Ana Maria Braga perde sua sombra com a morte de Tom Veiga

Louro José foi mais do que um personagem, ele era a alma da apresentadora do Mais Você

Publicado há 23 dias
Por Christiano Blota
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Meus queridos amigos da coluna Por Trás da Tela. Não existe ninguém no mundo onipotente, quem dera os apresentadores de televisão fossem Deuses, mas não são nem metade. Eu me sinto tranquilo para comentar a notícia porque sou neto de um dos maiores comunicadores da TV brasileira, Blota Jr.

A questão que eu trago é a seguinte: existe o grande comunicador da televisão brasileira? A resposta é: não. Existe um grande “time”, uma “equipe”. Quando falamos nos melhores comunicadores da TV brasileira, falamos em uma equipe.

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Eu vou citar vários: Raul Gil, Blota Jr., Sônia Ribeiro, Hebe Camargo, Airton Rodrigues, Lolita Rodrigues, Ronnie Von, Silvio Santos, Chacrinha, Bolinha, Hebe Camargo e outros… A pergunta que eu faço para vocês é: existe uma pessoa que faça a diferença?

Vocês devem reparar que eu não acredito na hipótese de uma pessoa “especial”. Eu creio em programas que misturem carisma; fórmulas antigas renovadas ao presente; capacidade, inteligência, sorte e, principalmente, alguém que se molde à audiência e não o contrário.

Tudo isso a Ana Maria Braga possui com mérito. É uma fantástica comunicadora, mas teve a sorte de se juntar aos bons.

E quando eu falo bons, especificamente quero falar em um dos melhores no time da apresentadora. O nome dele é: Tom Veiga. O ator faleceu e este colunista não se preocupa com causas de morte e apenas deseja que Deus, em sua infinita bondade, ilumine Tom e sua família.

O que eu quero falar é que Tom Veiga, que interpretava o Louro José, era a perfeita demonstração que um programa não se faz somente com apresentadores, mas com equipe, audiência e competência.

Eu acho que o mérito de Ana Maria foi o de nunca deixar a prepotência subir à cabeça. E quando eu afirmo isso, eu quero dizer que “apesar dos pesares”, das dificuldades, guerra de audiência, fofocas à parte, Ana Maria nunca deixou de valorizar Tom Veiga, o Louro José.

Ana Maria sabia da importância dele para os espectadores, bem como de todos que a acompanhavam. Meu raciocínio parece óbvio, mas tem muito apresentador “metido a besta” que não valoriza sua equipe e não sabe o que amizade representa.

Ana Maria Braga e Tom Veiga no Mais Você (Reprodução/Instagram).

Voltando ao assunto. Tom Veiga (Louro José) era a sombra de Ana Maria Braga (quem gosta de Jung sabe do que estou falando). Ele pontuava o programa, chamava à atenção da apresentadora usando o humor como verdade – eu me formei na Cásper Líbero falando de humor nas entrelinhas.

Tom era a sombra, o socorro, o ponto eletrônico, a equipe, a proteção, a blindagem que todo o comunicador precisa. Ana Maria, assim como os mais badalados pela audiência, tinha um dos melhores “apoios” em forma de uma figura lúdica: um papagaio.

Tom Veiga era o gênio não mencionado pelos chefes, justamente porque ele era o balanço da Ana Maria. Ele era o anjo da guarda que a salvava de entrevistas cansativas, o personagem que lançava luzes quando ela se sentia perdida, o arquétipo do brasileiro bom caráter. E quem seria melhor companheiro do que um “animal” que representa um País?

E não é o Tatu Bola, mascote da enfadonha e mentirosa Copa do Mundo. O nosso símbolo é um papagaio, que encantou Disney em sua missão de tentar unificar a América – não concordo com a causa, mas é outra história.

Tom Veiga (Louro José) era a personificação da equipe de apoio, que todos os “Santificados Apresentadores de TV” precisam ter, em forma de uma figura pura e infantil. Se Ana Maria Braga tem mérito? Claro que sim. Além de ser comunicadora, das melhores, sabe trabalhar com pessoas de capacidade.

Mas, como o assunto é o Louro José (Tom Veiga), ou Tom Veiga (Louro José) eu louvo uma das melhores parcerias que a TV brasileira já formou. Assim como outros da televisão, outros irmãos gêmeos da comunicação. Ana Maria perde seu “braço”, seu “esteio”, sua “verdade” e sua “salvação”.

Eu espero que a apresentadora resista a esse “tornado”, se reinvente enquanto é tempo, embora pense em O Gordo e o Magro, Claudinho e Buchecha, Ratinho e Xaropinho, Roberto e Erasmo Carlos, Michael Sullivan e Paulo Massadas, Bolaños e Valdés, Chico Anysio e Lúcio Mauro, Chitãozinho e Xororó, Hélio Ribeiro e o menino Júnior.

O que estas duplas têm em comum? A função mágica, em forma de entretenimento, que é uma das mais lindas: fazer companhia a um povo sofrido e carente. O povo brasileiro que precisa de um colo para chorar e rir. Uma nação que não se esquece dos amigos, mesmo que sejam personagens, com alma de anjo e o espírito camarada…

*As informações e opiniões expressas nesse texto são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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