Entrevista com Ronnie Von – Parte 2: Muito mais do que galã ou “Príncipe”

A amizade de mais de 50 anos com Rita Lee e a liberdade que a internet proporciona, nas declarações do artista multimídia

Publicado há um mês
Por Christiano Blota
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Amigos, conforme prometido a coluna Por Trás da Tela traz a segunda e última parte de uma entrevista muito agradável com Ronnie Von, “Príncipe” de uns e “Mãe de Gravata” de outros. Hoje o cantor, compositor, ator e apresentador fala de temas como TV, YouTube, merchandising e pandemia. Confira!

Christiano Blota – Ronnie, muito da sua atitude musical (de mudar ritmo, som) foi para sair desse rótulo de galã? Hoje nós sabemos que você tem muito mais do que o título de galã ou de “Príncipe”. Você tem cultura, conhecimento. Queria provar isso de alguma maneira?

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Ronnie Von – De certa forma sim, porque aquilo me irritava muito, sabe? O bonitinho de olho verde, não sei o quê. Eu ouvia muito isso no começo da carreira. E também coisas do tipo: “Esse filhinho de papai está ocupando o lugar de alguém que precisa”. Quem precisava era eu, que estava morando na Boca do Lixo. Eu conheci outro lado. Eu conheci o que era conforto e tinha aberto mão de tudo isso por um sonho. Eu ouvia: “Olho verde não afina, cabelinho comprido não grava”, me esculhambavam direto. Eu pensei: “Vou mostrar a quantas eu vim”.

Com esse tipo de música, saindo do convencional, eu saí na página dupla central no Caderno 2 do Estadão e ganhei o Caderno B inteiro do Jornal do Brasil. Eram só elogios, só elogios, mas não vendeu.

Então a gravadora ficou, sabe, Esse cara é maluco, não segue nossos conselhos, e começaram a forçar a barra para aquele negócio de música romântica. E eu não gosto. Quer dizer: não é que eu não gosto. Eu não queria gravar aquilo. Eu tinha meu próprio repertório, minha visão, diferente da deles. Mas tudo bem. Passou, foi legal, não tem problema.

CB – Tem uma frase emblemática da Rita Lee que eu tirei do documentário Ronnie Von – Quando Éramos Príncipes (de Ricardo Alexandre e direção de Caco Souza). Vou ler para você: “Parece que ele (Ronnie) pousou na Terra e depois saiu porque ele quis, não foi? Quando eu vejo o Ronnie no Todo Seu (programa apresentado por Ronnie na TV Gazeta), falei ‘Danado, é todo meu e ninguém tasca’. Porque eu me lembro de quando ele apareceu, figura… Verdadeiro mutante, Ronnie Von”. Comenta essa frase, por favor?

RV – A minha amizade com a Ritinha começou em 1966. Ela era integrante de uma banda chamada Os Seis, com ela, os irmãos Baptista, mais três componentes. Nessa época eu conheci só ela na casa de um amigo meu que era escritor, filosofo, jornalista, e eu fui lá na casa dele. Era uma coisa próxima de um jantar, um “sarauzinho”, e ela estava lá. Ela tinha uns 17 aninhos mais ou menos e eu um senhor de 21 ou 22. Conheci, batemos papo, e ficamos muito amigos.

Todo mundo fala: “Teve um romance ali”. Não. Não teve. Até porque ela já era namoradinha do Arnaldo (Baptista, líder do grupo Os Mutantes). Nunca tive nada com a Ritinha, a não ser uma amizade que dura 54 anos. Vou estar com a Rita essa semana. A gente se liga, se fala, se vê.

Papai tinha chegado da Inglaterra com um disco que eu achava emblemático. Eu liguei: “Ritinha, você tem que ouvir”: Era o “Revolver” (álbum dos Beatles). Nós ouvimos no apartamentinho em que eu morava, na Vila Nova Conceição. E nós ouvimos o disco, ela ficou encantada. E realmente é sensacional. Acho um disco mais emblemático do que Sgt. Pepper’s (também dos Beatles).

