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Ex-Faustão e Zorra, Fabi Schunk celebra retorno à Globo e destaque como vedete em Além da Ilusão

Atriz é convidada para novela das seis após projetos na emissora interrompidos pela pandemia

Publicado em 06/06/2022
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Na Globo, Fabiana Schunk já foi bailarina do Faustão e trabalhou com gigantes da comédia do porte de Renato Aragão e Chico Anysio, mas pela primeira vez consegue unir dança e atuação em uma novela. Em Além da Ilusão, ela se destacou como vedete do elenco de Margô (Marisa Orth) e permaneceu na trama após o fechamento do teatro de revista, perseguido pela ditadura de Getúlio Vargas.

Para Fabi, que começou a carreira artística aos seis anos, o retorno à Globo também representa o fim de uma “maldição”. Em entrevista exclusiva à coluna, a atriz revela ter “fechado as portas” de dois programas: Zorra Total, substituído por um novo Zorra em 2015, e Fora de Hora, suspenso pela pandemia de coronavírus em 2020. O clima de tristeza nos dois encerramentos ainda está na memória, mas ela comemora estar em um novo trabalho de sucesso sem medo de sair do ar.

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“Eu fechei as gravações da Globo. É muito nítido na minha cabeça o dia, foi bem emblemático. Estava gravando o Fora de Hora, em que estava como coreógrafa. O programa estava indo muito bem, faltava um mês para terminar, mas parou tudo. No dia seguinte, ninguém voltou para gravar. Fiquei em casa com meu filho, trancada, por um ano. E fiz a última cena do Zorra Total. Vivo fechando o portão. É o dia do choro, uma agonia danada. Agora é como se eu estivesse começando na Globo. Parece que é o meu primeiro trabalho. Houve um abismo e, agora, um recomeço em todos os sentidos. É muita emoção. Todos os dias que gravo fico emocionada, porque me lembro de muitas coisas e de pessoas que se foram”, conta Fabi.

Vacinada e cuidadosa, a atriz pisou na Globo após dois anos para orgulhar Fernando, seu filho de cinco anos, que finalmente pôde vê-la em ação na TV. Entusiasmado, ele aponta para qualquer dançarina de Além da Ilusão como se fosse a mamãe ou alguma amiga dela. E amigos não faltam para Fabiana na novela das seis, começando pelo produtor de elenco, Fabio Zambroni, que a chamou para auxiliar no núcleo do teatro de revista.

“Nos últimos anos, tenho sido convidada mais como coreógrafa do que como atriz, que também é minha formação. Fiquei muito feliz com o convite, mas não esperava porque a novela já estava no ar. Eu não sou coreógrafa da novela, existe um diretor de musical, Tony Lucchesi, que veio do teatro só para isso. Fabinho falou: ‘Vamos montar a trupe da Marisa Orth e queria que você me ajudasse a levar a sua galera’. Foram duas coisas maravilhosas: fui convidada e pude levar alguns amigos para trabalharem comigo. Estou muito encantada, feliz e lisonjeada de estar nesse lugar nesse momento. Depois que o teatro de revista acabou, e entrei disfarçada no cassino, loira como Marilyn Monroe! A direção pediu que eu continuasse e foi a forma que arrumaram para me manter”, explica.

Fabiana Schunk com Fausto Silva e Maurício Sherman

“Escola” do Faustão e “pai” Sherman: os mestres de Fabi Schunk

Formada em dança e artes cênicas, Fabiana se dividiu como bailarina e atriz em suas duas décadas na Globo. No final dos anos 90, apareceu em Malhação. Logo depois, encarou uma bateria de provas para entrar no novo balé do Domingão. “Os testes eram muito rigorosos e a palavra final era do Fausto. Eu era uma criança, não sabia nada”, recorda.

Paralelamente, Fabi conquistou espaço nos programas de humor da Globo. Foi namorada de Renato Aragão em vários esquetes de A Turma do Didi e ganhou a confiança de Maurício Sherman para comandar os números de dança do Zorra Total. Ela considera o diretor, que morreu em 2019, um segundo pai.

“Costumo falar que eu me graduei no Domingão e fiz meu doutorado no Zorra. Depois vieram outras e acho maravilhoso isso No finalzinho do Domingão, conversei com o Faustão e com a direção porque já tinha feito tudo, não tinha para onde crescer. Ele me propôs um teste para apresentar os merchans, eu passei e fiquei um tempo. O Fausto abriu as portas e confiou na minha dança, confiou em mim. Que eu me lembre, fui a primeira do balé a apresentar merchan. Logo depois, o Sherman passou a me chamar mais como atriz, e eu tinha que escolher. Optei pelo Zorra e minha carreira começou a deslanchar. Fui crescendo tanto como atriz quanto como coreógrafa, e dirigindo cena ao lado do Sherman. Ele falava: ‘Fica aí’ e saía! Confiança total. Era meu pai. Ele me olhava e eu sabia quando ele gostava e quando não gostava tanto. Ele foi sensacional, foi o divisor de águas na minha vida e na minha carreira”, elogia.

Para Fabi, atuar e dançar são como dois filhos e é impossível escolher o preferido. Como profissional que já participou de três produções ao mesmo tempo, ela prefere optar sempre por trabalhar, seja como bailarina e coreógrafa, seja interpretando personagens nas tramas globais.

“Sou artista, me falta ar para falar da dança e quando atuo parece que estou sonhando. Não tenho a ousadia de falar que sou completa, mas pela minha história tenho um leque de possibilidades, de estar em uma cena atuando e poder coreografar. Não consigo dizer qual amo mais”, analisa.

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