Filme sobre trans brasileira vereadora em Paris se destaca em festivais

Documentário é produzido pela empresa de um dos autores das novelas Totalmente Demais e Bom Sucesso, Paulo Halm

Publicado há 2 meses
Por Edianez Parente
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O longa documental Madame, sobre a vida da transexual Camille Cabral, está fazendo sucesso nos festivais internacionais de cinema. O filme foi produzido pela Canhota Filmes, pertencente ao casal Paulo Halm e Liara Castro. Ele é coautor das novelas da Globo Totalmente Demais e Bom Sucesso – ambas escritas ao lado de Rosane Svartman.

O filme traz a história da vereadora eleita em Paris, nascida no interior da Paraíba, no Nordeste brasileiro. Madame tem direção de André da Costa Pinto e Nathan Cirino e mostra a combativa militante defensora de prostitutas, travestis e transexuais.

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Madame foi apresentado em pré-estreia no Brasil no Festival do Rio do ano passado, onde ganhou menção honrosa no prêmio Felix. Também ganhou menção honrosa no 7th Indian Cine Film Festival, entrou no 13º For Rainbow (Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero) e recentemente foi exibido com sucesso no Festival de Cinema Brasileiro em Paris.

Cenas do longa documental Madame, sobre Camille Cabral; direção é de André da Costa Pinto e Nathan Cirino. Crédito: Divulgação/Canhota Filmes

Em virtude da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, que fechou os cinemas, e da falta de verba para a comercialização, “o filme será lançado primeiro no streaming e na TV – mas ainda não há data”, explica Liara Castro que, além de produtora da Canhota, é jornalista, escritora e acaba de lançar um livro infantil (leia a seguir).

O filme é uma coprodução da GloboNews, teve incentivo do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) e correm as negociações para ser exibido no streaming, no catálogo do Globoplay, e no Canal Brasil, na TV por assinatura.  A distribuidora de Madame é a Arthouse.

Próximo projeto

Incansável, o casal de produtores já tem no gatilho mais um projeto. Trata-se de um novo longa-metragem, Pais e Filhos, escrito por Halm. “Estamos esperando a liberação de recursos”, diz Liara. O filme é uma coprodução da Globo Filmes com a República Pureza.

“Já faz mais de um ano que pedimos essa liberação, já que é um recurso que foi conseguido independentemente do governo. E estamos nessa espera angustiante, sem saber quando poderemos começar a nossa pré-produção, se vai ser ainda esse ano ou no ano que vem”, conta. O filme é uma comédia dramática sobre um acerto de contas entre um pai e um filho.

Livro infantil

Liara Castro também acaba de lançar seu primeiro livro infantil, O Monstro Invisível, sobre os acontecimentos da pandemia. Ela se inspirou na pequena filha do casal, Maria, de 2 anos: “Mesmo encerrada em um apartamento por quase cem dias, ela conseguia se reinventar todo dia pela sua capacidade imaginativa e lúdica”.

E foi assim que a autora se baseou para ir adiante com a história. “Desde que Maria nasceu, despertou em mim uma criança adormecida com muita capacidade de imaginação e criatividade”, afirma ela na descrição da obra.

O livro mostra as reflexões e aprendizados de uma menina de seis anos sobre o isolamento social causado pela pandemia. “É também uma forma leve de explicar o vírus para as crianças e de as próprias famílias refletirem os saldos positivos dessa convivência forçada, que acabou de uma certa maneira gerando mais união e tempo de brincar juntos”, diz a autora.

O Monstro Invisível tem ilustrações de Luara Almeida e foi feito e vendido de forma independente através do Instragram comercial da autora, o @cuquinhafesteira. A primeira tiragem de exemplares esgotou rapidamente.

Ilustração do livro O Monstro Invisível
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