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Globo prejudica campanha antidrogas ao cortar cenas importantes de O Clone

Sequências de Mel usando drogas foram limadas do Vale a Pena Ver de Novo

Publicado em 10/02/2022
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Em sua exibição original, O Clone chamou a atenção por colocar vários assuntos pertinentes em discussão. Uma das discussões propostas por Gloria Perez foi o vício em drogas. A novela levou o assunto à cena de uma maneira que, até então, nunca havia sido mostrada na TV aberta.

Isso porque este plot se inicia justamente quando Mel (Débora Falabella), Nando (Thiago Fragoso) e Cecéu (Sergio Marone) começam a usar drogas “recreativamente”. O início do contato dos jovens com as drogas mostra o quanto eles se divertem ao usá-las. Na época, isso gerou uma repercussão negativa. Acusaram O Clone de fazer apologia às drogas.

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Porém, conforme Gloria Perez avança o drama de Mel, fica clara a real intenção. A jovem, que entra nessa como uma diversão, se torna uma dependente química. Aos poucos, ela se afunda no vício, gerando uma série de graves consequências. Ou seja, a novela explicava, de maneira didática, que usar drogas sempre começa de maneira “divertida”. Mas, depois, as coisas saem do controle.

A campanha deu tão certo que foi elogiada internacionalmente. Entre 2001 e 2002, quando O Clone estava no ar, registrou-se um aumento da procura por clínicas de reabilitação entre pessoas dependentes químicas. A campanha antidrogas de O Clone gerou bons debates, desmistificou o tema e, ainda, teve resultados práticos evidentes.

Mas a reprise do Vale a Pena Ver de Novo parece querer evitar polêmicas. Em sua primeira reprise, em 2011, boa parte das sequências mais intensas de Mel foram cortadas sem dó nem piedade. Naquele tempo, a classificação indicativa ainda era vinculada a horários. Essa limitação não existe mais atualmente, o que dá mais liberdade às emissoras.

Ainda assim, O Clone tem sofrido cortes. O colunista Duh Secco, do RD1, observou que, recentemente, a trama teve cortadas sequências que mostravam, por exemplo, Nando oferecendo maconha a Mel, ou Lidiane (Beth Goulart) confusa ao encontrar os jovens “rindo à toa”. Ou seja, estão cortando sequências importantes que iniciam a boa campanha antidrogas da novela. Não seria mais interessante mantê-las e aproveitar a oportunidade para discutir novamente sobre isso?

Leia outros textos do colunista AQUI

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