Ouvimos aquilo e ela disse: “Desmanchei a banda e estamos montando outra com três (Arnaldo e Sérgio Baptista e eu). Eu pensei um monte de besteiras… Mas estava lendo um livro chamado O Império dos Mutantes, de Stefan Wul. Eu olhei para a mesa e o livro estava na mesa lateral do sofá. Eu disse: “Ritinha, está aqui o nome: Mutantes. Ela disse “Mutantes, que legal”.

CB – Mas por que você acha que a Rita disse “Ronnie Von Mutante”, quando te viu no programa Todo Seu?

RV – Olha, eu acho que, na verdade, se você tentar decifrar Rita Lee, você vai perder tempo. É uma cabeça privilegiada. Tudo que essa moça escreveu, os bilhetes, eu tenho tudo guardado, um ser humano de primeiríssima ordem. E tem essa musicalidade. Ela não está cantando mais. Para mim continua sendo aquela Ritinha, coisa linda. Vou te falar. Para mim foi uma das moças mais bonitas que eu vi na vida. Era deslumbrante. É claro que devem ter passado pela minha cabeça coisas inconfessáveis. Mas nunca tivemos nenhum romance, nada.

As coisas dela na Som Livre, eu tinha acesso antes do disco ser prensado. Tudo isso passou e agora você entra na internet. Para filhote de gravadora isso mudou. Por isso que eu tenho um Canal no YouTube.

CB – Gostaria de perguntar isso mais para frente. Outra coisa que a Rita disse: que você sumiu porque quis.

RV – É. Teve uma época (década de 1970) que eu disse: “Tô fora”. Foi uma coisa assim. Eu me separei da primeira mulher (Aretusa Nogueira) e ela me deu a guarda dos filhos. Eu tinha uma menina de sete anos e um menino que iria fazer 6 anos. Eu tinha que ser a mãe. Eu tinha que optar pelas viagens, essa profissão mambembe que a gente viaja de um lado para outro, ou ser mãe. Optei pela maternidade, para cuidar da minha cria. Eu fazia televisão e tal, gravava uma coisa ou outra, mas parei com show, parei com tudo. Não tinha mais sentido para mim esse tipo de atividade porque eu iria me afastar dos cuidados, criação e educação dos meus filhos. Realmente foi porque eu quis. Aí me meti com empresa, comecei a mexer com empresa, virar empresário.

CB – Como espectador, eu sentia a sua falta. De vez em quando você gravava alguma série de TV, novela, videoclipe, algumas músicas tocavam no rádio (como “Cachoeira”), mas eu confesso que eu guardei a frase da Rita Lee porque senti o mesmo impacto que ela (devo ter sentido). Quando eu estava mudando de canal e te vi no Todo Seu, da TV Gazeta. Eu disse: “Que legal o Ronnie na Gazeta, apresentado um programa de variedades…”

RV Eu fiquei 15 anos lá. Foi o décimo programa de televisão que eu apresentei. Eu comecei em 1966, com o Pequeno Mundo de Ronnie Von, e as pessoas acham engraçado que a minha assistente de palco na época era a Sônia Braga. Era a Soninha, Os Mutantes, um programa surrealista, meio mágico, meio místico, enfim, era uma coisa bastante divertida. E tive outros programas, só na Record eu tive cinco. Depois voltei para a Excelsior, depois fui para a Tupi, bom, 13 programas. No décimo terceiro (Todo Seu) fiquei 15 anos no ar, na TV Gazeta…

CB – Isso que eu acho incrível, Ronnie. Algumas pessoas falavam: “O cantor Ronnie Von apresenta bem”, como se fosse novidade, sem saber da sua história como comunicador…

RV – É a rotulação. Aqui se rotula. Você é cantor; você é ator; você é apresentador. Não pode ser duas coisas ao mesmo tempo, não entra na cabeça das pessoas isso.

Aqui no Brasil eu sou o apresentador que canta. Na Argentina eu era o ator que canta. Na Argentina eu estourei como ator. Não sei se faz parte da cultura latino-americana. Não sei…

CV – Que tipo de trabalho você fazia na Argentina?

