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Pedro Rocha

Com prefácio de Galvão Bueno, livro de repórter da Globo narra reconstrução da Chapecoense

À coluna, jornalista relembra cobertura de time catarinense após acidente aéreo, que completa cinco anos

Publicado em 29/11/2021
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Em 29 de novembro de 2016, o mundo parou para chorar a tragédia envolvendo a Chapecoense. Exatos cinco anos após a queda do avião que provocou 71 mortes, entre jogadores, funcionários do clube, jornalistas e outros tripulantes, o time de Santa Catarina, já rebaixado, precisa se reerguer novamente no futebol. A receita para a reconstrução está no livro recém-lançado de Pedro Rocha, repórter e apresentador da Globo.

Chapecoense, o Milagre do Recomeço relembra como o time e a cidade se levantaram da tragédia, mesmo convivendo com a dor permanente, e eterniza a relação entre Pedro Rocha e esta reconstrução. Aos 24 anos, o repórter foi escalado para acompanhar o clube e se deparou com uma emocionante história de superação.

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“Nos meus primeiros meses em Chapecó, havia jornalistas do mundo inteiro! Da Alemanha, China, Estados Unidos. Era um ano em que a Chapecoense tinha o tamanho de um gigante do mundo. Costumo falar no livro que os holofotes do mundo da bola estavam todos voltados para Chapecó naquele primeiro semestre de 2017”, afirma Pedro Rocha em entrevista à coluna.

A Recopa, a bênção do Papa Francisco, o jogo contra o Barcelona e a classificação heroica para a Libertadores são alguns acontecimentos presentes no livro que mostram como 2017 foi trágico e, ao mesmo tempo, especial para Chapecó e seu time. Pedro Rocha decidiu iniciar sua história após a queda do avião, em respeito à cidade e à Chapecoense.

“Até por causa desse luto, de tanto sofrimento, ninguém curtiu aquele ano de 2017. Era muita pressão para quem estava trabalhando e muita tristeza para quem estava vivenciando aquilo. Foi um ano sofrido em todos os aspectos. Falo muito pouco da tragédia, porque é tocar em uma ferida com a qual todos na cidade lidam. Ficou uma falsa impressão de que as pessoas de Chapecó se vitimizam com a tragédia. É exatamente o contrário. Elas não gostam de ficar rememorando porque é mexer em uma ferida que não cicatriza. Claro, falo das famílias que estavam ali no dia a dia, mas falo muito pouco do acidente. É uma dor que não foi superada, ainda é vivida”, explica.

Para escrever seu primeiro livro, Pedro Rocha contou com o apoio de dois profissionais veteranos. O primeiro: seu próprio pai, Fernando Rocha, que usou sua experiência como jornalista e escritor para estimular o filho: “Eu estava acostumado a escrever reportagens em uma hora. Fazer um livro de 150 páginas é outra história. Meu pai me incentivava a avisar às pessoas que eu estava escrevendo, porque aí eu passaria a me cobrar. Sentia esse compromisso com o pessoal de Chapecó, elas ficavam muito gratas com o carinho de documentar essa história que para sempre vai ser lembrada”.

O segundo apoio assina o prefácio de Chapecoense, o Milagre do Recomeço: Galvão Bueno. A voz número 1 do esporte da Globo abraçou a iniciativa de Pedro Rocha e escreveu as primeiras páginas do livro. Ou melhor, “narrou”.

“Um amigo em comum me mandou um áudio de oito minutos com o prefácio de Galvão! Não acreditei, é o áudio longo mais comemorado do mundo (risos). Ele tem uma relação muito bacana com a Chapecoense. Narrou com muito carinho e respeito o velório coletivo e foi para Chapecó no dia do jogo contra o Palmeiras. Quando ele entrou no estádio, as 20 mil pessoas se levantaram e começaram a aplaudi-lo, emocionadas. Galvão me disse que aquela foi uma das maiores emoções que ele sentiu na vida, ver o estádio inteiro o aplaudindo e reconhecendo todo o carinho que ele teve pela Chape. Por isso eu o escolhi. Claro que ele tem esse tamanho, é o maior comunicador do Brasil, mas ele tem uma relação com aquela história”, conta Pedro.

Durante pouco mais de um ano, o jornalista se debruçou na história que ajudou a contar nos telejornais da Globo. A reconstrução da Chape marcou a estreia de Pedro Rocha no Jornal Nacional, em maio de 2017. O livro sobre o time também traz bastidores do trabalho do repórter e é recomendado para os amantes de jornalismo.

“Estar no Jornal Nacional é como ser convocado para a seleção brasileira. Passou um filme na minha cabeça, nem consegui viver isso naquele momento. A Chapecoense foi jogar em Maracaibo, na Venezuela, e imaginei um clima hostil, mas o estádio inteiro, com 40 mil torcedores, começou a aplaudir. Surreal! Foi um exercício diário dosar a alegria e o sentimento do recomeço com o luto. Faço as matérias mais para cima, já ouvi que estava acima do tom. ‘A gente ainda está em luto, sofrendo’. Mas também ouvi: ‘Que bacana que você estava trazendo essa energia para seguirmos em frente em tempos de tanta tristeza. Estamos sofrendo, mas a vida continua. A dor nunca vai ser curada, mas a gente precisa seguir'”, conclui Pedro Rocha.

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