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Novo cartaz

Com diálogo expositivo e Poliana desbocada, SBT mostra que seu interesse é mesmo no “povão”

Falta de sutileza na apresentação dos adolescentes sobrepôs à boa produção

Publicado em 21/03/2022
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Os primeiros minutos de Poliana Moça, novo lançamento do SBT, apresentaram ao público externas belíssimas da Serra da Mantiqueira e ótimas cenas gravadas em uma comunidade de São Paulo. Uma plástica sem defeitos e um elenco muito afiado, mas que ficou refém de um diálogo expositivo sem medidas.

O interesse dos roteiristas em explicar como funciona o mundo onde esses personagens vivem, os eventos que precederam a história – ainda que importantes -, feriu um pouco da conjuntura e a qualidade da obra. Mas isso, é claro, do ponto de vista técnico, nada que comprometa o sucesso do produto. Pelo contrário.

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Abertura de Poliana Moça (Reprodução: SBT)

O texto de Poliana Moça está carregado de explicações e justificativas sobre as novas caracteristicas de seus velhos personagens. “Vibe? Desde quando você começou a falar desse jeito?”, questionou Otto (Dalton Vigh), surpreso com o linguajar despojado da filha, agora com 15 anos. (Mas afinal, em que ano se passa a novela mesmo?).

Faltou sutileza no trato adolescente

Íris Abravanel e sua equipe entregaram tudo mastigado ao público, sem abrir margem ou possibilidade do público pensar, quem sabe, no que estava acontecendo. Tudo era afirmado a cada instante, seja nos diálogos, no comportamento, em flashback ou até mesmo nos cenários.

“Eu não tenho mais 12 anos”, disse Poliana mais adiante. A partir de então foram sucessivas tentativas de situar o espectador. “Poliana, isso são modos?”, esbravejou o personagem de Dalton meio minuto depois. A menina, ao que parece, voltou desbocada.

Poliana (Sophia Valverde) e Otto (Dalton Vigh) no primeiro capítulo de Poliana Moça (Lourival Ribeiro/SBT)

Um “cala a boca” foi usado por ela em uma resposta malcriada ao pai. Exageradamente fora do tom, Poliana agora também está viciada em celular. Mas convenhamos, isso é uma caracteristica de adolescente?

Num outro momento da novela e com outra personagem, agora com a Luísa, nova vilã teen da história, o erro se repete pela enésima vez.

“Pai, quantas vezes eu vou ter que dizer que não sou mais uma criança?”, reclamou a jovem aborrecida ao receber um tratamento carinhoso dele. Faltou sutileza e naturalidade para apresentar esses adolescentes.

Basta a emoção!

É certo que o público não está preocupado com isso, ou talvez nem perceba, pois uma novela, como qualquer outro produto de ficção, não tem obrigação com a realidade.

Por mais que a parte técnica, a interpretação, fotografia e direção sejam fatores fundamentais para o sucesso de uma obra do gênero, se ela possuir 80% de emoção, basta para que todo o resto seja apenas um complemento qualquer.

O boneco Pinóquio no cenário de Poliana Moça.

A medir pelos primeiros momentos, Poliana Moça tem muitas qualidades, mas manter isso por mais de 250 capítulos é confiar ao público, bem sabemos, algo que não se estenterá até lá.

Mas o hábito de ver novela, por si só já faz o público se apegar a ela, seja pela curiosidade, alegria, raiva, tensão, tesão ou qualquer outra coisa.

Se o espectador for leigo no assunto, então, é isca certa. Para o leigo, por mais que a obra tenha uma infinidade de coisas negativas (o que não é o caso de Poliana Moça), se há emoção nela, já está valendo, basta desligar o cérebro e se aventurar sem qualquer compromisso.

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