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Guilherme Karan: a doença rara que devastou a vida do Raposão de O Clone

Ator da novela de Gloria Perez faleceu em 2016

Publicado em 02/04/2022

Quem acompanha a reprise de O Clone no Vale a Pena Ver de Novo, da Globo, tem visto cenas cômicas encabeçadas pelo vigarista Raposão.

O personagem da novela de Gloria Perez contracena com Ligeirinho, papel de Eri Johnson, é feito pelo ator Guilherme Karan, que faleceu em decorrência de uma doença rara.

A morte do ator, em 7 de julho de 2016, chocou a classe artística e os telespectadores brasileiros, sobretudo por ter ocorrido de forma precoce, aos 58 anos.

Ele deixou a esposa Betina Callado e um filho, Gustavo, que há época do falecimento tinha 18 anos de idade.

Doença rara

Guilherme Karan havia sido diagnosticado com a síndrome de Machado-Joseph pouco tempo depois de estrelar a novela América, em 2005.

Desconhecida de boa parte da população, a síndrome de Machado-Joseph tem origem neurológica e é degenerativa. Ela causa, pouco a pouco, a perda equilíbrio e dos movimentos, impossibilitando o paciente de conseguir se manter em pé. E foi isso que aconteceu com Guilherme Karan.

Guilherme Karam e a mulher Betina Callado com o filho Gustavo (Foto - Roberto Stuckert Filho)
Guilherme Karam e a mulher Betina Callado com o filho Gustavo (Foto – Roberto Stuckert Filho)

Antes de morrer, o artista passou dois anos internado e antes disso já se encontrava isolado em casa, longe do convívio de colegas atores. De acordo com seu pai, Alfredo Karan, em 2012, o intérprete de Raposão em O Clone herdou a doença da mãe.

“Ele não falava mais, só se comunicava com os olhos. É difícil aceitar ser visto assim”, explicou Alfredo sobre os últimos meses de vida do filho, que já não queria receber mais visitas por seu estado debilitado. Guilherme era dependente do pai, mas recebia um salário da Globo.

Como a doença pode ser hereditária, a mulher de Karan afirmou que o filho buscou fazer todos os exames para identificar algum traço da doença degenerativa que acometeu o pai e parte da família. “Todos os netos fizeram e nada foi encontrado no Gustavo”, afirma.

Guilherme Karan
Guilherme Karan

Outros trabalhos de Guilherme Karan

Guilherme Karan estreou na Globo na novela Partido Alto, em 1984. E foi no humorístico TV Pirata, em entre 1988 e 1992, que ele interpretou dezenas de personagens, como o Zeca Bordoada, e alcançou o sucesso no núcleo cômico.

A partir daí não parou mais. Foi destaque em Meu Bem, Meu Mal (1990) interpretando o mordomo Porfírio; em Explode Coração (1995), como Bebeto; em Pecado Capital (1998), como Jurandir.

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