Beijo no acrílico? Amor de Mãe dá mau exemplo em dia com 3 mil mortes por coronavírus

Novela coloca em risco saúde do público com erros na proteção contra a Covid-19

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Em mais um dia de luto, o Brasil perdeu 3.251 vidas para a Covid-19, segundo o Ministério da Saúde, e os cuidados para não contrair a doença precisam ser redobrados. Entretanto, o elenco de Amor de Mãe dá péssimo exemplo ao não se proteger corretamente contra o vírus. No pior dia da pandemia, teve até casal se beijando em acrílico, cena que causou revolta nas redes sociais.

No ar há duas semanas, a segunda fase de Amor de Mãe incluiu o coronavírus na história, aproveitando os protocolos de segurança da Globo durante as gravações, em agosto de 2020. Uma das medidas foi separar os atores por uma tela de acrílico e retirá-la na edição, exceto a instalada no bar de Érica (Nanda Costa), que serve para o estabelecimento e para o elenco.

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Érica começou a ter um caso com o ativista ambiental Davi (Vladimir Brichta), protagonistas do tal beijo no acrílico, exibido nesta quarta-feira (23). Sem poder se tocar, o casal simulou um beijo na tela que os protegia. Telespectadores questionaram, com razão, se era seguro encostar os lábios em uma tela que separa o caixa e os clientes do bar. A cena, que era para ser romântica, provocou nojo e indignação.

No capítulo de segunda, dois erros puderam ser notados em Betina (Isis Valverde). Ela, que voltou a ser enfermeira, apareceu usando uma máscara com um espaço acima do nariz. É errado. O item de proteção precisa estar completamente preso ao rosto, sem nenhuma folga para entrada de ar (e consequentemente, o vírus da Covid-19). Além disso, o produto é do modelo KN95, inadequado para uso hospitalar, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Betina (Isis Valverde) usa máscara de forma errada em Amor de Mãe (Reprodução/TV Globo)

A novela coleciona outros maus exemplos. Na quinta, Lídia (Malu Galli) e Magno (Juliano Cazarré) dizem que já tiveram a Covid-19 e poderiam ficar sem máscara, porque não correriam risco de serem reinfectados. A autora, Manuela Dias, justificou no Twitter: “Quando escrevi e gravamos era suposto que não havia reinfecção…”.

A Globo encerrou o capítulo do dia seguinte com um comunicado: “Mesmo quem já teve Covid-19 pode ser reinfectado e deve manter todos os cuidados. Quando esta novela foi gravada, não havia conhecimento científico sobre essa possibilidade”.

Os protocolos equivocados de Amor de Mãe preocupam pela gravidade da doença no Brasil e a capacidade da novela das nove de influenciar a população com hábitos prejudiciais à saúde. Não seria o caso de rever trechos já gravados e excluir os que podem atrapalhar o combate ao coronavírus? O “desperdício” de uma cena pode salvar vidas.

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