Gil ou Juliette, quem tem a melhor estratégia? Veja a análise de especialistas em marketing

Profissionais avaliam os caminhos escolhidos pelos dois ex-BBB21 com maior destaque atualmente

Publicado em 3/6/2021
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Ela ganhou; ele ficou em quarto lugar no BBB 21. No entanto, Gil Nogueira saiu na frente aparecendo (e faturando) muito em diversas grandes campanhas publicitárias para diferentes anunciantes (Vigor, Bis/Lacta, Santander, Grupo Boticário), assinou contrato com a TV Globo e já vai lançar um livro.

Enquanto isso, Juliette Freire, a vencedora do reality, foi mais cautelosa – foram sendo anunciados aos poucos alguns contratos: Avon, Americanas e, mais recentemente, com o Globoplay. Qual dos dois tem a melhor estratégia?

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Para o especialista em comunicação e marketing Murilo Moreno, consultor na Sequoia Estratégia e professor da ESPM, tudo tem a ver com planejamento. É só ver como os dois estão administrando o começo da fama, para entender que estratégia se faz no dia a dia.

Ele lembra como Gil explodiu a partir do comercial do Santander. “Acho que ele está dando uma bola dentro por semana. Já virou notícia com a Vigor, depois foi a vez do Bis. E deve ter mais coisas vindo por aí”.

Já Juliette, diz Murilo Moreno, tem agido com mais cautela e até “fez biquinho” para assinar com a Globo. “Afinal, os contratos que está negociando são de longo prazo”, explica. 

Para o executivo, a única certeza que temos ao planejar é aonde não chegaremos, pois abrimos mão de muita coisa ao fazer nossas escolhas. “Se Juliette se comprometer com a Globo, bye-bye carreira de cantora. Ou, no mínimo, até daqui a pouco.” Na sua opinião, o segredo está no equilíbrio entre ser rápido como o Gil ou cauteloso como a Juliette. “Quer coisa mais difícil de conseguir?”, desafia.

Análise de dados

O dirigente de marketing da Desbrava Data, Luiz Fernando da Silva, fala a partir da análise dos dados colhidos da plataforma da empresa. “Em se tratando de dados, a Juliette tem muito mais seguidores/público, o que gera um engajamento ainda maior (Juliette tem 11.8%, Gil tem 7.9%). Já o Gil tem 14 milhões de seguidores hoje, pouco menos da metade da Juliette, um percentual de engajamento de 7.9% (já atingiu 14.8% em 14 de maio) e uma média de likes por post ainda 3 vezes menor do que a Juliette (1 milhão dele versus 3.5 milhões dela). ‘

Na visão de Silva, Juliette largou na frente, uma vez que saiu do reality show com R$ 1,5 milhão de reais e  23,7 milhões de seguidores- que agora já são mais de 30 milhões de seguidores. “De toda forma, neste momento, os dados e análises mostram que os dois estão em franca ascensão. As marcas sabem disso e o mercado publicitário está ávido para pegar carona nesse bom momento dos dois”.

Grande conhecedor da dinâmica do BBB, Luiz Fernando diz que o ciclo  para quem não ganhou ou não chegou ao TOP 3, como é o caso do Gil, dura alguns meses e ele está trabalhando para tirar o máximo proveito disso, “porque daqui a um, dois anos, se ele não trabalhar muito a marca pessoal dele neste momento, não será facilmente lembrado”. O executivo reitera que outra edição do reality virá, assim como outros influenciadores.

Ele vê Juliette, cautelosa, com um comportamento parecido com o que ela tinha no programa. Para Luiz Fernando, ao sair da Casa do BBB, Juliette viu o tamanho do impacto de sua influência, e por isso tem buscado ser responsável com suas atitudes, pecando até pelo excesso, na avaliação de uma parte da sua audiência. “Acredito que ela sentiu o peso da responsabilidade de ter se tornado uma mega comunicadora”, diz ele.

Como ela hoje está no patamar dos maiores influenciadores do país, e os grandes influenciadores do Brasil não aceitam qualquer proposta do mercado publicitário, até porque têm mais poder de barganha, diante do alcance de seus perfis. Neste caso, não sair fazendo tudo que aparece pela frente também é inteligência e posicionamento de marca, nesse caso, marca pessoal”.

Portanto, para ele, não podemos comparar ou pautar as ações de Juliette pela movimentação de Gil. “Cada um tem o seu ritmo, e cada um sabe onde precisa avançar. É extremamente positivo e valioso que cada um esteja surfando sua própria onda no seu ritmo e de acordo com sua projeção de carreira“, finaliza.

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