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Crítica

Um Lugar ao Sol estaciona e incomoda público com aparente marasmo

A novela perdeu o ritmo com a redução do tempo dos capítulos

Publicado em 03/02/2022
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Apesar da baixa audiência, Um Lugar ao Sol arrebatou um público cativo. A trama de Lícia Manzo angariou fãs ardorosos, que se apaixonaram pela trama ágil e cheia de reviravoltas, críticas sociais e personagens dúbios e com muitas contradições. Ao aproveitar a morte do irmão Renato (Cauã Reymond) para ocupar seu lugar, Christian (Cauã Reymond) mexeu com a audiência.

De novembro para cá, foram muitas as reviravoltas de Um Lugar ao Sol. Por ser uma novela mais curta do que o habitual (inicialmente, seriam 107 capítulos), a trama andou com uma rapidez pouco comum para um folhetim das nove. Os acontecimentos eram tão constantes que Um Lugar ao Sol até mesmo abria mão da reiteração, dificultando a vida de quem perdeu um ou outro capítulo. A trama sempre andou para frente.

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No entanto, há algumas semanas, os capítulos de Um Lugar ao Sol foram encurtados em razão da decisão de se adiar a estreia de Pantanal, sua sucessora. Por conta dos casos de covid-19, a emissora achou mais prudente dar mais tempo à produção. Com isso, Um Lugar ao Sol ganhou duas semanas a mais. Mas, como já está toda gravada, a solução foi fatiar os capítulos.

Isso gerou alguns problemas, como a falta de ganchos entre blocos e ao final dos capítulos, uma marca da novela. Lícia Manzo é adepta do suspense poderoso, mesmo que ele se revele fogo de palha no capítulo seguinte. O recurso sempre funcionou na tentativa de fisgar o público e trazê-lo de volta no dia seguinte. Além disso, a trama perdeu em agilidade. Com capítulos menores, as coisas demoram mais a acontecer.

A falta de ganchos, parece, vem sendo resolvida na edição. Lícia Manzo revelou, em entrevista recente, que participa do processo de remontagem dos capítulos, junto ao diretor Mauricio Farias, justamente para evitar desfechos sem nexo e finais de blocos sem tensão. Isso realmente tem sido notado nos capítulos mais recentes.

Mas o ritmo… ah, esse se perdeu mesmo. Se antes tudo mudava a todo o momento em Um Lugar ao Sol, atualmente as coisas estão bem mais lentas. A morte de Joy mesmo foi esperada (e até anunciada) capítulos a fio, mas a jovem despencou da ponte uns três capítulos depois do previsto.

O arco envolvendo a crise de Santiago (José de Abreu) e Érica (Fernanda de Freitas) também parece andar mais devagar. Na semana passada, Bárbara (Alinne Moraes) criou um perfil falso da namorada do pai num site de relacionamentos de pessoas casadas. Com isso, Santiago e Érica se separaram. Só agora, capítulos depois, é que Santiago descobriu a verdade.

A questão é que Um Lugar ao Sol nem está tão lenta assim. O problema maior é que o público foi acostumado a um ritmo mais frenético e, agora, nota que as coisas têm demorado mais a se desenrolar. Isso incomoda, pois dá a impressão de que nada está acontecendo, o que não chega a ser uma verdade. A novela mudou.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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