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Crítica de TV

Por que a TV Globo insiste nas dobradinhas do Vale a Pena Ver de Novo?

Iniciada em 2014, prática atrapalha tanto a atração que se despede quanto a que está começando

Publicado em 17/05/2022
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Nesta semana, com a estreia de A Favorita no Vale a Pena Ver de Novo na segunda-feira (16) embora O Clone só vá deixar a sessão na sexta-feira (20), uma vez mais a discussão sobre a validade das “dobradinhas” da faixa de reprises da TV Globo se estabelece na chamada bolha noveleira.

Já conhecida dos telespectadores das novelas do SBT, tanto inéditas quanto em reprise, a prática de iniciar uma novela sem que a anterior tenha saído do ar e assim ambas dividam a faixa por uma semana ou mais tempo teve início no Vale a Pena Ver de Novo em 2014.

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Na ocasião, os últimos capítulos de uma reprise de O Cravo e a Rosa (2000/01) – atualmente no ar outra vez, fora da sessão – conviveram por uma semana com os primeiros capítulos do repeteco de Caras & Bocas (2009/10). Ambas as novelas são de Walcyr Carrasco – a primeira, com Mário Teixeira.

Desde então, sempre que uma reprise está terminando o Vale a Pena Ver de Novo já inicia a atração que vai sucedê-la, e a “dobradinha” tanto pode durar apenas uma semana como chegar a duas. Também não houve até aqui um padrão de novela que acaba vir primeiro que a que chega, ou o contrário.

Assim como já aconteceu de ser cancelada a Sessão da Tarde durante alguns dias a fim de que as duas novelas se “acomodem” bem numa grade de programação espremida, com várias atrações.

Chegou-se ao exagero de exibir Celebridade (2003/04), de Gilberto Braga, em capítulos que não passavam de 20 minutos, em privilégio dos últimos da novela que na ocasião se despedia do Vale a Pena Ver de Novo, Senhora do Destino (2004/05), de Aguinaldo Silva, em dezembro de 2017.

Maria Clara (Malu Mader) dá surra em Laura (Claudia Abreu) em Celebridade (Reprodução)

A estratégia por trás das “dobradinhas” é tentar ajudar ambas as novelas – a que está acabando beneficia a que está começando, e vice-versa, com os espectadores de uma esperando pelos capítulos da outra, seja qual for a de sua preferência.

Se por um lado a ideia parece interessante, por outro numa programação bastante consolidada como a da TV Globo parece dispensável. Pode até atrapalhar uma das novelas ou mesmo as duas.

Não faltam críticas à prática nas redes sociais, bem como comentários de espectadores perdidos sem saber se O Clone terminou, se A Favorita já estreou, qual das duas vai ao ar a que horas, quanto tempo durarão os capítulos etc.

Já que existe a possibilidade de a novela que chega perder um pouco de audiência quando deixar de ser “acompanhada” pela que termina, depois de alguns dias, e nem sempre essa recuperação é rápida e se concretiza, não seria interessante cessar com as “dobradinhas”?

Flora (Patrícia Pillar), Dodi (Murilo Benício) e Donatela (Cláudia Raia) em A Favorita

Capítulos menores do que os habituais do Vale a Pena Ver de Novo e/ou da novela em si, na sua versão original, comprometem o ritmo dos acontecimentos planejado pelos autores – o primeiro capítulo da reprise de A Favorita ficou cerca de meia hora no ar, metade do original de 2008, sem o mesmo gancho para o dia seguinte etc. Fora os cortes.

Bem como o final de O Clone, com capítulos mais extensos, “rende” de outra forma, com cenas originais do último capítulo possivelmente indo ao ar já no penúltimo da reprise atual. Por mais que isso não seja incomum no Vale a Pena Ver de Novo devido a questões de tempo de grade, se potencializa com a “dobradinha”.

A estreia da reprise da novela de João Emanuel Carneiro, ajudada pela convivência com a de Glória Perez na faixa ou não, chegou a 18 pontos de audiência. Não é fora do que possivelmente alcançaria sozinha na sessão, caso estreasse sem a companhia de O Clone.

Bem como ir bem nos primeiros dias não garante que vá melhor ou pior a partir da semana que vem, porque ainda que haja perda de público pode haver também ganho de outra parcela de espectadores. Ou seja: vale a pena testar o fim da “dobradinha” do Vale a Pena.

*As informações e opiniões expressas nesta crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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