Homens ficam a ver navios no Reencontro do Casamento às Cegas Brasil

Depois do episódio extra no YouTube, fica a dúvida: como a Netflix vai conseguir casting masculino para o reality show?

Publicado em 11/11/2021 05:02
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Quantos homens terão coragem de se candidatar a um próximo Casamento às Cegas Brasil da Netflix depois do programa e, principalmente, após esse episódio de reencontro exclusivo no YouTube?

Menos de uma semana após sua estreia na web, o capítulo adicional não previsto inicialmente já atingiu quase cinco milhões de views no YouTube.

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O que não é nada mau para um reality show sem exibição na TV aberta, já que a íntegra da produção original, com dez capítulos, só esta disponível para assinantes do serviço de streaming.

Este episódio adicional, denominado O Reencontro (um título da moda, vide Friends – The Reunion), sacramentou o legado do reality show e detalhou os desfechos de cada um dos cinco casais que chegaram até o final do programa.

Efetivamente, apenas um casal formado diante das câmeras vingou.

Não por acaso, a dupla formada por Líssio e Luana foi a que demonstrou menos conflitos durante a atração.

Todos os demais tiveram percalços de relacionamento e diferenças que foram explicitadas neste episódio final.

Quem brigou saiu brigado, e quem diz que fez as pazes não convenceu.

O casal de apresentadores, Camila Queiroz e Klebber Toledo, finalmente deu todo o ar da graça, aparecendo e tendo mais falas neste episódio do que ao longo de todo o reality show.

Klebber Toledo e Camila Queiroz no comando de Casamento às Cegas – O Reencontro. Foto: Reprodução/YouTube Netflix

Para tornar mais leve este spin-off do reality, uma espécie de cara-a-cara entre os participantes, além do casal também a jornalista Aline Ramos pontuou a história dos casais com a repercussão, de leve, que cada um causou nas redes sociais.

Resumo

De um modo geral, todo o reality show foi marcado pela presença marcante das mulheres.

Elas, mesmo em busca de um relacionamento e do enlace do título, se mostraram fortes, determinadas e independentes.

Elas queriam um marido sem abrir mão de sua autonomia.

O programa serviu para as mulheres demonstrarem que, mesmo em busca de um amor, não querem abdicar de suas conquistas.

E os homens?

Os homens também diziam buscar companheiras de vida.

No entanto, eles foram, ao longo dos episódios, sendo caracterizados em sua maioria como machistas, egoístas e mimados.

Não se ajudaram muito e deram quilos de material para a edição se fartar com cenas e frases infelizes, ainda que tivessem as melhores intenções, sempre elogiassem as mulheres e se dissessem apaixonados.

É da natureza dos reality shows, ainda mais com elenco formado por pessoas desconhecidas do grande público, refletirem o que se passa na sociedade.

Vivemos um momento em que as mulheres não aceitam mais serem relegadas a segundo plano, nem nas relações de trabalho, nem nas relações amorosas.

Acontece que, na TV como na vida, nem todos os homens entendem o que se espera deles, não sabendo direito exercer seu papel nem como se comportar ou até se expressar sobre essa nova realidade.

Quando um ato de cavalheirismo é interpretado como atitude machista, percebe-se como a falta de diálogo e compreensão pode minar uma relação.

A moça que não admite que o homem seja servido primeiro que ela pelo garçom provavelmente nunca foi antes contemplada com o primeiro gole de uma bebida estragada.

Faltou repertório ao rapaz para explicar o gesto.

Outro rapaz fez um comentário sobre a intimidade do casal com os amigos e a mulher ficou sabendo.

Imperdoável, ela considerou, mesmo depois das milhões de desculpas dadas por ele.

Do casal que se desentendeu, entre outras, por conta do cigarro e do outro que deu um não recíproco na hora do altar não se esperavam finais felizes mesmo.

Como plus, a surpresa reservada para a participante Fernanda no final do episódio resgatou um pouco da proposta de romantismo do início do programa.

Mas o fato é que em todos o casos de desentendimentos, os erros e vaciladas dos homens ganharam muito mais destaque do que as possíveis falhas das mulheres — afinal, em relacionamento, há sempre os dois lados.

O que não surpreende, afinal, o viés da atração é o olhar feminino.

Fica a dica

É sabido que o público dos reality shows de namoros e casamentos é majoritariamente formado por mulheres.

Pela ficha técnica do programa, verifica-se também que a maioria das funções da equipe responsável por todo o conteúdo do Casamento às Cegas é exercida por mulheres.

E elas estão atentas. Na sociedade, não há indícios de que as mulheres tenham qualquer intenção de recuar nos seus avanços.

Portanto, para os homens que se candidatarem a reality shows do gênero, fica a dica: informem-se e estudem sobre as demandas do universo feminino antes de dar a cara à tapa.

Assim, não correm o risco de repetir a dose com tantas bolas fora.

O cachê e o provável sucesso em redes sociais nem sempre compensam o fardo de ser classificado como machista no mundo real.

Aguardemos a próxima temporada!

O episódio extra pode ser assistido na íntegra:

** Informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de sua autora e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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