Carlo Porto comenta o sucesso de Gênesis

Ator fez teste para o papel após uma temporada de um ano em Portugal

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Carlo Porto, que brilhou na primeira fase de Gênesis, da Record TV, onde deu vida a Adão, o primeiro homem da humanidade, conversou com a coluna.

Ele revelou detalhes de sua carreira e do sucesso da novela que vem elevando a audiência do canal de Edir Macedo. A seguir, confira o papo com o ator, que tem tudo para brilhar cada vez mais.

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ANDRÉ ROMANO – Quem é o Carlo Porto?

CARLO PORTO – Um cara simples que usa aquilo que faz para transformar o meio em que vive.

AR – Como surgiu a arte em sua vida?

CP – Eu nunca havia pensado em trabalhar com arte. Estava fazendo minha faculdade de Ciências da Computação quando fui convidado por uns amigos para compor um grupo de teatro amador. Nessa época eu tinha 21/22 anos. Começou assim. Trabalhamos uns dois anos juntos, até que um dia eu comecei a pensar em fazer daquilo algo mais sério.

AR – Qual foi a maior lição que você tirou durante esse período pandêmico?

CP – Que tudo aquilo que a gente puder comprar é barato. Caras mesmo são as relações humanas, a nossa saúde, a nossa paz.

AR – Você sentiu algum receio em relação a esse período da quarentena?

CP – Tem sido um período difícil pra todo mundo, de muitas incertezas. No Brasil, o número de pessoas sofrendo de transtornos mentais, como depressão e ansiedade, cresceu muitíssimo. Mas eu procuro ter um relacionamento próximo com Deus… isso sempre foi importante pra mim. E os preparativos que envolviam a chegada da minha filha foram a distração perfeita. Então, a minha fé e o nascimento da bebê foram duas coisas que me ajudaram nesse momento.

AR – Como surgiu o convite para participar de Gênesis?

CP – Eu tinha acabado de voltar de Portugal. Estive lá um ano gravando uma novela. Estava passando uns dias no Rio de Janeiro, descansando, quando minha empresária me disse que a Record estava me convidando pra fazer um teste pra uma novela bíblica. Quando eu fui lá fazer, fiquei sabendo que eles já haviam testado muitos atores e não tinham encontrado quem eles queriam. Na semana seguinte, eles pediram pra me ver novamente. Acho que foi nessa segunda ida que eles bateram o martelo por mim e me fizeram o convite.

AR – Bateu algum tipo de insegurança em interpretar o primeiro homem que habitou a Terra?

CP – Na nossa fase de preparação, fizemos muita pesquisa e não encontramos nada que tenha sido produzido para TV ou cinema que chegasse perto daquilo que pretendíamos fazer. Isso a nível mundial. Era um desafio muito grande, e sabíamos disso. E, para além disso, pouquíssimos homens no mundo tiveram o privilégio de interpretar Adão e, de todos eles, talvez eu tenha sido o único a fazer isso com a profundidade que fizemos. É claro que bate aquele frio na barriga, mas isso é o que nos encanta na profissão.

AR – Você esperava esse sucesso do seu personagem? 

CP – Acho que o sucesso vem como consequência de um trabalho bem feito. Então, não fico pensando nele. Penso, sim, em fazer o que me presto a fazer da melhor maneira possível. E isso já me ocupa muito tempo. Mas eu fico muito feliz quando o trabalho que faço com tanto carinho é acolhido pelas pessoas.

AR – Como você lida com o ego exacerbado do meio? 

CP – Eu me mantenho à parte dele e tento cuidar de mim, da minha cabeça. Eu sou um cara muito pé no chão e sei de onde vim. Eu acho que, quando essas coisas estão claras, é mais difícil se perder.

AR – Qual é o seu maior sonho? 

CP – Hoje o meu maior sonho é ver pessoas realmente comprometidas com o povo brasileiro ocupando os lugares de liderança. Entra governo, sai governo e é sempre mais do mesmo. A grande maioria dos que estão lá estão trabalhando em benefício próprio. Estamos cansados disso.

AR – Em sua opinião, o que você considera como o mal deste século?

CP – O homem é vaidoso demais e pra conseguir o que quer, ele passa por cima do seu semelhante sem o mínimo de remorso. O resultado disso é essa desigualdade absurda.

AR – Como é o Carlo Porto pai?

CP – Ainda sou alguém que está tentando se entender. Eu esperei tanto tempo pela chegada da minha filha que hoje ainda olho pra ela e me pergunto se tudo o que estou vivendo é de verdade! É bom demais ser pai. É um privilégio muito grande. Eu procuro ler as experiências de outros pais e aprender com eles. Quero que minha filha tenha o melhor pai do mundo.

AR – Se você pudesse deixar uma mensagem para a posteridade, que mensagem deixaria? 

CP – “Cuidem das crianças de hoje!”: uma frase que Flávio Migliaccio escreveu em sua carta antes de partir. Ela ecoa na minha cabeça todos os dias!

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