Demitido da Fox, Fernando Caetano era cotado no SBT para Champions League

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A morte súbita do repórter Fernando Caetano, vítima de um infarto fulminante, chocou o jornalismo esportivo. Profissionais que trabalharam com ele na rádio Jovem Pan, ESPN Brasil e Fox Sports, além de colegas de outros veículos e times de futebol, se manifestaram espantados pela perda inesperada. A FPF (Federação Paulista de Futebol) decidiu que os jogos do Campeonato Paulista deste domingo (9) terão um minuto de silêncio como homenagem póstuma.

O espanto também é provocado pelo estilo de vida saudável do repórter de 50 anos. Fernando Caetano praticava exercícios físicos e costumava realizar caminhadas e corridas no canteiro central da avenida Sumaré, próximo à sede da ESPN Brasil, na zona oeste de São Paulo. Ele também treinava em academias antes da pandemia de coronavírus.

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Extrovertido e sempre com um sorriso no rosto durante suas aparições na TV, Caetano era quase unanimidade dentro e fora do trabalho. Parece até inacreditável que um profissional como ele estava desempregado. Em dezembro, foi demitido do Fox Sports, emissora da qual vestiu a camisa desde sua fundação, em 2012.

Caetano engrossou a lista de vítimas da compra da Fox pela Disney, que já tem um canal esportivo próprio, a ESPN. A fusão das duas empresas gerou uma lista de dispensas e outras saídas de profissionais que discordavam da cláusula de exclusividade do conglomerado norte-americano (funcionários da ESPN Brasil não podem trabalhar em outros veículos de comunicação, mesmo fora da televisão).

Com 15 anos de experiência em dois dos principais canais esportivos da TV paga (sete anos na ESPN Brasil e oito no Fox Sports), Fernando Caetano acumulou experiência na cobertura da Libertadores da América e também se destacou em Mundiais de Clubes, Copa América e Copa do Mundo. Sem trabalho, contou com sua boa rede de amizades e participou de outras atrações esportivas. Em fevereiro, por exemplo, foi convidado pelo jornalista Leandro Quesada para o programa Virando o Jogo, da TV WA.

Dono de um currículo extenso e recheado de trabalhos marcantes, Fernando Caetano poderia voltar à TV, e em uma emissora aberta, confidenciou à coluna um amigo do jornalista. O profissional estava cotado para trabalhar no SBT, que reativou o departamento de esportes após a compra da Libertadores da América.

Caetano entrou no radar na rede de Silvio Santos desde o anúncio do acordo com a UEFA para a transmissão da Champions League, mais importante torneio entre clubes do mundo. Com o setor ainda em construção, o SBT deu carta branca aos profissionais recém-contratados e seguiu buscando nomes experientes que trariam visibilidade e ajudariam a fisgar os torcedores à nova casa da competição europeia.

Infelizmente, Fernando Caetano morreu antes do convite oficial do SBT para cobrir a Champions League. A personalidade alegre e descontraída combinaria com a emissora aberta. Se depender de todos os amigos e ex-colegas que lhe prestaram homenagens, seu legado no jornalismo jamais será esquecido.

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