CNN Brasil e GloboNews disputam médica que disse não a Bolsonaro

Canais correm atrás de primeira entrevista de Ludhmila Hajjar após recusar Ministério da Saúde

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Cotada para integrar o governo Bolsonaro, Ludhmila Hajjar foi disputada também na TV. GloboNews e CNN Brasil “brigaram” nesta segunda-feira (15) pela primeira entrevista da médica, que recusou a assumir o Ministério da Saúde no lugar de Eduardo Pazuello. A filial brasileira da rede norte-americana saiu na frente.

A “guerra” de notícias começou por volta do meio-dia, após a cardiologista ter se reunido com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e optado por rejeitar o convite para a chefiar a pasta no pico da pandemia de coronavírus no Brasil. A CNN informou sobre a negativa da médica às 11h58, antes da GloboNews. Às 12h34, a jornalista Andréia Sadi, da Globo, publicou em seu blog a primeira fala de Hajjar confirmando a recusa.

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Faltava, porém, a médica falar em vídeo, para uma das duas emissoras, por que disse não a Bolsonaro. Os dois canais de notícias são próximos de Ludhmila. Ela já concedeu dezenas de entrevistas à CNN e participou da campanha #CNNpelaVacina, e na Globo participa constantemente do quadro Bem Estar (a mais recente foi no último sábado, dentro do programa É de Casa).

Às 12h53, Ludhmila deu à CNN um “furo” de reportagem como presente de aniversário (o canal completa 1 ano nesta segunda) e apareceu ao vivo na sede da emissora, em Brasília. Durante meia hora dentro do Live CNN, a cardiologista revelou detalhes do encontro com Bolsonaro e revelou ter sofrido ameaças de morte desde que seu nome passou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde.

Quarenta minutos depois, às 14h10, Hajjar entrou ao vivo no Estúdio I, da GloboNews. No Distrito Federal, pouco mais de dois quilômetros separam a Globo do Palácio da Agricultura, endereço do canal concorrente. Na entrevista com Andréia Sadi, a médica usou máscara por estar em um ambiente externo (diferentemente da participação no Live CNN, realizada no estúdio onde os apresentadores não utilizam o item de proteção).

Convidada por Andréia Sadi, a cardiologista detalhou ataques revelados anteriormente à CNN Brasil: “Criaram perfis falsos meus no Twitter e no Instagram, divulgaram meu celular. Houve ameaças à minha família, houve uma tentativa de entrar no hotel no qual eu estou em Brasília”.

A entrevista de Ludhmila Hajjar à CNN Brasil pode ser vista neste link. A participação da médica na GloboNews está disponível neste link.

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