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Análise

Com final inédita, BBB 22 vira A Fazenda e “ressocializa” famosos cancelados

Traidor confesso se torna favorito em primeira final com três celebridades

Publicado em 26/04/2022
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Pela primeira vez desde a estreia de famosos, três integrantes do Camarote disputam a final do Big Brother Brasil. O pódio formado por Arthur Aguiar, Douglas Silva e Paulo André será definido nesta terça-feira (26). Independentemente de quem seja o vencedor, o reality show cumpriu sua função e “descancelou” celebridades criticadas pelo público. O BBB 22 virou uma versão chique de A Fazenda.

Logo em sua primeira edição, em 2009, o programa da Record funcionou como “centro de reabilitação” para artistas recuperarem a fama perdida por polêmicas, preconceitos e até crimes. Dado Dolabella, que um ano antes havia agredido a namorada, Luana Piovani, tornou-se campeão com apoio massivo de fãs-clubes, que votaram no ator sem parar.

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A lista de “descancelados” aumentou nas temporadas seguintes. Marcos Harter (que depôs à polícia durante o BBB 17 por assediar Emilly Araújo), Biel (que assediou uma repórter e teve ofensas a artistas expostas no Twitter) e MC Gui (que ofendeu uma criança na Disney) são apenas alguns exemplos de homens que tentaram (e até conseguiram) reverter o ódio popular.

Neste ano, os “pontos de luz” encaminharam Arthur Aguiar à grande final do BBB. Manchado por dezenas de traições à mulher, a ex-sister Maira Cardi, o ator entrou na competição amparado por fãs (humanos ou robôs) e pela companheira, que decidiu monetizar o perdão ao marido para se manter na mídia. De “cancelado”, deve sair do reality show global como campeão, mesmo tendo atitudes reprovadas durante o confinamento, como o terror psicológico contra Laís e os ataques de egocentrismo contra seus aliados ao repetir que “jogava sozinho”.

Naiara Azevedo no BBB 22 (Reprodução/TV Globo)

Quem também reverteu o “cancelamento” foi Naiara Azevedo. “Queimada” pelo apoio a Jair Bolsonaro no pico da pandemia e dos ataques à democracia, a sertaneja chegou à casa decidida a mostrar outra imagem de si própria, beirando ao insuportável. Ainda que chata, fez falta na reta final de uma competição insossa.

Eliminadas com rejeição recorde na temporada, Larissa, Bárbara, Laís, Natália e Jade Picon circulam normalmente após terem recebido mais de 80% dos votos em seus respectivos paredões. Nem Maria, expulsa por agressão ao vivo, se “queimou”. Situação completamente diferente dos artistas do BBB 20, em que Karol Conká, Nego Di e Projota sofreram ameaças e precisaram sumir da vida pública pelo “terror” que provocaram no reality. Pautas identitárias perderam força em 2022 e não conseguiram “cancelar” brothers e sisters racistas, machistas e transfóbicos em rede nacional.

Após o BBB do cancelamento em 2021, a edição que termina nesta terça ficará eternizada como o BBB do “descancelamento”. Não à toa, os brothers se cansaram de cantar: “A gente não vai errar”. De tanto amor (mantra de Tiago Abravanel), o público reagiu com um sentimento pior do que o ódio: a indiferença. Caminho livre para os “pontos de luz” premiarem o mais problemático dos participantes da temporada.

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As informações e opiniões expressas nesta crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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