RV – Eu fazia cinema, que não passava no Brasil, e eu nunca vi filme nenhum meu por lá. Eu já tinha esse hábito. Eu não assisti a um capítulo de novela que eu fiz. E eu fiz várias como protagonista. Eu nunca vi filme que eu fiz. Eu não me vejo. Meu problema com televisão, eu não assisto também. Isso só pode ser uma doença mental, uma maluquice qualquer dentro do meu cerebelo, sei lá dentro de mim, da amígdala, sei lá, eu não consigo (risos). Eu não me vejo na televisão, no filme, em novela.

Agora estão passando na internet algumas coisas minhas, como “O Ídolo”, na Rede Globo, em 1983. Eu fiz par romântico com a Vera Fischer. Com o tempo eu começo a ver algumas coisinhas, muito pouco.

Eu também vi o videoclipe da música “Cachoeira”, que ganhou todos os prêmios internacionais. No Fantástico (TV Globo) passou cinco vezes – o que não era comum. Ganhou prêmio internacional e foi feito por brasileiros. A produção foi do Johnny Savalla e a direção, de Eid Walesco.

CB – Por que o Todo Seu acabou – infelizmente?

RV – Você sabe que é uma emissora pequena, os recursos começaram a desaparecer, as televisões estão em crise, você está vendo. Mas estavam antes dessa maluquice pandêmica, já estavam muito mal, endividadas, com problemas muito sérios.

Eventualmente não seria nem o caso da Fundação (Cásper Líbero), porque eu trabalhava em uma Fundação, com uma emissora de televisão junto. Não é que estavam endividados, não é isso. O problema é que não tinham mais como manter esse programa, não tinham dinheiro para pagar, e eu entendia. Ainda mais um programa que não tem escatologia, pornografia e sangue – e esse era o meu viés. Não queria nada que eu pudesse me envergonhar.

E o problema da emissora menor é que o grande patrocinador foge. Então é uma coisa de varejo, muito merchandising, aquela coisa toda. Além disso, a Fundação vivia muito de aluguéis. Quando a Globo saiu do prédio da Gazeta – os últimos andares do prédio da Gazeta eram da Globo, eram locados pela Globo, o transmissor era lá, acabou o contrato e eles não renovaram -, isso foi um peso monumental.

A Igreja Universal, que eles vendiam espaço, também caiu o preço. Eu tinha uma produção que não era cara, era de médio tamanho, tinha um salário bastante alentado para uma emissora pequena, e tinha participação em merchandising e no faturamento do programa. Eles não aguentaram.

Então, chegamos a conseguir patrocínio, algumas vezes de grandes empresas, mas de repente veio a crise, e com a crise eu saí. Eu entendi perfeitamente. A única coisa que eu fiquei sentido é que eles não deixaram eu me despedir do público. Isso eu achei feio, até porque eles conhecem meu perfil, eu jamais falaria qualquer coisa que constrangesse, que pegasse mal.

Não faço isso. Aliás, devo muito à Gazeta, não posso cuspir no prato que comi. Isso é um “clichezão”, mas é verdadeiro. Não me deixaram me despedir e eu fiquei muito sentido, magoado com essa história. Agora o fato de ter saído, faz parte da história. Eu sempre trabalhei no canal dos outros, talvez por isso eu tenha o meu…

CB – É nesse ponto que vamos entrar. Essa saudade podemos matar no seu canal no YouTube. Fala da experiência, Ronnie: como surgiu a ideia?

RV – Surgiu pelo seguinte. Eu inicialmente não queria propostas de produtoras, gente em cima, eu não quero, não acredito, eu sou de televisão, não sou de internet. As pessoas falavam: “Ronnie, mas é isso… Acorda que o mundo mudou”.

Eu falava “Tudo bem, o mundo mudou e eu sou um dinossauro”, e ficava nessa, até que eu tive um convencimento muito grande por parte da KiKa (minha mulher), do Manoel Poladian, meu empresário e das filhas dele, que trabalham com ele.

