“Era o desafio que eu precisava na minha carreira”, diz Gloria Vanique sobre trocar Globo por CNN

Jornalista apresenta com Daniela Lima o vespertino CNN 360

Publicado há 2 meses
Por Christiano Blota
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Meus amigos da coluna Por Trás da Tela: mantendo a tradição deste nosso espaço, com a publicação de entrevistas intercaladas com textos opinativos sobre a cena da nossa comunicação, nossa convidada de hoje é a jornalista Gloria Vanique.

Há algumas semanas, Gloria foi contratada pelo canal de notícias CNN Brasil, a exemplo de Márcio Gomes e Carla Vilhena, para reforçar a equipe. Assim que entrei em contato com ela, fui tratado com o mesmo carinho que Gloria dedica aos espectadores. Aproveitem a conversa que tive com a apresentadora do CNN 360 (junto com Daniela Lima).

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

CHRISTIANO BLOTA – O que motivou a saída da Globo e a transferência para a CNN Brasil?

GLORIA VANIQUEO principal motivo foi sair da zona de conforto. Já havia algum tempo que eu queria fazer algo diferente na profissão. Jornalista tem este perfil inquieto, de querer sempre desafios, algo novo. Eu sempre fui assim.

Fui repórter por muitos anos, cobri muito o que chamamos de factual, sem pautas ou horários marcados, chegando ao local da pauta e correndo atrás do que estava acontecendo no momento. O que me motivou durante anos a acordar de madrugada foi justamente poder fazer um jornal em que eu tinha a possibilidade de correr atrás das fontes e descobrir os assuntos que seriam as notícias do dia.

Mas chegou um determinado momento em que o perfil do jornal foi repensado, e eu também queria novos desafios. Foi quando chegou o convite da CNN, exatamente de acordo com o que eu desejava. Então, eu não pensei duas vezes. Isso, além da mudança de horário. Já eram 10 anos acordando às 3 da manhã.

CB – Você começou a carreira na afiliada da Globo em Bauru, passou pelo Canal 21, foi pra Globo em São Paulo. Agora deu mais um passo na carreira jornalística. Imaginava chegar a este ponto de crescimento profissional?

GVTudo são etapas. Eu acho que fiz uma carreira sólida até aqui. Passei por parte das funções em TV. Editei imagem, fui produtora, repórter, apresentadora, editora de texto. Trabalhei em Bauru, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São Paulo, em afiliadas da TV Globo, TV Bandeirantes, rádio e agora na CNN Brasil.

Sempre fui apaixonada por viagens e, ao longo dos anos, mesmo que não fosse a trabalho, viajei quase 30 países sempre com o olhar de jornalista. Então, nada se constrói de um dia para o outro. Como você mesmo disse, foi um crescimento profissional, com muito aprendizado.

CB – Como você se mantém atualizada no jornalismo?

GV – Lendo sempre as notícias, as colunas dos jornalistas especializados, lendo sobre as notícias internacionais. Ninguém está sozinho, tudo tem que ser contextualizado. Mas, acima de tudo, eu sempre penso em como cada notícia interfere na nossa vida, no nosso dia a dia.

Trabalhei muitos anos no jornalismo local, lidando muito próximo com as pessoas. E aprendi que aquele movimento macro do governo, da economia, tem sempre que ser pensado desta forma. Porque é ali, na ponta da linha, que ele realmente interessa. É ali que ele arrebenta no final. Eu me atualizo com as notícias do macro, mas sem me esquecer do nosso cotidiano.

CB – Qual foi o fato que mais te marcou na profissão?

GVCobri casos que ganharam a imprensa nacional em São Paulo como o acidente aéreo da TAM, outros casos trágicos como de Isabella Nardoni e o de Eloá. Todos eles foram marcantes pra mim, assim como pra maioria do público, cada um da sua forma.

Não é fácil acompanhar os corpos das vítimas chegando para identificação no IML depois de um acidente aéreo. Ou a investigação sobre a queda de uma criança da janela de um prédio por suspeita de assassinato.

Ou ainda acompanhar um sequestro com o desfecho trágico que nós acompanhamos ao vivo no caso Eloá. Talvez estes, pela gravidade e pela proporção que tomaram, tenham sido os mais marcantes.

CB – E a nova experiência de comandar o CNN 360?

GVEra o desafio que eu precisava na minha carreira. Falar de novos assuntos, com este olhar voltado à política que a Dani Lima (Daniela, parceira na apresentação) traz, mas puxando pra este lado mais popular que eu trago. É o equilíbrio que a gente tem.

Isso sem falar que eu tenho muito a aprender com toda a equipe do jornal. E que a minha dúvida pode ser a dúvida de muita gente que está assistindo ao CNN 360.

CB – A nossa coluna se chama Por Trás da Tela. O que faz a Gloria Vanique quando está longe das câmeras?

GVGosta de ter vida simples. De ir pro interior, se isolar de tudo pra esfriar a cabeça, ouvir a natureza, o riacho, as árvores, os animais, ficar com a família, com os filhos, jogar jogos de tabuleiro, ler, dormir, comer as gostosuras que o marido cozinha… Enfim, viver!

Muito obrigado pela entrevista, Gloria Vanique, e boa sorte na nova emissora! Sem dúvida os espectadores e a CNN Brasil só têm a ganhar.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio