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História da TV

Conheça as primeiras atrações da TV Globo, nos 57 anos da maior emissora de TV do Brasil e segunda do mundo

Capitão Furacão, Uni-Duni-Tê, Teleglobo e Show da Noite foram alguns dos programas iniciais

Publicado em 26/04/2022
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26 de abril de 1965. Desde a apresentação do padrão técnico ao som de “Moon River”, de Henry Mancini, com o aparato técnico montado pelo diretor de engenharia Herbert Fiuza, até hoje, já se passaram 57 anos da estreia da TV Globo, canal 4 do Rio de Janeiro, que originou aquela que se tornaria a maior rede de televisão do Brasil e hoje é a segunda maior TV do mundo, atrás apenas da norte-americana ABC.

Nos primeiros meses, a TV Globo exibiu uma grade de programação com atrações variadas, para todos os públicos, mas apenas no início de 1966 foi que a emissora conseguiu chamar a atenção da audiência, com sua transmissão ousada e engajada do drama das chuvas no Rio de Janeiro, que provocaram enchentes como há muito não se via. Vamos recordar algumas das primeiras atrações da emissora, que iniciaram o caminho vitorioso da TV de Roberto Marinho.

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Funcionários diante da sede da emissora

As primeiras novelas da TV Globo

A primeira novela da Globo, gravada em São Paulo, foi Ilusões Perdidas, escrita por Ênia Petri e dirigida por Líbero Miguel e Sérgio Britto. Contava com Reginaldo Faria, Leila Diniz, Norma Blum, Emiliano Queiroz e Osmar Prado no elenco, entre outros, e inicialmente foi exibida apenas de segunda a quarta-feira, às 19h30. Pouco depois da estreia passou a ir ao ar de segunda a sexta e em novo horário: 22h.

Mas a primeira produção de teledramaturgia da Globo em seus estúdios do Rio foi Rua da Matriz, série com histórias de cinco capítulos que era levada ao ar às 18h30, de segunda a sexta-feira.

Com textos de Lygia Nunes, Hélio Tys e Moysés Weltman e direção de Graça Mello, as histórias tratavam do dia a dia dos moradores da rua do título, como a família de um mecânico (Lafayette Galvão), um inventor (Milton Carneiro) e um taxista (Nestor de Montemar).

Já a primeira novela gravada no Rio pela emissora foi Rosinha do Sobrado, de Moysés Weltman, que substituiu Ilusões Perdidas em agosto de 1965, porém no mês seguinte passou para às 19h, e contava o caso de amor entre uma jovem paralítica (Marília Pêra) e o médico (Gracindo Júnior) que um dia é chamado para consultá-la.

Leila Diniz e Reginaldo Faria em Ilusões Perdidas

Para as crianças, dois marcos dos anos 1960

Pela manhã, abrindo a programação às 11h, Tia Fernanda apresentava o Uni-Duni-Tê, que reproduzia uma sala de aula em seu cenário e consistia num programa infantil de cunho didático. Ficou no ar por quatro anos.

No final da tarde, às 17h, o grande sucesso infantil dos primeiros anos da Globo: Capitão Furacão, com Pietro Mário interpretando o velho lobo do mar e Elizângela (a partir de 1966) como sua assistente. “Sempre alerta e obediente!” era o apelo que o Capitão fazia a seus pequenos marinheiros, os “grumetes”.

Na faixa vespertina, atrações femininas e enlatados

Na linha de entretenimento e variedades, já no dia 26 de abril de 1965 foram lançados diversos programas.

Às 14h era exibido o Sempre Mulher, com Célia Biar e Edna Savaget, que em 30 minutos apresentava diversos quadros sobre beleza, moda, etiqueta, culinária e economia doméstica, com a participação de convidados ligados a essas áreas.

Às 14h30 entrava a sessão de filmes Romance na Tarde e logo em seguida, às 16h30, mais meia hora de variedades no programa Festa em Casa, que era apresentado por Paulo Monte e também contava com Edna Savaget, aqui na coordenação. Edna participou desse início da TV Globo como responsável pela grade vespertina.

Edna Savaget (Acervo Pessoal)

O início do jornalismo e da linha de shows da emissora

Às 20h, no dia da estreia a emissora apresentou o primeiro programa de Musicalíssima, que em uma hora de duração levava aos telespectadores adaptações de grandes óperas ou de musicais da Broadway. Naquele dia o espetáculo foi “Forrobodó”, de Luiz Peixoto, que se passava num clube de subúrbio.

Às 12h30 e às 19h, eram transmitidas as duas edições diárias do Teleglobo, primeiro noticiário da emissora, apresentado por Hilton Gomes, Teixeira Heizer e Íris Lettieri. Às 23h30, o Se a Cidade Contasse narrava casos pitorescos ocorridos no Rio e sua inspiração vinha de uma coluna d’O Globo impresso, publicada na época.

Teleglobo

Às 22h30, Gláucio Gil apresentava o Show da Noite, que era exibido ao vivo e com a presença de auditório. Entrevistas e números musicais compunham a atração que tinha uma hora de duração e ficou marcada pela morte do apresentador ao vivo, em 13 de agosto daquele ano.

Gláucio sofreu um ataque cardíaco enquanto apresentava o Show da Noite e morreu na hora. Foi substituído por Paulo Roberto, mas aos poucos o programa teve sua periodicidade diminuída – inicialmente ia ao ar de segunda a sexta-feira – e a última edição foi exibida em 30 de dezembro.

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