Gabriel Dearo e Manu Digilio falam sobre a trajetória: A gente gosta de fazer vídeos para as pessoas se sentirem bem assistindo”

Casal tem mais de 10 milhões de seguidores em quatro canais, entre eles o Operação Cinema e o Falaidearo

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Amigos da coluna Por Trás da Tela, eu tive o prazer de conversar com dois fenômenos da internet: Gabriel Dearo e Manu Digilio. O casal tem mais de 10 milhões de seguidores no YouTube, com os canais As Aventuras de Mike, Dearo e Manu, Operação Cinema e Falaidearo.

Com uma linguagem simples, inteligente e engraçada, os dois conversaram sobre a carreira de sucesso e o impacto do trabalho deles, principalmente nas crianças. Além disso, comentaram a surpresa que tiveram com a venda dos volumes 1 e 2 de As Aventuras de Mike, que já viraram animação.

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Meu filho Luiz Blota, hoje com 10 anos, foi o responsável por este colunista conhecer os youtubers. Luiz participou da entrevista, um tanto quanto tímido. Apesar de conhecer os dois como a palma da mão, ser esperto e espontâneo, ele se mostrou estático diante da presença do casal, que ele acompanha desde que tem uma chupeta na boca e um iPad.

Ao perguntar a Luiz por que travou, a resposta veio rápida: “Pai, na internet eles falavam e eu escutava. Parecia um sonho quando entrevistamos os dois. Eu pensava se aquilo era real ou não”.

Antes de conversar com Dearo e Manu, comentei com a minha filha Helena Blota, 12 anos, que o faria, e ela prontamente disse: “Você vai falar com o Dearo e a Manu? Mentira, né?”. Acho que as frases representam um pouco da magia dos youtubers.

A entrevista virtual começa. A minha família espera o casal com os livros As Aventuras de Mike, volumes 1 e 2, nas mãos. Gabriel abre um sorriso.

GABRIEL DEARO – Olha. Já estão preparados? Foi a gente que escreveu, acredita?

Manu também abre um sorriso. Helena cumprimenta feliz o casal e se retira para estudar, sem acreditar. Eu permaneço com Luiz, que adiantou os deveres do dia.

CHRISTIANO BLOTA – Prazer demais ter vocês aqui.

MANU DIGILIO – A gente que agradece.

CB – Vocês sabem que o Luiz nasceu com iPad? Acho que foi o primeiro brinquedo dele. Não sei se é bom ou ruim.

GD – Ah, já nasceu conectado.

CB – Eu queria começar perguntando para o Gabriel: você um dia pensou em ser um youtuber, ou aconteceu na sua vida?

GD – Olha, no começo foi: “eu quero ser”. Eu comecei a gravar vídeos em 2011, dez anos atrás, e naquela época não tinha pessoas que trabalhavam com vídeos para YouTube.

MD – Acho que não trabalhavam, era “hobby” na época. 

GD – Eu acho que as pessoas nem ganhavam dinheiro e nem sabiam que poderia ser uma profissão. Depois o mercado foi amadurecendo. E eu penso que é bem legal. Eu falava: “Nossa, olha: uma pessoa com uma câmera em casa consegue mostrar a criatividade, ou as ideias. Ou fazer humor e passar isso para várias e várias pessoas”.

A partir disso, de 2011 até 2015, eu tentei vários formatos de canal: esquete de humor; gameplay, fiz de tudo e nada foi muito pra frente. Em 2015, coincidência ou não, depois que conheci a Manu, passou um mês e o canal deu certo. O primeiro foi o Operação Cinema.

E em 2015 eu também trabalhava em uma loja com meu pai, era uma loja de serralheria, onde ele vendia portões, máquinas, portas, e eu não gostava muito de trabalhar lá. Eu queria trabalhar com internet e durante vários anos eu juntei um dinheiro e pensei: “Com esse dinheiro que eu guardei, consigo focar no que eu quero. Cem por cento da minha energia em um canal”.

Mas não consegui me dedicar totalmente porque eu fazia faculdade de publicidade. Todo tempo fora da publicidade, eu entrava no canal. Então, de 2011 até 2015 era o “quero”. A partir de 2015 foi o “eu vou”. Foi mais ou menos assim.