Poladian é uma organização grande, você conhece, e o Manoel disse: “Olha, vamos fazer. Você precisa exercitar sua atividade. Não quero você deprimido”. Enfim, começou essa história e eu sei que é difícil monetizar, comercializar, embora tenha gente até que sobreviva disso. Tudo bem? Mas é divertido. É muito legal. Não tem cara no ponto pra dizer o que você tem que fazer.

Eu gravo. E umas bobagens que você fala, coisas sem sentido, “bombam”. Eu tento humanizar, mostrar que somos todos iguais, não existe absolutamente diferença de nada e somos animais gregários, dependentes, não tem ninguém auto suficiente, e eu mostro isso no programa.

Eu estou feliz com essa história porque eu me divirto, você faz isso sem pensar em dinheiro, nem coisa nenhuma, mas pensa em você para exercitar o seu oficio e se divertir porque não tem ninguém mandando em você. Isso é muito bom. E outra coisa: errou, errou, vai errado. Fica muito mais fácil.

CB – Você procura falar de assuntos diversos no seu Garagem do Ronnie?

RVÉ uma revista eletrônica muito leve. Eu falo de tudo. A única coisa que eu não quero me envolver é com processos ideológicos e religiosos porque isso pode te afastar até do seu próprio eixo. As únicas coisas que eu não falo.

O resto vem de tudo. História da minha vida, história de não sei o quê. Olha… Semana passada, a maior bobagem que você pode imaginar. Qual foi o maior sucesso do seu programa? Tem muita coisa. Mas o maior sucesso mesmo fui eu mostrando o meu galinheiro. Eu moro no Morumbi e tenho galinheiro. Eu tenho galinheiro, pomar, horta, tenho lago com peixinhos, cineminha. Eu fiz uma casa para ter meus amigos comigo.

Aí disse no programa: “Eu quero levar vocês para conhecerem as minhas meninas e os meus meninos”. Fui lá, entrei no galinheiro e apresentei meus galos e galinhas. Todos têm nome. E os caras filmaram meus galos, umas raças estranhas e tudo. E eu não como minhas galinhas de jeito nenhum, mesmo que fossem galinhas caipiras.

São meus bichos de estimação também. Eu tenho uma galinha que é uma Brahma, que é uma poedeira impecável, os ovos têm casca cor de rosa. Eu fui lá e tinha dois. Eu peguei esses ovos e disse durante o programa: “Vou ensinar uma receita imperdível, e vou ensinar com um ovo só”.

Eu subi para um varandão que eu tenho, um espaço gourmet com fogão de lenha. Eu fiz ovo frito, explicando a razão. Eu fiz no meu programa de televisão um especial só com grandes chefs de cozinha do Brasil, com os “papas da alta gastronomia brasileira”.

Antes de gravar, no camarim, brincando, aquela coisa, eu perguntei quais os pratos prediletos deles, o que eles gostavam de comer. Todos me responderam: “Ovo frito com pão francês e gema mole”. Um dia eu estava muito deprimido em casa e a Kika fez um ovinho para mim, raspou uma trufa em cima e acabou minha depressão.

Eu disse isso no programa. Mas acrescentei: “Falar em trufa na pandemia é feio. É no mínimo uma afronta. Então eu tenho um azeitinho aromatizado com trufa e o gosto fica igual”. Na primeira vez tentei quebrar o ovo com uma mão, mania de quem gosta de cozinhar, espatifei o ovo.

Quebrei o outro e comi um ovo frito, com pedacinho de pão francês, explicando que na França, quando você come “escargot”, o molhinho Bourguignon é aproveitado com pão.

Na Itália você faz isso com o ovinho, que é “chuchar” o pão na gema. Você não acredita. Todos os chefes escreveram para mim, telefonando para mim. Foi o maior sucesso que eu tive. Então é uma coisa inusitada. O resultado foi fantástico eu pensei: “Vamos continuar com a brincadeira, mas também vamos falar de coisa séria”.

