Do BBB para o OnlyFans: entenda como Wagner Santiago tem quebrado tabus: “Não tenho tempo pra pudores moralistas”

Participante da 18ª edição do reality global foi vítima de vazamento de vídeo íntimo

Publicado em 10/8/2021
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Wagner Santiago, o paranaense participante da 18ª edição do BBB, viu seu nome alcançar o treding topics do Twitter durante o último final de semana após vazarem um vídeo de sua plataforma de conteúdo adulto, o OnlyFans, em que ele aparece recebendo de uma mulher, sexo oral conhecido como “beijo grego”.

O assunto causou um verdadeiro rebuliço nas redes sociais e levantou discussões sobre sexualidade e comportamento masculino na cama. A coluna, é claro, não poderia deixar de pautar o tema e foi atrás de Wagner, que hoje, aos 38 anos, se divide entre sua projeção na internet com conteúdo voltado para o público adulto e seu ofício como artista visual e tatuador.

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Questionado se o responsável por vazar o vídeo íntimo já foi identificado, Wagner esclarece: Estou trabalhando junto aos meus advogados para da melhor maneira resolvermos isso. Me preocupa demais a maneira que isso aconteceu, pois aconteceu de maneira criminosa, desleal e covarde. O OnlyFans é uma plataforma exclusiva para assinantes e não de conteúdo público. Quem fez isso precisa arcar com a responsabilidade.”

As expressões artísticas de Wagner Santiago, imersão na produção de conteúdo proibido para menores, suas lutas e os tabus que ainda cercam a sexualidade masculina foram abordados nesta entrevista. Confira!

CS – Desde que você entrou para o Onlyfans, você dobrou seu público nas redes sociais. Essa ferramenta também é usada por grandes nomes da cena artística para fins de divulgação de trabalho. No seu caso, que se projetou nacionalmente em um reality show, o saldo até aqui é positivo? O que é necessário para ser destaque nesta plataforma?

WS –Sim, o saldo até aqui é positivo, e a projeção vem seguida de muita responsabilidade, o que requer cuidado e atenção aos detalhes, posicionamentos e temas abordados.

Desde a minha participação no reality o público diversificou muito, o que me faz muito feliz pois quem ficou realmente entendeu quem sou, quais são meus ideais, planos e projetos, não se apegou a aquela pequena aparição caricata e por vezes mal editada da vivência em um reality.

Para ser destaque na plataforma é preciso constância nos conteúdos, entender o que o público espera mas sem se atropelar, seguir criando no seu tempo e de maneira prazerosa.

CS – Você ganhou muita atenção do público LGBTQIA+, que te cobra por conteúdos voltados exclusivamente para este nicho e você tem lidado muito bem com o assédio. Eles podem esperar algo mais neste sentido?

WS – Eu amo a causa, o público e a vivência LGBTQIA+, lido muito bem com o assédio que na maioria das vezes é um carinho pela identificação de uma vida libertária e muitas vezes taxada como transgressora. Eles podem sim, esperar tudo de mim. Estou nesse mundo pra jogo e não tenho tempo pra pudores moralistas.

CS – Você tem alguns cuidados com seus vídeos que valem ser pontuados. É como se eles tivessem direção de arte, tudo planejado, boa captação, fotografia e uma boa parceira de cena (sempre). Tudo isso ocorre de maneira natural ou é pensado justamente para oferecer algo de maior qualidade e atrair o público alvo? Como funciona esse lado criativo dos vídeos?

WS – Já fiz direção de arte e desde muito jovem trabalho com as mais diversas plataformas artísticas, tudo é pensado na construção de um enredo atraente e que ao mesmo tempo cative o olhar, trazer vários fetiches de maneira sútil num mesmo plano, numa mesma cena é algo que gosto muito de fazer.

CS – Desde sempre existiu uma certa resistência das pessoas em assumirem quem de fato elas são, do que de fato elas gostam e que sexo e sexualidade são as coisas mais naturais e bonitas da vida. Por isso, muitas das vezes, as pessoas que são mais ‘livres’ dos tabus, sempre são pré-julgadas. Você, ao que parece, desde que ganhou fama sempre pareceu viver muito bem com suas ‘novas’ escolhas. Você se considera uma pessoa desconstruída, livre e aberta sexualmente? Já te trouxe algum prejuízo ser assim?

WS – A desconstrução é uma escolha diária, ninguém está desconstruído, estamos sempre no processo de desconstrução, abertos e dispostos a sermos melhores para nós e para os outros.

Eu amo o direito de escolha e a fluidez de possibilidades que a vida permite, não vou nem por um segundo me calar diante de uma nova descoberta, de uma nova forma de amar e sentir prazer. O único e imenso prejuízo foi a censura causada pro Instagram que derrubou minha conta por não suportar minhas fotos de cueca, um absurdo.”

CS – Paralelo ao Onlyfans, como está o seu trabalho como tatuador e artista visual? Essas duas profissões estão mais valorizadas pra você após três anos do reality?

WS – “Hoje após 3 anos estou começando a retomar as rédeas dessas demandas mas confesso que é um pouco difícil pois o estigma de EX BBB ainda me resume a apenas isso, o que de fato não representa na íntegra quem sou profissionalmente.”

CS – O vídeo viralizado no último final de semana levou seu nome ao trending topics do Twitter e lá ele está até agora. Você já descobriu quem vazou? Te preocupa em alguma coisa o fato ter sido como foi?

WS – “Estou trabalhando junto aos meus advogados para da melhor maneira resolvermos isso. Me preocupa demais a maneira que isso aconteceu, pois aconteceu de maneira criminosa, desleal e covarde. O OnlyFans é uma plataforma exclusiva para assinantes e não de conteúdo público. Quem fez isso precisa arcar com a responsabilidade.”

CS – Vi muita hipocrisia nas redes sociais (e olha que estamos no país da bunda e do carnaval !!). O que você tem a dizer sobre práticas sexuais que quando relacionadas ao homem, elas são tratadas como espanto ou como se fosse do outro mundo?

WS – Sim, triste isso, pois vejo as mesmas pessoas que pregam liberdade dos corpos e sexual sendo puritanas e moralistas nesse momento. HIPOCRITAS! Nosso corpo é uma máquina incrível e de infinitas possibilidades, nosso prazer não está limitado ao crivo de uma sociedade doente que prefere pautar como eu sinto prazer do que questionar o assassinato de uma pessoa trans a pedradas. Continuarei a amar e ser livre, ainda que sobre um julgo cruel e desnecessário.”

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