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De volta a Pantanal, intérprete de Nayara recupera autoestima após sofrer ódio e ataques na web

Victoria Rossetti fala à coluna sobre como reagiu às críticas recebidas por papel em estreia da Globo

Publicado em 29/06/2022
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Um mês depois, Victoria Rossetti voltou a Pantanal renovada como sua personagem, Nayara, que firmou o relacionamento com Gustavo (Caco Ciocler) e passou por um “detox” nas redes sociais para recuperar sua autoestima após o término com Jove (Jesuíta Barbosa) e a morte de Madeleine (Karine Teles). A atriz de 23 anos também precisou de um tempo para assimilar os ataques nas redes sociais pelo papel, logo em sua estreia na Globo.

Nas primeiras cenas de seu retorno, o público reativou o ódio: “Nayara voltou e ninguém pediu” e “Queríamos Madeleine, nos entregam Nayara” foram apenas algumas mensagens contra o núcleo formado pela jovem e o psicólogo, ex de sua chefe. Em entrevista exclusiva à coluna, Victoria Rossetti diz que aprendeu a sofrer menos e soube lidar melhor com a reação negativa da audiência.

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“Fiquei triste, né? Não tem como ficar feliz com isso. Muito decepcionante, mas você não pode deixar se abalar por isso. Não é culpa minha, tenho que dar uma dimensão maior para isso. É toda uma trama ao redor disso. Eu estava sendo dirigida. Tem esse lugar de não botar toda a culpa em mim, porque seria muito pesado, seria me sabotar de fato. Claro que eu queria agradar o público, mas desde o início eu sabia que não seria, até porque ela seria antagonista da Juma [Alanis Guillen]. Se Deus quiser, vou crescer como atriz, estou me esforçando, mas é muito triste ver comentários tão depreciativos”, afirma.

Filha de médicos e “mãe” de dois gatos (Marlon Brando e Chico), Victoria se apegou à família durante a exibição da novela, mas admite que nem conseguiu assistir a Pantanal para não se ver em ação e se decepcionar. O ódio nas redes a impediu de desfrutar sua primeira experiência na Globo.

“Eu não vejo, saio da sala quando apareço. Às vezes eu pego uns vídeos e me assusto. Penso: ‘Podia ter aproveitado melhor’. Fiquei tão triste com o ‘hate’ que nem soube lidar com o carinho. Recebi muito carinho, essa que é a verdade. Mas fica uma pergunta existencial: vim aqui para receber elogio? Acho que nós, atores, temos que contribuir para essa empatia, para esse comportamento menos intolerante. Queria responder todo mundo, porque eu amo as pessoas, quero dar amor, mas lidar com muitos comentários foi muito novo para mim. Nunca fui de me mostrar muito nas redes sociais”, conta ela.

Gustavo (Caco Ciocler) e Nayara (Victoria Rossetti), de Pantanal

Victoria Rossetti: “Como é bom me ver nascendo de novo”

Victoria Rossetti chegou à Globo já com uma série no currículo: Psi, da HBO. Entretanto, só descobriu em Pantanal que gravar novela é desgastante e requer muita dedicação. Ela chegou a fazer testes para Juma e para Madeleine jovem, papel de Bruna Linzmeyer, mas ficou com Nayara, adaptação de Nalvinha (personagem de Flávia Monteiro na novela da Manchete), atualizada para a era das redes sociais, um dos temas de seu núcleo. O trabalho a salvou de um período depressivo durante a pandemia.

“Nunca desisti, mas percebi que estava anormal. Meu comportamento estava um pouco anormal, mas quando recebi o papel em Pantanal me encheu de esperança e alegria, me deu um motivo para persistir, para eu não ficar desanimada. Foi muito importante para mim. Considero o projeto muito valioso”, comemora.

Com a autoestima recuperada, Victoria consegue, sobretudo, aproveitar os elogios ao visual. Refém do cabelo liso na adolescência, ela assumiu os cachos e se tornou referência em aceitação. Seu próximo desafio é valorizar o frizz, ainda julgado como imperfeito.

“Cabelo cacheado é até moda, já não é tão mal visto quanto há dez anos. Quando eu tinha 12 anos, fiz progressiva, e depois passei por transição capilar. Toda essa transformação fez me aceitar muito. Como é bom me ver nascendo de novo! E olha que passei por uma moda de cabelo liso. Antes, eu falava que meu cabelo era difícil de cuidar. E não é. Um cabelo liso, para ficar bonito, precisa ser hidratado. O problema é estético, não de trabalho. A moda do cabelo cacheado está disseminada. O trabalho agora é tirar o estigma de que cabelo cacheado tem que ser totalmente definido. É aceitar quem você é”, conclui.

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