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Análise

BBB 22: Sofá vai eliminar Jade Picon pelos motivos que o Twitter quer salvá-la

"Empoderado" por Boninho, público de rede social se perde ao tentar proteger "entretenimento"

Publicado em 07/03/2022
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Jade Picon enfrentará pela primeira vez uma alta rejeição desde o início do BBB 22. Participante mais popular nas redes sociais (saltou de 13 milhões de fãs no Instagram para 18 milhões durante o confinamento), é considerada vilã por boa parte do público que vota baseado em valores éticos e na boa índole. Em contrapartida, outra parcela torce por ela justamente por ser arrogante e soberba. É importante analisar estas duas audiências que movem o reality show da Globo, para o bem ou para o mal, e irão se colidir no paredão contra Arthur Aguiar e Jessilane.

Esta coluna já escreveu sobre isso e reforça: o Big Brother Brasil tem audiências distintas, e pelo menos três são evidentes: os fãs-clubes (que votam sem parar no seu ídolo), o sofá (que se importa com o lado humano dos brothers) e o Twitter (que desumaniza os participantes em nome do entretenimento).

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Nesta edição modorrenta, apelidada de “BBB do amor”, os “defensores do entretenimento” ganharam força nas redes sociais. Este público une formadores de opinião, jornalistas, influenciadores e personagens de portais que insistem em se divertir “às custas” dos competidores, sempre em tom de sarcasmo e deboche. Em resumo: para eles, o BBB só vale a pena se houver “rinha” de emoções, exploração do sofrimento ou incentivo ao ódio entre os competidores.

Este público, que se comporta como diretores de TV, tem a consideração e o aval de Boninho. Com dinâmicas selvagens e terror psicológico, o chefão do BBB transformou a atual temporada do reality no que o Twitter quer. Provocou o ódio que gerou a expulsão de Maria por agressão e ativou gatilhos emocionais em Tiago Abravanel, ícone do “BBB do amor”, forçando sua desistência (mas o Twitter controlou a narrativa de que o neto de Silvio Santos foi covarde e “estragou” o reality)

“Empoderados” por Boninho, os “defensores do entretenimento” não se importam com quem vai ganhar o prêmio de R$ 1,5 milhão, desde que tenham um motivo diário para assistir ao programa, e, por pensarem como diretores, se colocam intelectualmente acima de outro público fundamental para o programa: o do sofá. Esta audiência se identifica com os participantes, avalia o comportamento deles no confinamento e não perdoa deslizes de quem estiver no paredão. É o sofá que movimenta o jogo a partir da votação.

Neste ponto da análise, chegou a hora de voltar a falar de Jade Picon. O sofá já decidiu estar do lado de Arthur Aguiar, que voltou de três paredões e é um dos favoritos da competição. Disposto a limpar sua imagem após trair a mulher, a ex-BBB Maíra Cardi, expandiu sua torcida para além dos fãs adolescentes. Do lado oposto, está Jade Picon, influenciadora milionária que tenta a qualquer custo eliminar o ator. Esta caçada é a principal trama da atual edição do reality.

O sofá enxerga em Jade vários defeitos de personalidade e péssimos comportamentos no jogo. Já foi chamada de soberba, arrogante e convencida, além de insistir na perseguição a Arthur, o queridinho do público. A gota d’água foi anunciar a doação do prêmio do BBB para cinco instituições filantrópicas, caso vença o programa. Ora, se é tão rica, por que não doou antes? A vilã não convenceu com o aparente “bom-mocismo” e deverá ser eliminada com recorde de rejeição da temporada.

O Twitter, tão soberbo e arrogante quanto Jade, teme pelo “fim” do Big Brother se o duelo entre Jade e Arthur terminar em razão da saída da influenciadora e já começou a analisar em seus canais de comunicação os possíveis riscos ao programa caso esta trama desapareça. O público que movimenta de verdade o BBB não está nem aí para “tramas”. Ele acompanha o reality como espectador, não como diretor, e participa votando. Ponto para o sofá.

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As informações e opiniões expressas nesta crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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