CB – Ótimo. Você citou a Manu, disse que o canal cresceu quando ela entrou. Gostaria de saber como vocês se conheceram? Eu acompanhei a vida de vocês através do Luiz. Primeiro você sozinho, colocando a toalha na cabeça e imitando a mãe, depois a Manu. Ele foi me contando: “Pai, essa é a Manu e ela namora o Gabriel”. Outro dia eu falei: “Olha, Luiz. A namorada do Gabriel”. E ele disse: “Não, pai. Já casou”.

GD – É, pai. Você está desatualizado. (risos)

CB – Então, gostaria de saber: como vocês se conheceram?

MD – Bom, antes vou fazer uma introdução. Eu também quis ser youtuber, em 2012. A gente nem se conhecia, mas eu também gostava disso. E também era como um hobby. Mas eu também não queria fazer sozinha e deixei de lado. Depois eu fiz a faculdade de publicidade e estava um ano abaixo dele. Mas nós nos conhecemos na internet e aí descobrimos que fazíamos a mesma faculdade, no mesmo horário (manhã), e nunca tínhamos nos encontrado.

GD – É igual aqueles filmes de romance, sabe? O casal se conhece se trombando e derrubando o material.

CB – Senão, nunca se conheceriam…

MD – O mais engraçado é que eu conhecia o pessoal da sala dele e ele conhecia o pessoal da minha sala, mas a gente nunca se esbarrou.

CB – Que legal. Como disse o Gabriel, é bem filme de comédia romântica. O casal tinha que se encontrar de qualquer jeito, era o destino, mesmo que fosse pela internet, apesar de estudar na mesma faculdade.

MD – Pois é. Em 2015 nos conhecemos, o Gabriel começou com o canal Operação Cinema. Depois de um tempo, ele propôs abrir um outro canal, que retrataria o nosso dia a dia. Nesse canal começamos a contar nossas histórias, nossos passeios, enfim, nossos momentos de namoro. Em 2018, ele me pediu em casamento.

Os youtubers Gabriel Dearo e Manu Digilio (Divulgação)

CB – Muito legal. Sintonia entre trabalho e relacionamento. Eu já trabalhei com a minha mulher, então, eu fico à vontade em falar. Nosso amor sobreviveu ao trabalho, mas não curtimos muito. Achamos melhor viver como marido e mulher sem discussões sobre negócios. Vocês têm esse tipo de discussão?

MD – Não. Para a gente flui muito bem.

GD – Flui legal. Essa semana a gente estava conversando sobre isso. Por exemplo, semana passada estávamos trabalhando e tão focados em fazer algumas coisas que deu oito, nove horas da noite e a gente ainda estava trabalhando.

Como estamos com o mesmo propósito, os dois sabiam que aquilo era importante. Mas imagina se nós trabalhássemos em outra coisa, até as nove horas da noite? Um iria falar: “Nossa, você não vai me dar atenção, não?”. Para a gente funciona bem.

CB – Que ótimo. Fico muito feliz em saber. Vou dar um espacinho para meu filho Luiz, ele está ansioso.

GD – Manda ver, Luiz.

Manu sorri e incentiva.

LUIZ BLOTA – Eu… Eu não sei.

Luiz trava. Mas, depois se recupera da emoção e pergunta.

LB – Vocês criaram mais um canal? O quarto canal?

GD – Do desenho?

LB – É…

MD – Sim. Já tem um tempinho…

GD – Lançamos nosso primeiro desenho, As Aventuras de Mike, e estamos produzindo o segundo.

LB – Quero pensar outra pergunta…

CB – Então, pensa que eu tenho outra. Eu acho legal que vocês retratam o cotidiano de uma maneira tão simples. Tão gostosa. Estou falando do fundo do coração. Às vezes o Luiz está no sofá vendo vocês, no corredor. Pergunto: “O que você está fazendo?”. Ele responde: “Estou com o Dearo e a Manu”. A gargalhada dele é tão boa, que eu sento e acompanho. Na primeira vez que eu te vi, Gabriel, você estava com uma toalha na cabeça e imitava uma mãe. Você dizia que não tinha nada para fazer e o personagem da mãe falava: “O que você disse?”. E colocava você para fazer alguma coisa. Adorava e gargalhava com ele. Sua mãe é assim, ou você se espelhou nas mães brasileiras?

