Séries

Retratando a pansexualidade, crises da juventude e outros tabus, Pedro Goifman estreia em B.A.: O Futuro Está Morto, da HBO Max

Em dose dupla no streaming, ator também se prepara para contracenar com Xuxa e Angélica em Tarã, do Disney+

Publicado em 25/10/2023

Com apenas 20 anos, Pedro Goifman já coleciona diversos trabalhos na arte. Ator, diretor e roteirista, ele se prepara para seu segundo trabalho com a HBO Max após Coisa de Menino. Desta vez, dá vida a Tomás, um dos protagonistas em B.A.: O Futuro Está Morto, uma adaptação de O Beijo Adolescente, HQ de Rafael Coutinho. Além da série, que já estreou no streaming, o ator também estará em outra produção super aguardada: Tarã, do Disney+, com ninguém menos que Xuxa e Angélica, com estreia prevista para 2024.

“Tomás me encantou desde a primeira leitura. Ele é sedutor, charmoso e está passando por um momento de crise, algo em comum com muitos jovens. A liberdade amorosa e sexual também é algo que temos em comum. Sobre Tarã, nunca imaginei que moraria no Acre por um mês com a Xuxa e seria filho da Angélica. Parece mentira! Estou muito feliz em lançar esses trabalhos lindos.”

Sem tabus para o streaming

B.A.: O Futuro Está Morto é uma adaptação da HQ O Beijo Adolescente, de Rafael Coutinho, que acompanha um grupo de adolescentes se protegendo de um mal que ataca maiores de 18 anos, quando todos se tornam apáticos e sem cor.

Além de Goifman, estão no elenco Cris Vianna, Milhem Cortaz, Augusto Madeira, Karol Lannes, Sabrina Nonata, Betty Gofman, Benjamin Damini, Giulia Del Bel e Shaolin. “Durante os testes, li a história para me aproximar do personagem e me apaixonei completamente por esse universo”, afirma Pedro.

Entre os principais traços de Tomás, Pedro destaca diversos em comum. Um deles, a liberdade sexual e amorosa. “O personagem é pansexual, eu sou bi. Além disso, tenho um relacionamento aberto e, por mais que ele seja solteiro na série, é um tipo de relação que acho que ele gostaria”.

O ator também afirma que o papel fez parte de um processo de cura. “Apesar de todo o charme, ele está vivendo um momento de crise. É algo que relacionei com o que eu também vivo, assim como diversos outros jovens”.

Para quem é fã dos quadrinhos, pode gerar expectativas, porque Pedro conta que Tomás reserva surpresas e que alguns detalhes serão diferentes. Mas sem spoilers. “É um personagem pelo qual tenho muito carinho”.

Entre Xuxa e Angélica

Poucos detalhes de Tarã foram divulgados, mas é uma das grandes expectativas do streaming para 2024. A série se passa em um território fictício na Amazônia, onde acontecem conflitos que destacam a importância dos povos originários e da preservação do meio ambiente. Pedro interpreta Kauê, filho do vilão JM (Bruno Garcia) e de Niara (Angélica). “Não posso contar muito, mas o Kauê tem uma relação forte com a moda e é um garoto muito sensível”, revela.

Pedro destaca a relação que desenvolveu com Angélica nesse período. “Minha relação com Angélica foi muito próxima, nos demos muito bem e criamos uma cumplicidade linda de mãe e filho. Continuamos nos falando mesmo depois das gravações, é muito carinho. As duas (Xuxa e Angélica) são gigantes, aprendi muito no set”.

Raízes na arte

Filho de cineastas, Pedro conta que sempre foi muito ao teatro, cinema e circo, e se apaixonou pelo circo ainda criança. “Me encantei pela palhaçaria e comecei a estudar arte circense com 4 ou 5 anos. Logo decidi ser ator e comecei a trabalhar. Me apaixonei e nunca mais parei”.

Desde então, o ator esteve em inúmeras séries, longas, curtas, campanhas publicitárias e peças teatrais. “Tenho um carinho imenso por cada trabalho, mas alguns são viradas de chave, como o curta O Olho e o Zarolho, por René Guerra e Juliana Vicente, que fiz com apenas 8 anos, quando entendi que seria ator e viveria disso, que era uma profissão possível e uma brincadeira divertida”.

Já com 13 anos, ele voltou a trabalhar com o mesmo diretor, René Guerra, no segundo longa de Pedro, Guigo Offline. Goifman também destaca Califórnia, seu primeiro longa, dirigido por Marina Person.

Na direção, Pedro iniciou a carreira no curta O Fabuloso Circo Caseiro. Entre diversos outros trabalhos, também dirigiu uma websérie de terror em formato de stories que contou com grandes nomes como Jup do Bairro, Linn da Quebrada e Matheus Nachtergaele. Por fim, ele está prestes a estrear Sim, seu primeiro longa-metragem documental como diretor.

Inspirações e futuro

Entre seus sonhos de carreira, Pedro afirma: “Tenho o sonho clássico de contracenar com Fernanda Montenegro. E que ator não tem?”. Mas quando se fala em inspirações, o ator busca bem pertinho. “Minha avós, Berta – mãe do meu pai é uma pianista incrível que lutou contra a ditadura militar e Thereza, mãe da minha mãe, que cantava no circo desde os 5 anos e logo passou a ser empregada doméstica, mas com a mesma veia artística”.

Como diretor, o foco é finalizar o longa Sim e colocar em prática Adrenalina, um curta-metragem ficcional que escreveu recentemente, e claro, continuar brilhando também em frente às câmeras. “Sempre pesquiso de maneira profunda e estou com muita vontade de mergulhar em novos personagens. Sonho em emprestar meu corpo para histórias cada vez mais diferentes e que me desafiem como ator”, conclui.

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