Tarcísio Meira nos deixa no ano da celebração dos 51 anos de Irmãos Coragem

Receita de Janete Clair unia romance, faroeste, aventura, futebol e crítica política

Publicado em 12/8/2021
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No dia 08 de junho de 1970, entrava no ar a primeira versão de Irmãos Coragem, um marco da história da TV Globo e da novelista Janete Clair. A trama era protagonizada por Tarcísio MeiraClaudio Marzo e Cláudio Cavalcanti, que viviam os irmãos do título. Agora, todos eles lamentavelmente já falecidos.

Tarcísio nos deixou nesta quinta-feira (12), aos 85 anos, por complicações da Covid-19. Cláudio Marzo morreu em 2015, aos 74 anos, devido a um agravante de pneumonia, e Claudio Cavalcanti morreu aos 73 anos, por complicações cardíacas durante uma internação para fazer uma cirurgia na coluna cervical.

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Símbolo de televisão e teledramaturgia, Tarcísio Meira, a quem vai a nossa homenagem, começou na carreira de ator no final da década de 50, através do teatro e depois no cinema. Pouco tempo depois, ingressou na televisão. Paralelo a isso, ele também estudou para ser diplomata e trabalhou como escrevente, mas abandonou os ofícios para se dedicar aos palcos e aos estúdios.

Irmãos Coragem, é o trabalho de Tarciso Meira que destacaremos nesta publicação, justamente por ela celebrar 51 anos neste 2021 e ser uma das novelas mais representativas e relembradas de todos os tempos, por uma série de razões.

Curiosidades do clássico

Em 1970 o Brasil disputou a final da Copa do Mundo realizada no México, e venceu, tornando-se, então, o primeiro país a vencer o torneio três vezes. Valendo-se desse momento do nosso país, juntamente com o cenário político, Janete Clair decidiu trazer este universo para sua novela.

Com medo que o público rejeitasse a história, que incialmente teria um arco dramático interiorano, Irmãos Coragem foi alterada e teve um segundo pano de fundo: a cidade grande, mais precisamente no Rio de Janeiro. Um dos irmãos, morava na cidade carioca e era um famoso jogador de futebol do time com a maior torcida do Brasil, que é o Flamengo.

Este rapaz era o Duda, vivido por Claudio Marzo. E uma das primeiras cenas da novela mostra o personagem em campo, fazendo gol e comemorando com os colegas do time. Para escrever Irmãos Coragem, a novelista também se inspirou em filmes de faroeste, incluindo justiceiros montados a cavalo e muitos tiroteios.

A ideia era fisgar, também, um público masculino, que não se interessava muito por novelas até então. A estratégia deu certo e Irmãos Coragem atingiu grandes índices de audiência, tornando-se uma febre entre homens e mulheres.

Foi a primeira novela da Globo a ganhar uma cidade cenográfica. Coroado foi construída numa área de cinco mil metros quadrados, onde hoje funciona o Barra Shopping, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Regina Duarte engravidou de seu primeiro filho durante a novela, e Ritinha engravidou também.

A personagem teve uma filha chamada Gabriela, que seria o nome da segunda filha da atriz. Uma das cenas mais marcantes da novela foi a sequência do tiroteio que terminou na morte do personagem Jerônimo, que morre com o corpo de Potira em seus braços. Revoltado, o seu irmão João quebra o diamante que dera origem aos conflitos.

Em 1995, a novela Irmãos Coragem ganhou um remake na faixa das 18 horas, em comemoração aos 30 anos da Globo. A nova trama foi escrita por Dias Gomes e Marcílio Moraes, e protagonizada por Marcos Palmeira, Ilya São Paulo e Marcos Winter. No entanto, a nova versão da história não agradou o público, e a trama registrou baixos índices de audiência.

Irmãos Coragem foi dirigida por Daniel Filho, Milton Gonçalves e Reynaldo Boury, com direção-geral de Daniel Filho. Foi produzida em preto-e-branco, e ficou no ar por mais de um ano, de 8 de junho de 1970 a 12 de junho de 1971, somando 328 capítulos.

Jair Rodrigues embalava a abertura dessa novela que, em poucas semanas depois do seu lançamento já alcançava mais audiência do que a partida decisiva da Copa do Mundo de Futebol daquele ano. A receita de Janete unia o romance, básico das novelas, a faroeste, aventura, futebol e crítica política.

Mais da história

Quando o simples João Coragem encontra um valioso diamante no local, ele é roubado pelo Coronel Pedro Barros (Gilberto Martinho), um homem poderoso e opressor que comanda o comércio de garimpo do local.

Tal fato faz com que o honesto João se torne um fora-da-lei, tornando-se líder de um bando de garimpeiros também injustiçados, que passam a duelar com o Coronel.

No entanto, João se apaixona por Lara (Gloria Menezes), a filha de Pedro Barros, que sofre com tripla personalidade: enquanto Lara é tímida e reprimida, sua segunda personalidade, Diana, é selvagem e atirada; e há ainda Márcia, um contraponto entre as personalidades anteriores.

Enquanto isso, Jerônimo é apaixonado pela índia Potira (Lúcia Alves), sua irmã de criação, mas ela decide se casar com Rodrigo César (José Augusto Branco), por acreditar que um romance com Jerônimo é impossível.

Ao mesmo tempo, Jerônimo se casa com Lídia Siqueira (Sonia Braga), filha de um deputado, e entra para a política no intuito de ajudar o irmão João a lutar contra o Coronel Pedro Barros.

Já Duda, o irmão caçula, deixou Coroado para seguir o seu sonho de se tonar um jogador de futebol, deixando para trás seu amor de infância, Ritinha (Regina Duarte). Quando ele retorna, está envolvido com Paula (Myriam Pérsia), que não abre mão do relacionamento com o rapaz.

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