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Entrevista

Julia Lemmertz exalta parceria de sucesso com Giovanna Antonelli: “Minha irmã”

Artista viveu uma vilã divertida e cheia de camadas na novela das sete

Publicado em 26/05/2022
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Com mais uma vilã na carreira, Julia Lemmertz comemora o sucesso de Carmem em Quanto Mais Vida, Melhor. A atriz destaca a parceria com Giovanna Antonelli, que se tornou uma irmã.

No final da novela, a empresária se vê falida. Mesmo assim, ela vai vender a sua motocicleta para oferecer um jantar de comemoração pelo nascimento de Paulinha, a neta de sua rival.

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Em entrevista, a atriz faz um balanço da trama, gravada durante a pandemia. Além disso, comemora a grande virada de Carmem e conta que ainda há surpresas em seu desfecho.

Qual balanço que você faz da experiência em Quanto Mais Vida, Melhor?

Foi muito divertido. Foi uma novela feliz. Ao mesmo tempo, estávamos passando por um momento muito difícil da pandemia. Começamos a gravar a novela e não tinha nem vacina ainda. Foi bem tenso e fomos atravessando os momentos todos. No final, a pandemia já estava um pouco melhor, as pessoas estavam vacinadas. A gente teve muitos protocolos. A gente teve que se reinventar, ver um jeito de fazer. No princípio foi estranho, mas encaixou.  

Há muita sintonia entre o elenco e a sua química com a Giovanna Antonelli é um destaque. Apesar das gravações na pandemia, vocês conseguiram desenvolver essa dinâmica, certo? 

Somos muito amigos. A maioria de nós já se conhecia de outros trabalhos. A Giovanna é minha irmã, mesmo. A gente se divertia também, quisemos fazer uma coisa legal, que não fosse só maniqueísta. Nessa novela ninguém é muito mocinho. Está todo mundo errando e acertando. A própria Carmem, ao longo da trama, vai se modificando. A competição vira mais uma competição mesmo. Na hora que a coisa aperta, elas se apoiam, se ajudam.  

Podemos dizer que ela cometeu várias loucuras de amor ao longo da novela?

É um amor, um ódio. Sei lá, uma fixação. Nada ali é muito realista. Acho que esse foi o primeiro trabalho que eu fiz que não tive que pensar na novela inteira. Eu só pensava na Paula e no que a Carmem tinha para fazer. O negócio dela é a Paula. Isso ficou muito evidente.

Então investi também nessa coisa de ela se transformar através do afeto dela pela rival, porque acho interessante isso. Aquela pessoa que tinha raiva porque a outra tinha roubado o marido dela, as duas tinham o mesmo tipo de empresa, e de repente ela transformou aquilo em algo maior. Começou a ter sentimentos. Não é o mal pelo mal. Ela só tem um temperamento forte e uma baita autoestima. Uma coisa dominadora. A Paula também é assim. As duas são um pouco parecidas. 

Carmem e Paula, amigas e rivais na novela das sete

A Carmem tem esse lado bastante humano. Ela se revela bastante carente. Ela está só querendo chamar a atenção?

É, ela está querendo chamar a atenção e mostrar que ela é melhor. Ela sabe que a Paula vai passar a perna nela, é uma conexão. Uma passa a perna na outra e é isso. Não é que uma está querendo fazer algo melhor, elas querem passar a perna mesmo. Essa dinâmica delas é muito maluca. Quando eu digo que não é realista é porque nada disso faz sentido. É uma novela que fala do mundinho que eles estão vivendo.  

O que o público pode esperar da Carmem nessa reta final? 

Não posso dar spoiler, mas tem uma surpresinha (risos).  

Quais aprendizados a Carmem e a novela trouxeram para você? 

Acho que não existe acaso. Tudo tem uma razão de existir. Temos que acreditar que somos os agentes transformadores das coisas e que tudo vale a pena fazer se a gente faz com dedicação, comprometimento. Realmente estamos em um momento em que temos que olhar o lado bom das coisas. Não sou otimista, tenho esperança. Todo mundo tem direito a se modificar, a ver que errou.

É isso, a vida é uma só até onde sabemos. Faça o melhor da sua vida! A gente tem disposição de melhorar, acho isso extraordinário. Eu quero melhorar, não só como atriz, mas como pessoa. Eu tenho filhos, neto, estamos criando outras gerações. Temos que tomar a responsabilidade para si, acho que é disso que a novela fala. Tomar para si sua história e se responsabilizar por ela

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