David Grinberg, o homem que fez brilhar a dramaturgia do SBT

Entusiasta, o profissional elevou a qualidade das produções da emissora

Publicado em 1/9/2021
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A era da parceria milionária entre SBT e Televisa na adaptação de textos mexicanos, e que marcou o remonte do departamento na emissora de Silvio Santos, desativada desde 1998, movimentou também a vida e a carreira de um dos mais brilhantes profissionais da área: David Grinberg.

À época, em 2001, o diretor retornava à emissora, agora para assumir o cargo de diretor de núcleo. Mineiro de Juiz de Fora, Grinberg, um grande entusiasta da profissão e altamente capacitado a gerir uma produção de conteúdo de qualidade, fez por onde.

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Em pouco tempo, a fábrica de novelas do SBT, foi elevada, mesmo com recursos bem abaixo da TV Globo, a um padrão de qualidade ímpar. David Grinberg abriu frentes importantes de trabalho e redesenhou projetos desacreditados, que quando saíram do papel se tornaram sucessos marcantes na história do canal.

Ao lado dos amigos Henrique Martins, Nilton Travesso e Jacques Lagoa, equipe que por muitos anos compunha o departamento, tornou-se um dos mais fieis e bem-quistos funcionários do SBT, sempre requisitado pelo Conselho Executivo.

David Grinberg foi assertivo em tudo que fez. Apostou em grandes nomes das artes cênicas, figuras consolidadas pela Globo como Débora Duarte, que não resistiu a um convite dele para integrar Canavial de Paixões, a mais bem-sucedida adaptação mexicana do SBT.

Uma obra produzida no ano de 2003, que bateu de frente com a estreia de Celebridade, na Globo, e chegou a alcançar incríveis 21 pontos em sua reta final, com médias entre 13 e 15 pontos na audiência. Uma marca na carreira da atriz.

David Grinberg me chamou para fazer a novela e eu aceitei e vou fazer com muito amor. O elenco é muito bom, e acredito que poderemos fazer um belíssimo trabalho sem pudor. Por isso, acho maravilhosa a disposição que a emissora está tendo com esta produção. Não se pode achar que trabalho bom em novela só pode ser na Globo“, disse a veterana em entrevista à ISTO É – Gente, publicada em 09-10-2003.

David Grinberg ao lado de Débora Duarte e Mel Lisboa, nos interiores do SBT (Arquivo: Museu da TV)

David Grinberg também dirigiu a ‘Oficina de Roteiros’ do SBT, no ano de 2005, junto com o diretor teatral Calixto de Inhamuns. O projeto era destinado a pessoas residentes em São Paulo, com experiência em dramaturgia já produzida ou publicada nas áreas de teatro, cinema ou televisão.

Ao longo dos anos, foram mais de 20 novelas dirigidas por David Grinberg no SBT, que esteve presente também em outras fases da dramaturgia do canal. Em 1994 ele assumiu a direção de produção da antológica Éramos Seis, de Silvio de Abreu.

Depois disso, reuniu dezenas de boas histórias no currículo, o prestigio do mercado, dos colegas de trabalho e também do próprio público do SBT, que o reconhecia dos créditos de suas novelas.

David Grinberg também teve passagens pelas extintas Rede Tupi e Manchete, além da própria Globo e Record TV, nas produções Shazan, Xerife e Cia (1972), Um Dia, O Amor (1975), Dona Beija (1986) e O Espantalho (1977).

Mas foi na rede de Silvio Santos que sua carreira se popularizou e o fez tornar a peça-chave para o sucesso das novelas. Seu último trabalho foi em Revelação, em 2009, que marcou a estreia de Íris Abravanel como autora. David Grinberg faleceu no dia 6 de agosto de 2017, deixando um legado que é recordado dia após dia, pela geração de noveleiros e amantes das artes.

Na página Museu da TV, Rádio e Cinema, a biografia de David Grinberg, em detalhes, pode ser conferida.

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