GD – Esse vídeo foi antes de eu conhecer a Manu. Vídeo de humor a gente sempre exagera, né? Eu tentei pegar um clichê de mãe. Tanto que o meu livro As Aventuras de Mike mostra que a mãe do Mike é meio que uma fusão de todas as mães do Universo.

Aquela mãe que fala para o filho levar o guarda-chuva. O filho que pede um brinquedo e ela fala: “Na volta a gente compra”. E a compra não acontece. Todas essas frases de mãe. Não especificamente a minha, mas a minha também é assim.

CB – A minha também. Agora estou mais velho e mudou um pouco. (risos)

MD – Foi meio que uma junção da mãe dele com a minha, com todas. Quando eu apareci no canal juntou tudo isso…

CB – Isso. Entendi. Uma receita de mães. E essa identidade que vocês têm com as crianças? Vocês têm um magnetismo com as crianças. Eu me pergunto se vocês desenvolveram um personagem para alcançar esse público, ou vocês se comportam na tela como na vida.

GD – Não sei. Fala aí, Luiz: a gente é igual ou diferente?

LB – Igual.

Gabriel sorri.

MD – Olha, tem uma coisa interessante. Nossa intenção nunca foi atrair as crianças. Nós queríamos todos os públicos.

GD – Não houve um planejamento.

MD – Na verdade a gente fez o que sempre fazemos, realmente o que somos. Rssss.

GD – Nós somos muito leves, descontraídos. Nós levamos as coisas mais para o lado do humor, sabe? Acaba atraindo muitas crianças que tem esse jeito de ser. Ou alguns pais “divertidões”, e você parece ser esse tipo de pai que faz piadas. Então, você acaba assistindo também.

MD – Nosso público também tem jovens brincalhões, com aquele espírito bobão.

CB – Sou eu. No meu caso o espírito continua jovem e brincalhão.

MD – Isso. Bobão no bom sentido.

CB – Quando vocês alcançarem a minha idade e continuarem bobões vão chegar à conclusão que são assim mesmo e não vão mudar. O psicólogo não conserta.

MD – A gente gosta de rir de desenho, da vida, nós somos assim.

CB – Uma coisa que eu sinto: vocês têm uma linguagem muito legal, são divertidos sem apelação. Eu chego à conclusão que também não foi planejado. Vem de vocês.

MD – Acho que vem da nossa criação, que foi muito parecida, eu acho que veio naturalmente.

GD – Nós não falamos palavrão e não gostamos de humor que possa ser mais apelativo.

MD – A gente gosta de fazer vídeos para as pessoas se sentirem bem assistindo.

GD – Isso é parte da nossa essência. A gente continuou a ser o que sempre fomos fora da tela. Nada daquela coisa de alguém alertar antes de nós gravarmos: “Cuidado com as palavras, hein?”.

MD – Eu não conseguiria sustentar uma pessoa assim.

CB – Quando vocês estão com programas no YouTube contam com suporte, uma equipe que ajuda? Como foi no começo e como está sendo agora?

GD – No começo meio que eu fazia tudo. Colocava câmera, gravava, editava, postava os roteiros. No Operação Cinema, o primeiro canal que deu certo, eu levava cinco ou seis horas editando vídeos. Então, a primeira coisa que a gente terceirizou foi uma pessoa para fazer isso. Hoje em dia nós também temos roteiristas, principalmente no Operação Cinema. Às vezes, no Falaidearo.

MD – São umas seis pessoas, além de nós.

GD – Sim. Tem editores, tem pessoa que cuida da área comercial, tem assessoras de imprensa, que você conhece.

CB – Vocês têm um tino artístico. Eu noto isso principalmente em você, Manu, quando desenvolve os personagens nos canais. Você faz a mãe, a priminha irritante e outras interessantes. Eu penso que vocês poderiam fazer séries, novelas. Vocês são autênticos, mas quando fazem os personagens das histórias são bons e diferentes. Vocês interpretam como em um teatro. Vocês têm esse tipo de pretensão?

