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ZÉ TROVÃO

Você sabia? Almir Sater deixou Pantanal no meio para protagonizar novela com antiga Madeleine

Na versão de 1990, o músico interpretou o peão Trindade e recebeu convite para outra trama

Publicado em 22/04/2022
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Almir Sater é um dos destaques do remake de Pantanal, produzido pela Globo. Na trama, o cantor e compositor interpreta o chalaneiro Eugênio, que também é um dos violeiros que se reúnem para entonar músicas regionais.

O personagem é uma chance de Almir Sater reviver a mesma história da qual participou 32 anos atrás. Para quem não se lembra, ele encarnou Trindade, um dos peões de José Leôncio, na versão original de Pantanal, exibida na Rede Manchete em 1990.

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Trindade era um peão e violeiro bem misterioso. Lá no pantanal, rezava a lenda de que ele tinha feito um pacto com o diabo, e isso se tornou o mote principal de sua trajetória na trama escrita por Benedito Ruy Barbosa.

Trindade (Almir Sater) e Tibério (Sérgio Reis) na Pantanal de 1990

No decorrer da Pantanal antiga, Trindade se envolveu com Irma, à época interpretada pela atriz Elaine Cristina. Os dois se apaixonaram, ela engravidou dele, mas o autor precisou dar um fim repentino ao peão.

Logo após Irma dar à luz, Trindade a ‘entregou’ para Zé Lucas (Paulo Gorgulho) cuidar e simplesmente desapareceu. Seu desfecho precisou ser criado por Benedito Ruy Barbosa por um motivo especial: Almir Sater foi convidado para ser protagonista de uma outra novela da Manchete.

Almir Sater em A História de Ana Raio e Zé Trovão

A novela para qual Almir Sater foi convidado a estrelar foi A História de Ana Raio e Zé Trovão, escrita por Marcos Caruso e Rita Buzzar. Caruso, vale dizer, esteve também no elenco de Pantanal interpretando o peão Tião na primeira fase.

Dirigida por Jayme Monjardim, a trama entrou no ar logo após Pantanal, em 1991, e por isso Almir precisou se ausentar da história de Benedito Ruy Barbosa antes do final.

Almir Sater foi escalado para interpretar o protagonista Azelino, mais conhecido como Zé Trovão. Já para viver seu par romântico, Ana de Nazaré, chamada de Ana Raio, foi chamada a a atriz Ingra Lyberato.

Em Pantanal, Ingra deu vida a Madeleine na primeira fase, a mãe de Jove (Marcos Winter).

Almir Sater e Ingra Lyberato em A História de Ana Raio e Zé Trovão

Repercussão da novela

A novela narra a história de Ana de Nazaré, que é órfã de mãe e mora com o pai no sul do país. Aos treze anos a personagem de Ingra Lyberato é estuprada pelo capataz Canjerê e fica grávida da menina Maria Lua.

Mais tarde, o homem que a violentou retorna, assassina o pai de Ana e rapta sua filha. Os anos se passam e a protagonista se torna uma peoa de rodeios muito talentosa. No decorrer da história ela conhece Zé Trovão, também peão aclamado e os dois se apaixonam.

Ingra Lyberato como Madeleine e como Ana Raio

Marcos Caruso, o autor, explicou como nasceu a ideia de escrever A História de Ana Raio e Zé Trovão. “Ela não era ruim. Não é porque eu que escrevi, não. Ela era mal programada. Eu soube que ia escrever Ana Raio três semanas antes de acabar Pantanal. O [diretor] Jayme [Monjardim] foi à Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos para gravar uma cena de Pantanal e ficou deslumbrado com aquele mundo“, afirmou.

Depois do insight, Jayme Monjardim revelou que já tinha os protagonistas em mente. “Ele me chamou, pegou uma sela branca, chegou ao meio da sala e jogou: ‘Ana Raio!’ Pegou uma sela preta, jogou no meio da sala e disse: ‘Zé Trovão!’. E avisou: ‘Quero, a cada 20 capítulos de quatro blocos, mudar de cidade e percorrer o país inteiro’. O slogan da Manchete na época era ‘O Brasil que o Brasil não conhece’, aí eu fui e fiz“, contou o jogo o escritor e ator.

Em audiência, na Rede Manchete a novela não conseguiu o mesmo sucesso que a antecessora Pantanal. Já na reprise no SBT, entre 2010 e 2011, a produção fez a emissora se manter na vice-liderança, fazendo com que capítulos extras fossem incluídos na programação.

Ingra Lyberato e Almir Sater mais recentemente

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