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Curiosidades da TV

Sucesso de Pantanal fez Manchete reprisar novela recente para ampliar faixa nobre em 1990

Número de anunciantes interessados nos intervalos da emissora aumentou muito na ocasião

Publicado em 31/05/2022
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A colunista Edianez Parente relembrou aqui no Observatório da TV que, em 1990, a extinta TV Manchete era obrigada a recusar mais de 30 anúncios para seus intervalos comerciais diariamente, diante da falta de espaço no horário nobre para abrigar a todos nas condições desejadas. Eram os dias da novela Pantanal, em cartaz às 21h30.

A novela de Benedito Ruy Barbosa ocupava, em sua versão original, o principal e então único horário destinado pela emissora a produções inéditas do gênero. Havia reprises à tarde, como as de Corpo Santo (1987) e Carmem (1987/88).

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A faixa nobre da Manchete na ocasião tinha início às 20h30, com o Jornal da Manchete, apresentado por Eliakim Araújo e Leila Cordeiro. Em seguida entrava a novela Pantanal e, às 22h30, a linha de shows da casa, com programas como Fronteiras do Desconhecido, que exibia unitários de cunho sobrenatural, e o humorístico Cabaré do Barata, com Agildo Ribeiro.

O repeteco precoce de Kananga do Japão

Para deixar de perder dinheiro ao ter que recusar 33 anúncios todos os dias, a Manchete programou para as 19h30, antecipando em uma hora seu horário nobre em termos comerciais, a reprise de Kananga do Japão, de Wilson Aguiar Filho.

Christiane Torloni e Raul Gazolla em Kananga do Japão (Reprodução)

Passada na década de 1930, a história era protagonizada por Christiane Torloni no papel de Dora, uma moça cuja família perde tudo após o crack da Bolsa de Nova York e vai morar no Rio de Janeiro. Ela se envolve com Alex (Raul Gazolla), um homem da noite, ligado a Lisette (Elaine Cristina) e a Letícia (Tônia Carrero), mãe de Danilo (Giuseppe Oristânio), que se casa com Dora e representa a volta de dias de tranquilidade financeira. E também de muita infelicidade.

A novela havia sido a antecessora de Pantanal, e seu último capítulo fora exibido em 24 de março de 1990. A reestreia ocorreu em 21 de maio, menos de dois meses depois.

Junto à medida, a emissora também modificou seus preços, a fim de se aproveitar do bom momento que deu condições à intenção de cobrar mais pelos espaços publicitários. Para disfarçar a “recência” de Kananga do Japão e aludir também à ousadia do projeto em relação, por exemplo, à TV Globo, a Manchete promoveu a reprise com a frase “A diferença entre ver de novo e ver o novo”.

No segundo semestre de 1991, a própria Pantanal ganhou uma reprise precoce na faixa das 19h, enquanto o horário inédito de teledramaturgia seguia com A História de Ana Raio e Zé Trovão, sua sucessora.

Por sua vez, Kananga do Japão seria reapresentada novamente, praticamente no mesmo horário, em 1997. Desde então a história não teve outras exibições na televisão brasileira.

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