MD – Antes de conhecer o Gabriel eu fiz teatro, apresentei algumas peças. Quando começamos a fazer vídeos de esquetes, eu acho que eu juntei meu conhecimento de teatro, passei para o Gabriel… mas pretensão? Se formos convidados, acho que a gente pensaria, ou aceitaria.

GD – Isso. Mas, não é um objetivo, um foco nosso agora. E gente viu muito que gosta de escrever os roteiros do desenho animado As Aventuras de Mike. Ver que o livro virou um desenho animado foi muito legal. Nós nos encontramos escrevendo. Então, sobre a ideia de ser ator, eu compartilho da mesma opinião da Manu. Se aparecer, vai ser bom; se não aparecer, a gente está feliz.

CB – Além de As Aventuras de Mike, tem algum projeto que vocês estão elaborando?

MD – Olha, o que a gente está mais focado é a animação. Nós lançamos o primeiro episódio. Depois vamos pensar em outros.

GD – Por enquanto estamos focados cem por cento nesse projeto e escrevendo o terceiro livro de As Aventuras de Mike.

Ilustração de As Aventuras de Mike, de Gabriel Dearo e Manu Digilio (Divulgação)

Luiz acorda do “transe” provocado pela emoção e volta a perguntar para Gabriel e Manu. Aliás, uma excelente pergunta para um menino.

LB – Como vocês tiveram a ideia de fazer um livro? E quantos vocês pretendem fazer?

GD – Os personagens do canal Falaidearo: priminha irritante, Mike e Nando. Eles surgiram de forma natural. O primeiro vídeo foi chamado de “Tipos de primos”. A gente precisava de uma priminha chata que bagunçava tudo, os brinquedos, e depois ia embora, sem guardar. Isso já aconteceu várias vezes comigo e com pessoas que têm primos mais novos.

Nos outros vídeos, sempre que nós precisávamos de um pai, uma mãe, um menino, nós usávamos os mesmos personagens. A gente pensou: “Opa. Dá para formar uma família”. Aí a gente formou a família no canal Falaidearo.

MD – A família foi surgindo aos poucos mesmo.

GD – A gente pensou em fazer um livro e expandir isso que é tão legal, mas em outros formatos. Saíram os livros As Aventuras de Mike, volumes 1 e 2. E agora estamos com a animação e o resultado está muito legal.

Os youtubers Gabriel Dearo e Manu Digilio (Divulgação)

CB – Agora a pergunta padrão da coluna: quando Gabriel e Manu estão por trás da tela do celular, tablet, computador, o que eles gostam de fazer?

MD – Eu assisto a séries.

GD – Eu fico bastante no celular. Às vezes a gente tem até que se policiar porque muita gente no tempo livre fica no YouTube, celular, Instagram. E, se a gente faz isso no tempo livre, acaba virando um pouco de trabalho.

MD – É. A gente acaba vendo como estão as postagens.

GD – Sim. As postagens, as fotos, os vídeos. Mas, fora o trabalho, a gente gosta de assistir a filmes, séries. A gente gostava muito de ir ao cinema quando estava aberto. Gostávamos muito de viajar e, em casa, eu gosto de jogar games no computador.

CB – Legal. Nesse período de quarentena, eu também zerei a Netflix, porque eu trabalho muito em casa e sobra mais tempo. Aliás, vocês estão enfrentando problemas de trabalho na quarentena?

GD – Teve um problema. No final de 2019 alugamos uma sala comercial em São Paulo.

MD – Fizemos toda a obra de reforma nela.

GD – Sim. A sala veio crua. Não tinha teto, não tinha sobre piso, não tinha nada. A gente reformou todo o espaço e terminou a obra em março de 2020.

MD – Na primeira semana de março a gente trabalhou e parou.

GD – É. Estourou a pandemia no Brasil e quase que fechou tudo. Durante o ano foi melhorando e piorando. Então, a gente chegou a ir bastante à sala comercial, depois diminuímos a frequência. Para outubro chegamos a fazer um cenário para o Operação Cinema. Ficou bem profissional, só que os últimos vídeos do canal a gente parou de gravar lá.