Tem umas pautas que a gente está desenvolvendo mais alentadas em termos de informação e prestação de serviços.

CB – Esse é o espirito da internet. As pessoas se sentem mais próximas do ídolo, acho que a internet propicia esse fenômeno.

RV – É verdade. Concordo!

CV – A experiência da covid, como você a está encarando?

RV – Eu tive H1N1 o ano passado. Me deram o Tamiflu, fui para o hospital e melhorei, me examinaram e disseram “Pode ir para casa”. Dois dias depois estava andando, perfeito, sem problema nenhum. Agora… Não existe remédio para covid. O que me foi recomendado, em função de ter tido esse tipo de virose e com minha idade, foi ficar em casa.

Eu não posso mentir, nem tapar o sol com a peneira. Inicialmente eu gostei, porque eu detesto sair. Eu não gosto de sair de casa para canto nenhum, eu sou bicho de toca. De vez em quando você vai me ver, uma vez a cada 50 anos, em uma festa, em um evento, porque eu detesto festa, qualquer festa. Casamento, batizado, não gosto e nunca gostei desde pequeno.

Pensei: “Estou bem na fita”. Mas eu recebia meus amigos em casa, todo final de semana. Eu comecei a me ressentir dessa história. Isso foi duro, porque não pude ver família, não pude ver meus filhos mais velhos, porque o menor veio dos Estados Unidos para assinar um contrato com o Rick Bonadio, veio de Los Angeles e ficou por aqui. Está muito bom. Esse cara também me devolve a juventude, ele e a mulher. Eles estão aqui em casa.

Mas os outros filhos eu não vejo, nem meus amigos queridos, que vinham todo final de semana. Além disso, a história de não estar na televisão. Isso me doía muito. Então acho que essa coisa do YouTube vai me ajudar, de certa forma vou estar na televisão, como se fosse – eu recebo produtora aqui em casa, com câmera, luz e tudo.

E eu comecei a ficar melhor. Porque você começa a entrar em uma “deprê”, é complicada essa história. É maravilhoso ficar em casa, desde que eu receba meus amigos. Doeu, mas está passando.

CB – Para encerrarmos: cantar, atuar ou apresentar?

RVApresentar, sem dúvida. Eu gosto muito mais de falar do que de cantar. É muito cansativa a atividade de ator. Ela requer muito tempo, muita preparação, muita espera, muito estudo, muita decoração de texto. É muito complicado. Cantar é bom. Eu gosto. Mas prefiro apresentar.

CB – Tem alguma música sua, ou de outro compositor, que reflita o momento que você está vivendo?

RVNa verdade, toda música que você ouve te leva a algum tipo de reflexão. Depois de tanto tempo como músico, na minha idade, leva-se isso mais a sério. Eu tenho visto no Brasil um problema sério, que é a perda da qualidade musical. Eu tenho visto muito isso e de certa forma me entristece. A qualidade musical está caindo muito. Se eu disser que tem uma musica atual brasileira que está me levando a reflexões, eu vou estar mentindo.

Não tenho. Eu ouço musica em casa o dia inteiro. Se eu falar o que eu ouço, vou passar como um bobalhão, e eu não sou isso. Mas o que eu estou ouvindo muito em casa é música do século 18. Eu estou ouvindo muito Corelli, Vivaldi, Bach e outros, da música barroca do século 18, que é minha paixão. Esse momento é bom para ouvir música barroca e ler. Alguém pode dizer: “Olha como ele é metido”. Eu poderia mentir, mas é o que estou ouvindo.

Ouço muito jazz também. Ouço muita música da década de 1950 e 1960, estilo Rockabilly. Isso me traz bons momentos. Eu adoro “Rock Around The Clock”, música de Bill Haley, gosto de Beatles, e isso me leva a um passado gostoso de certa forma. Não é saudosismo. É você de fato pensar: ”Que época boa foi essa”. Eu transito por essas três vertentes: erudita, jazz e rocks da década de 1950 e 1960.

CB – Obrigado, Ronnie. Até a próxima!

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