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Acusado de racismo, participante do Jogo de Panelas toma remédios e ameaça não ir à final: “Pesadelo”

À coluna, Anderrupson Fernandes reconhece erro por blackface, mas exige direito de resposta na Globo

Publicado em 21/05/2022
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A sexta-feira de Anderrupson Fernandes, participante do Jogo de Panelas, foi de terror. Durante a exibição do reality culinário do Mais Você, ele se viu envolvido em uma acusação de racismo em rede nacional por fazer blackface sem saber que era uma prática considerada racista. Mesmo com o programa engavetado desde antes da pandemia, a Globo não o procurou para orientá-lo sobre o que iria ao ar. Revoltado, ele ameaçou não ir à final da competição, na próxima segunda-feira (23).

A coluna procurou Anderrupson para saber como foi seu dia para esquecer. Ele topou falar porque gostaria urgentemente de reduzir os danos de sua aparição como racista no programa de Ana Maria Braga. O participante do Jogo de Panelas revela, em entrevista exclusiva, que precisou se medicar após a exibição.

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“Para mim, foi um pesadelo, porque eu estava vivendo um momento bacana da minha vida, é uma experiência legal, são pessoas por quem tenho pareço muito grande. Ana Maria Braga é uma das maiores comunicadoras do país e eu gosto do jeito dela de ser, mas faltou um pouco de empatia dela de não me dar a resposta de pronto-atendimento. Foi um baque, um pesadelo. Ficou difícil, minha cabeça começou a doer, tive de tomar dois analgésicos. Minha mulher sofreu junto comigo. Com certeza meus pais estão muito preocupados. Acho que ninguém pensa na empatia do outro lado. O pessoal só pensa no assunto, mas e a outra pessoa? E quem vai sofrer junto com ela? A gente vai dar uma oportunidade para ele se retratar no mesmo momento ou vai deixá-lo sofrer? Faltou essa empatia, porque eu não sou uma má pessoa. Acho que eu merecia um direito de resposta simultâneo à crítica”, desabafou.

Na competição, cada integrante deve se fantasiar de acordo com o tema do jantar. O de Felipe tinha temática africana, por isso todos foram representados como realezas do continente. Somente Anderrupson, com total desconhecimento do que era blackface, escureceu o corpo. O anfitrião culpou a “ingenuidade” do oponente e levantou o tema do racismo. Ana Maria precisou interromper a exibição do quadro e chamou a professora Rosane Borges para explicar o que é a prática preconceituosa.

Assim que esfriou a cabeça, Anderrupson se manifestou em sua rede social, com pouco mais de 20 mil seguidores (alcance bem menor do que o do programa de Ana Maria Braga). Em vídeo, pediu desculpas a quem se sentiu ofendido pelo blackface, reconheceu que esta errado e disse que jamais seria racista porque sua mulher é negra (ela, aliás, maquiou o marido e alterou o tom de pele dele para o Jogo de Panelas).

Após a publicação do vídeo em seu Instagram, a direção do Mais Você procurou Anderrupson e realizou uma videoconferência. A conversa foi tensa, e o candidato do reality culinário expôs sua insatisfação por não ter sido procurado antes para se explicar e não ser exposto como racista sem, no mínimo, direito a uma retratação. Para ele, a final do Jogo de Panelas “perdeu a graça”.

“Os diretores do programa me ligaram às 14h, depois que eu me pronunciei no Instagram. Eu mandei uma mensagem para o pessoal da edição e falei que não iria mais. Falei: ‘Agradeço o carinho que vocês tiveram, me acolheram no programa, mas não quero participar mai não porque estou muito triste com a situação que aconteceu. Eu não sou esse tipo de pessoa, essa roupa não me veste. Eu não sou racista. Sou casado com uma mulher negra, o que não corrige o meu erro. Conversei com eles, e eles pediram para eu falar com os diretores às 14h. eu tive uma videoconferência com eles, expliquei por quê. Eles falaram: ‘Cara, não fica assim não, está repercutindo mal agora, mas você vai ter direito de resposta lá, explique-se e leve isso da melhor forma possível, como aprendizado’. Então eu decidi que vou lá na segunda-feira e quero falar sobre o assunto, porque eu tenho que me posicionar para as pessoas entenderem que eu não sou esse tipo de pessoa”, afirmou.

Arrependido, Anderrupson admite que voltaria atrás na caracterização se soubesse que era uma atitude racista. Neste sábado, por intermédio da Globo, ele conversará com a professora Rosane Borges, que participou do Mais Você, para aprender mais sobre por que a sociedade deve abolir o blackface.

“Eu sou antirracista. Minha mulher usa chapinha, alisa o cabelo, e eu já falei para ela várias vezes para deixar o cabelo natural, fazer tranças. Sei que existe racismo estrutural e não existe racismo reverso. Eu sou totalmente contra, abomino o racismo. Ser chamado de racista é muito duro, porque eu não sou. Sei qual é o meu sentimento perante a isso. Por falta de conhecimento, eu cometi racismo”, lamenta.

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