MD – Isso. Piorou de vez a pandemia.

GD – Pois é. O prédio onde a sala comercial se encontra ficou para atividades essenciais. Então, há algumas semanas pegamos todas as coisas e trouxemos para casa. Conseguimos trabalhar em casa, fazendo os vídeos, as criações e estamos com a sala parada, pagando aluguel, e o cenário legal está lá também.

MD – Fora que lá nós somos muito mais produtivos.

GD – Sim. Porque acaba separando um pouco casa e trabalho, né?

CB – Sim. Mas, logo vocês voltam. O ano está muito difícil, assim como o ano passado, mas a luz no fim do túnel é a vacina. Logo, logo, vocês estarão curtindo a sala comercial novamente. Eu tenho outra pergunta, sobre o aumento de pessoas que seguem vocês no YouTube. Foi um susto, ou foi algo gradativo?

GD – Eu acho que no começo gera até ansiedade. Eu me lembro que toda hora eu ficava vendo os inscritos aumentarem. Eu falava: “Olha. Agora tem mil”. “Agora tem mil e cinco”. “Tem mil e dez”. “Meu Deus, mais cinco pessoas”. No começo eu ficava ansioso.

No Operação Cinema foi mais ou menos assim. Demorou cinco ou seis meses para chegar a 10 mil inscritos e demorou um mês para pular dos 10 mil para 100 mil inscritos. Nessa segunda vez foi muito rápido. Agora ficou tranquilo. Todo mês sentimos que há aumento de inscritos.

MD – Acho que a gente não teve um aumento enorme, fomos conquistando a audiência aos poucos. Se fosse um aumento grande, eu acho que a gente piraria. (risos)

CB – Adorei você dizer que comemorava um aumento de cinco pessoas. Agora vocês relaxaram.

GD – Sim. Agora vem um aumento de 30 a 40 mil inscritos por mês.

CB – E vocês tem ideia de quantas pessoas estão com vocês?

MD – Se somarmos todos os canais, uns 10 milhões.

GD – Isso. Só que na nossa cabeça é difícil pensar em quantas pessoas nos seguem. Acho que nós realmente nos demos conta no lançamento do livro As Aventuras de Mike. Na primeira tarde de autógrafos que fizemos, os livros se esgotaram em um dia e tínhamos 400 senhas em São Paulo.

MD – Foi quando a gente teve uma noção maior do nosso trabalho.

GD – Sim. Em eventos também, quando muita gente nos reconhecia e um grande grupo de pessoas se formava.

MD – Quando a gente sai de casa também.

GD – Na internet a gente olha e fala: “Olha, que número grande!”. Mas não tem noção do quanto significam os números, até encontrar as pessoas.

CB – Vocês estão muito acostumados a fazer vídeos. A nossa conversa está ótima, muito legal e tranquila. Mas estamos em quatro. E quando vocês estão em evento, com muita gente, qual é a sensação?

GD – O que deixa a gente muito tímido é quando tem gritos e emoções que chamam a atenção de quem está ao redor e não sabe o que está acontecendo.

MD – Depende do lugar.

GD – Às vezes estávamos andando pelo shopping, passeando em uma loja de roupas, e tem o fã que vem conversar e aquele que grita: “O Gabriel e a Manu!”. E todo mundo fica olhando. Eu penso: “Nossa!”.

CB – Você pensa: “Será que dá pra sumir?”.

GD – Passamos situações de vergonha, mas acho que nos acostumamos também.

MD – O engraçado é a reação das pessoas em volta, que não sabem o que está acontecendo.

CB – Imagino. Parece que caiu um balão… Gabriel e Manu, Luiz e eu adoramos conversar com vocês. Foi um grande prazer.

MD – Para nós também.

CB – Papai do Céu abençoe, e que vocês continuem cada vez mais para frente. Conversar com vocês foi muito bom e a emoção aumenta quando você fala com pessoas que seu filho ama. A gente absorve a alegria do filho.

GD – Foi um prazer para nós a conversa.

CB – Luiz e eu agradecemos mais uma vez. Até a próxima, queridos Gabriel e Manu!

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