Auge, um dos fotógrafos mais renomados da atualidade, e decidimos gravar tudo com um iPhone 12 Pro. Não temos outra câmera. Ninguém acredita no resultado! Quem edita a série também trabalha no Globo Repórter. Conseguimos trazer uma produção de conteúdo muito boa”, afirma o jornalista.

Retrato: O Brasil que Depende de Insulina estreou no canal Um Diabético com a viagem de Tom Bueno à aldeia indígena São Gabriel, no Mato Grosso. Para o repórter, foi o episódio mais desafiador.

“Pesquisa recente da USP e da Unifesp mostrou que os indígenas xavantes vivem uma epidemia de diabetes tipo 2 [relacionada à má alimentação]. Cerca de 60% da população xavante têm diabetes, e muitos precisam de insulina. Depois de 10 horas de viagem, cheguei à aldeia e constatei que eles não têm o básico, nem as tiras reagentes para medir a glicemia. Muitos estão ficando cegos e amputados. A floresta está toda queimada, eles não têm mais alimentos e comem produtos industrializados, ganham peso e desenvolvem diabetes”, revela.

Tom Bueno: “Cobrir mortes não faz mais sentido para mim”

Além da comunidade indígena, Tom Bueno mostrará como o diabetes faz parte da vida de uma família no sertão do Piauí, uma transformista do Rio de Janeiro, um roqueiro gaúcho, uma doceira paraense e uma paulistana que demora quatro horas para retirar insulina em uma farmácia do governo estadual.

O jornalista ainda conta com o apoio de especialistas e o aval de entidades como a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) e a ADJ Diabetes Brasil para conscientizar seus seguidores sobre os riscos de uma doença sem cura, mas com tratamento.

“Quando fui ao Piauí, vi que a criança não comia, não havia água nem luz, as insulinas se perdiam e o médico mais próximo estava a três horas e meia de lá. Liguei para o médico Rodrigo Siqueira e ele socorreu a criança. Sempre estou respaldado de profissionais para me ajudar a informar da forma correta e acolher essas pessoas. É um aprendizado e um exercício diário de sair da nossa ‘bolha’. Não poderia ficar sentado achando que está tudo bem porque tenho esse privilégio de ter tudo quando quiser, sabendo que há milhões de pessoas precisando de ajuda. Remédio é informação”, salienta Tom.

“Poder levar uma informação ou mostrar que os desafios podem ser vencidos pode auxiliar no processo de aceitação e dar um estímulo para aquele que convive com o diabetes. Trabalhos como o de Tom Bueno, sem dúvida, impactam muitas vidas”, elogia a endocrinologista Denise Reis Franco, diretora da ADJ Diabetes Brasil e membro da coordenação da SBD.

Como influenciador, Tom Bueno se sente realizado e mais feliz do que como repórter de TV, embora tenha deixado as portas abertas na Record: “Para mim, não mais faz sentido cobrir mortes. O que faz sentido para mim hoje é o que a gente pode fazer mais mudar essa realidade”.

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