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Não empolgou

Prêmio Multishow 2021 é salvo pela excelência de Tatá Werneck

28ª edição frustra com excessos e pouca originalidade

Publicado em 09/12/2021
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Se considerarmos que em uma premiação de voto popular nenhum vencedor será um consenso, há de se entender o esforço da produção do Prêmio Multishow, que aconteceu nesta quarta-feira (8), na ideia de entregar um evento minimamente atrativo. Neste ano, o que sobrou de pirotecnia e efeitos visuais faltou na entrega de performances (com exceção de Iza, Emicida e Ferrugem).

Para os mais antenados em atrações do gênero, foi notório a inspiração no MTV VMA do ano passado, a edição mais limitada da história. Nas plataformas digitais, as apresentadoras Didi Wagner e Laura Vicente adotaram a linguagem neutra e atribuíram o evento a um tal de ‘fantástico mundo da música’. Tudo isso ao tempo em Xuxa Meneghel surgia ao som de Lua de Cristal ao lado de Majur (?).

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A questão da diversidade também foi sintetizada por diversas vezes ao longo da atração, o que faria sentido caso Pabllo Vittar ou Glória Groove, duas potências da indústria fonográfica brasileira na atualidade, tivessem o devido e merecido destaque. Ou alguém ainda duvida que 2021 teve o domínio delas?

Em contrapartida, também vimos encontros e parceria históricas, bem como a de Nando Reis, Lan Lanh com Francisco Eller, o Chicão, filho de Cássia Eller. Chicão que edificou ao garantir o momento “fora Bolsonaro” da noite, ao vivo no palco.

O funk carioca, bem representado por mulheres: MC Carol, Jojo Todynho, MC Bianca e Gabily, ela que se atrapalhou num look belíssimo, porém, dos mais equivocados. Jojo foi anunciada com o sobrenome real, Maronttinni. A emissora não quis fazer publicidade para o achocolatado.

Show para amantes de BBB

E pra quem curte, os ex-BBBs Camilla de Lucas com João Pedrosa também formaram uma boa dupla na apresentação. João com maior propriedade no tema conseguiu levantar a bola para a amiga, que embora o carisma e a energia, ainda peca na hora do improviso e não consegue sair das perguntas mais óbvias e clichês.

E como se trata de um evento da Globo, estranho seria se Juliette Freire não fosse encaixada nele. A vencedora do BBB 22 fez uma performance tímida e amadora do seu primeiro single: Vixe Que Gostoso.

O brilho de ser global e ter o nome em evidência supriu a falta de presença de palco. A letra infantilizada e a dedicação vocal próxima do zero só faz entender que aquilo foi feito especialmente para os cactos, nome dado a quem é fã da moça.

Rodolfo se apresentou com Israel, foram vencedores na categoria Dupla do Ano (acredite!) e Hit do Ano com Batom de Cereja. Em dado momento Rodolfo esbarrou com João para uma entrevista. Resumindo: o que aconteceu no BBB fica no BBB.

Fora da realidade

Faltou para os envolvidos na cerimônia um entendimento maior sobre o atual momento da música brasileira, onde a realidade é completamente outra, e gostem ou não, mas Gabily, Juliette, Jojo e Ivete Sangalo não entram para a lista de consumo popular. Não neste momento.

Ainda no universo paralelo do Prêmio Multishow, o mau gosto imperou com a presença de youtubers fazendo palhaçada sem propósito algum dentro de uma cabine que reproduzia a nave da Xuxa. Nada foi levado a sério. É até difícil fazer uma construção contextual do que foi aquilo.

Todo mundo se atropelando na tentativa de descobrir quem estava cantando no palco ou quem era o vencedor de tal categoria. Zero entendimento sobre o tema. Na bagunça generalizada estavam o casal Diva Depressão, Foquinha e a Blogueirinha, sucessos no YouTube mas que tiram a seriedade que o evento carece. Incompreensível a insistência do canal com esses nomes.

Tributo a Cássica, Marília e Paulo Gustavo

A nível de performance, o prêmio Multishow valeu pela emoção que foi ver o filho de Chicão homenagear as duas mães. Foi como se a própria Cássia estivesse no palco. Algo além no imaginável, foi simbólico, bonito, representativo, uma dívida que a premiação tinha com o público.

Luísa Sonza, Ivete Sangalo e Iza se juntaram para cantar Como faz com ela, De quem é a culpa?, Eu sei de cor e Todo Mundo Vai Sofrer, num ato a Marília Mendonça. Um momento que apesar de bonito, foi dos mais dolorosos. Marília teve memoráveis apresentações na premiação.

Paulo Gustavo foi homenageado de uma maneira diferente. No palco, Cacau Protásio, Samantha Schmütz e Catarina Abdalla, elenco do Vai Que Cola, relataram vivencias com o ator e humorista, relembraram histórias e algumas peculiaridades sobre Paulo. Marcus Majella (amiog) e Thales Bretas, viúvo e Paulo, emocionaram com declaração de amor. Tatá Werneck também chorou ao fazer a introdução para a homenagem. Marcante!

A excelência de Tatá

Ao tempo que o teleprompter (equipamento que exibe texto a ser lido pelo apresentador) se torna um problema para muitos profissionais de televisão, Tatá Werneck se dá bem com qualquer aparato que tiver a seu dispor.

No improviso ou seguindo um roteiro engessado, a apresentadora é garantira de bom conteúdo, sempre. Dotada de talento para o humor e brilhantismo como artista, Tatá elevou a qualidade do Prêmio Multishow numa edição pouco animadora e quase frustrante.

Antenada sobre os fatos que tem bombado no universo do entretenimento no Brasil, não perdeu tempo em fazer piada com a Farofa da Gkay, Tiago Iorc, SBT, a debandada da Globo e até com o próprio Fiuk, que muitos já consideram como desafeto da apresentadora. Rolou até faixa na cabeça com a frase “100% Fiuk”. Foi genial!

“A carta branca que a Tatá Werneck tem pra fazer piada é um deleite”, disse o retorista André Brandt no Twitter. E é mesmo. Hoje Tatá figura no topo do ranking dos artistas mais talentosos do país. Muito disso, é claro, porque a emissora reconhece que seu valor está atribuído a liberdade de criação. Sem excessos, Tatá traz requinte e credibilidade ao humor sem precisar explorar subgêneros ultrapassados.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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