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Crítica de TV

Pantanal estreia com belas paisagens e ótimas atuações

A nova novela da Globo teve um primeiro capítulo de encher os olhos

Publicado em 28/03/2022
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O primeiro capítulo de Pantanal fez jus à ostensiva divulgação da trama pela Globo, que começou ainda antes da estreia de sua antecessora, Um Lugar ao Sol. A estreia da trama de Benedito Ruy Barbosa, atualizada por Bruno Luperi, foi realmente de encher os olhos, com uma fotografia encantadora e um elenco poderoso, no qual não houve um elo mais fraco.

As tomadas espetaculares e as grandes atuações deram o tom da estreia. A começar por Irandhir Santos, gigante como Joventino Leôncio. A estreia foi dele, mostrando um trabalho de composição e uma segurança em cena que impressionaram. Todas as suas cenas foram belíssimas, mas a sequência em que Joventino encara o boi em meio às árvores foi de uma força ímpar.

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Irandhir foi o destaque, mas os demais atores não destoaram. Renato Góes fez um jovem José Leôncio igualmente poderoso e extremamente carismático. Juliana Paes surpreendeu como Maria Marruá, um tipo diferente de tudo o que a atriz já fez. Enrique Diaz também mostrou presença, e o jovem Drico Alves, como José Leôncio adolescente, revelou amadurecimento.

O enredo, clássico, já é conhecido do público que acompanhou a primeira versão de Pantanal, produzida e exibida pela TV Manchete em 1990, e reapresentada pelo SBT em 2008. Acertadamente, a Globo não tentou reinventar a roda, mantendo o espírito da obra original e apenas atualizando alguns elementos, como a música de abertura. A nova versão da canção-tema, na voz de Maria Bethania, ficou linda.

Aliás, ficou ainda mais claro que a intenção da Globo é fisgar o público pela nostalgia. Ao respeitar os ícones da trama original, a emissora atinge em cheio o coração do espectador da primeira versão. Num momento em que suas novelas andam em baixa, apostar numa trama segura para recuperar a audiência perdida parece realmente uma boa estratégia. Dificilmente não vai funcionar.

Além disso, Pantanal muda a paisagem do horário nobre da Globo, que não vê uma ambientação rural desde Velho Chico, trama de 2016 do mesmo Benedito Ruy Barbosa que não atingiu grandes índices de audiência. Velho Chico sofreu com erros de escalação e um texto excessivamente panfletário em seu início, mas contou uma boa história e teve seus acertos. Porém, Pantanal é muito superior, tanto na mensagem ecológica quanto no folhetim.

Isso porque Pantanal conta uma história rural com elementos realistas, mas é permeada por misticismo e lendas, que dão um toque fantástico ao enredo. Além disso, é uma clássica saga familiar, que tem em seu cerne romances arrebatadores e que exploram as diferenças culturais num tom folhetinesco irresistível.

Ou seja, Pantanal é promissora e teve um primeiro capítulo convidativo, o que é um bom sinal. Ao que tudo indica, a Globo deu um passo importante para recuperar a audiência perdida.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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