Apresentar o Globo Repórter é pouco para Sandra Annenberg

Posição atual da jornalista é honrosa; paradoxalmente, talvez pequena para o que ela representa e pode fazer

Publicado em 6/8/2021
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A história do Jornal Hoje com a minha família começa lá nos anos 80. Minha tataravó, Dona Conceição, morava no sertão de Pernambuco, e assistia todos os dias o JH com a Leda Nagle. Quando a âncora dava “Boa-tarde”, Dona Conceição retribuía com “Boa-tarde” e um singelo beijo com as mãos. A magia da TV unia pessoas tão distantes e completamente desconhecidas. Tive o prazer de contar essa história a Leda.

Me recordo de assistir o JH em diversos momentos. Uma vez, durante uma viagem a Alagoas, lá estava o Carlos Nascimento. Nas demais vezes, com Sandra Annenberg e o Evaristo Costa. Estudava de manhã e odiava horário político ou atrações esportivas que mexiam com a grade da Globo, que acaba antecipando o jornal para 12h20. Não dava tempo de ver, saía da escola às 12h20. E não tinha Globoplay pra ver e rever.

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Era além da notícia. Sandra era a minha companhia. Não tinha internet, ficava sozinho o resto do dia, já demonstrava desejo de seguir no jornalismo, seu lado humano, sua forte empatia sempre chamaram minha atenção, e a de todos. Nunca pensei que ela fosse deixar o Jornal Hoje. E ela deixou.

Aqui não é uma critica à atual âncora do JH. Maju Coutinho é uma excelente profissional, sua missão é muito dura, e ela a cumpre com maestria e merecido destaque. Ela faz os olhos de milhares de garotinhas Brasil afora brilharem e acreditarem num mundo mais justo.

Quando eu digo que Sandra Anneberg merece mais destaque é pela sua história e competência dentro e fora do Jornal Hoje. Coapresentar o Globo Repórter é um grande prestígio. Mas muito pequeno perto do seu talento. Sandra tem uma legião de fãs, mulheres de 50, jovens estudantes que ao chegarem em casa recebiam as principais notícias por meio da sua voz e imagem. Foram 16 anos.

Certas decisões mexem demais com público e profissionais. Mudanças são necessárias, mas os talentos precisam ser valorizados, é como um quebra-cabeça. O fim do Como Será?, não aproveitar a competência de Sandra na GloboNews, entre outros, são erros que a Globo precisa corrigir. Nesse momento, Sandra é muito grande para o Globo Repórter.

Dar uma guinada em sua trajetória parece inevitável. Quem sabe comandar um telejornal na Band, um programa na BandNews FM como bem fez Carlos Nascimento não seria uma grande oportunidade de marcar ainda mais sua história na TV? A TV merece uma mulher à frente de um telejornal e, em especial, uma jornalista tão competente como Sandra Annenberg.

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